Excerto sobre as Frentes Populares do livro do KKE “Assuntos teóricos sobre o programa do Partido Comunista da Grécia (KKE)”

“A ascenção do fascismo numa série de países teve múltiplos impactos no movimento comunista e na IC (Internacional Comunista, Comintern).

Sucederam grandes preocupações acerca da interpretação deste fenómeno e da confrontação com ele por parte do movimento comunista em condições de crise económica capitalista e durante a intensificação dos preparativos para uma nova guerra imperialista em simultâneo ao agudizar das contradições imperialistas. Porém, os imperialistas tinham como seu objectivo comum o esmagar da União Soviética. As forças fascistas deram à sua orientação política um carácter intensamente anti-comunista, quando apelidaram o tratado entre a Alemanha e o Japão como o «Tratado Anti-IC».

Preocupações e discussões desenvolveram-se dentro dos quadros da IC que também foram registados por alguns historiadores da IC (aqueles que participaram dentro da sua estrutura). O ponto de vista dominante foi aquele que diz respeito a formar uma Frente Popular (FP) ampla e anti-fascista que poderia alcançar o governo através do parlamento de forma a evitar a ascenção de governos fascistas e ao mesmo tempo isto poderia evitar a concentração das forças mais agressivas contra a URSS.

Reflectindo o debate dentro da estrutura da IC, as resoluções do seu 7º Congresso (1935) trouxeram certas «salvaguardas» nomeadamente (id est) que a formação de um governo de Frente Popular seria o resultado da agudização da luta de classes, etc.
Contudo, na prática, estas resoluções abriram o caminho para acordos incondicionais com partidos sociais-democratas e burgueses, para um apoio acrítico a governos burgueses no contexto da guerra imperialista e, apesar da oposição do Comité Executivo da IC, para começarem a acontecer discussões a respeito da unificação dos Partidos Comunistas com os Partidos Sociais-Democratas, etc.

A experiência prática demonstrou que política das Frentes Populares não podia nem confrontar a ascenção do fascismo nem impedir a guerra.”
Fontes: Blog In Defence of Communism e site internacional do KKE

As alas mais confortáveis do inferno capitalista (reformista)

Ala nacional da burguesia, ala esquerda da social-democracia, ala progressista da igreja, ala moderada do fascismo, ala patriótica-republicana (ou honrada) dos liberais, ala multi-polar do imperialismo, ala desenvolvimentista do capitalismo, ala unitária do sindicalismo amarelo (ou peleguismo), ala democrática-parlamentar do Estado burguês, a esquerdinha militar pequeno-burguesa bonapartista para brincar ao Estado neutral ou ao “Socialismo com propriedade privada” do chavismo mas também do prec…

Temos de ser parte das alas “progressistas” e “democráticas e patrióticas” porque é lá que “estão os trabalhadores”. Quais trabalhadores? Os que são obrigados a emigrar pela burguesia “nacional”, os atraiçoados pela social-democracia “de esquerda”, os que são reduzidos a parolos ingénuos pela “igreja progressista”, os que carregam às costas a “patriótica” república capitalista, os que conhecem o “desenvolvimento” do bolso dos ricos à custa do roubo do seu bolso, os que são postos de joelhos perante ao patrão graças à sagrada “unidade” de cúpulas sindicais com os amarelos, os que nem sequer votam para a pocilga parlamentar burguesa, os que pediram armas à esquerdinha militar no 25 de Novembro de 75 em Portugal em vão, os que estão desempregados e por isso são lhes vedados os sindicatos (se uma grande parte dos trabalhadores são desempregados uma grande parte dos dirigentes sindicais deviam ser desempregados como seus representantes e defensores) entre outros direitos, os que estão na miséria e que por isso – tirando a igreja que vive às suas custas – são desprezados e ignorados por esta corja toda de alas esquerda, progressistas, nacionais, democráticas e patrióticas.

Precisamos de um movimento de massas revolucionário do proletariado e dos pobres que até pode estar no parlamento burguês mas não para o defender e sim para o destruir. Precisamos de um movimento de massas cuja estratégia esteja focada inequivocamente fora (e contra) do sistema e Estado burguês e trabalhando para derrubar esse sistema e Estado explorador. Tudo o mais são alas confortáveis do inferno reformistas, que é o “rosto humano” ou melhor a máscara falsa da besta capitalista.

 

 

LA COSTITUZIONE SOCIALISTA IN URSS E IL COSTITUZIONALISMO ITALIANO

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“Può essere interessante confrontare oggi il progetto di costituzione in URSS con il progetto di Costituzione della Repubblica Italiana che veniva avviato appena 10 anni dopo. I rapporti di forza all’interno dell’Assemblea Costituente furono relativamente favorevoli per socialisti e comunisti (è opportuno ricordare come il PCI fosse allora il più grande partito comunista d’occidente), che da minoranza riuscirono a imprimere un carattere sociale nella nostra Costituzione più che in ogni altra Costituzione del mondo occidentale. Dovendo esprimere questo concetto in termini marxisti, diremmo che la nostra Costituzione è la cristallizzazione giuridica dei rapporti di forza sviluppatisi all’interno dell’Assemblea Costituente. Gli irriducibili difensori della “costituzione nata dalla Resistenza” elogiano le bellissime enunciazioni della nostra costituzione (la “repubblica fondata sul lavoro”, l’eguaglianza sostanziale, il diritto al lavoro, ecc), ma il loro limite sta nel non riuscire ad analizzare dialetticamente la sua natura. Quella italiana resta una costituzione borghese, che difende l’effettività dei “diritti borghesi” già conquistati (specie il diritto alla proprietà), e limita i diritti sociali a enunciati ideali di giustizia ed uguaglianza che lo Stato dovrebbe perseguire. Molti di questi enunciati sono, come accennato, più avanzati rispetto alle altre costituzioni europee, proprio grazie alla maggiore forza dei comunisti del nostro paese, ma la nostra Costituzione resta ad oggi un “programma” che sancisce sulla carta dei diritti non effettivi. L’errore storico dei comunisti e del PCI (a partire dalla segreteria Togliatti) in Italia fu l’aver inteso la Svolta di Salerno non come un giusto passaggio tattico adeguato alle condizioni che oggettivamente non erano mature per la presa del potere, ma come una strategia politica che si tradusse nell’idea della “via italiana al socialismo”. Questo errore portò all’idea che le nuove conquiste per le classi popolari potessero essere ottenute tramite la “difesa della Costituzione nata dalla Resistenza”, che da sola sarebbe bastata a rendere effettivi i diritti enunciati. Si stava di fatto rinunciando, nel nome della difesa della Costituzone, ad una strategia offensiva che mirasse alla progressiva avanzata dei lavoratori fino alla presa del potere e alla costruzione del socialismo, uniche vere garanzie per dare un carattere di irreversibilità a conquiste sociali che all’interno del capitalismo sono destinate a restare precarie e revocabili.”

Fonte: Senza Tregua

«Política do pau e da cenoura» – a complementaridade entre as migalhas da social-democracia e a repressão do fascismo

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A expressão «política do pau e da cenoura» contém os elementos da expressão inglesa carrot and stick.

Com estas palavras pretendemos dizer que qualquer cavalo (ou burro) pode correr se o cavaleiro pendurar uma cenoura à frente do focinho. Se este processo não for suficiente, então ele usará o pau (ou o chicote).

Em sentido figurado, queremos dizer que há métodos políticos que recorrem também ao “pau” (métodos mais violentos) e à “cenoura” (compensações aliciantes) na persecução dos seus objectivos.

Fonte: Ciberdúvidas

Comunicado do Sindicato de Hotelaria do Norte: Grande Adesão à Greve nas Cantinas!

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Nota minha: Com a participação destacada do Sindicato de Hotelaria do Norte, a Greve Geral Nacional do Sector dos trabalhadores das cantinas é uma greve sem paralelo em Portugal no sector privado e no sector público, porque de facto os trabalhadores trabalham quer em edifícios públicos quer em edifícios privados e se o governo tivesse um pingo de decência contratava directamente para o quadro fixo do Estado quem trabalha nas cantinas do Estado. Mas não esqueçamos que mesmo nas empresas completamente privadas esta greve precisa de ser exemplo para os outros sindicatos que nunca se lembram de fazer uma única greve geral sectorial nacional nem de trabalhar para chegar a esta combatividade. Queremos Contratação Colectiva e empregos permanentes a sério? Então sigamos este exemplo de luta e que se repita muitas mais vezes.

Comunicado do Sindicato de Hotelaria do Norte:

GRANDE ADESÃO À GREVE NAS CANTINAS
Os trabalhadores das cantinas, refeitórios, fábricas de refeições, áreas de serviço e bares concessionados realizaram hoje uma greve a nível nacional com grande adesão.
A greve afetou particularmente o fornecimento de refeições nos hospitais de Santo António, Pedro Hispano, Prelada, Penafiel, Chaves, Guimarães e Ponte de Lima com adesões de praticamente 100% e Santos Silva, Vila Real, Famalicão, Santo Tirso e Póvoa de Varzim com adesões menos significativas. Enceraram os centros de formação de Braga e Porto e mais de duas dezenas de cantinas escolares do 1.º e 2.º ciclo, bem como a cantina da RTP que encerrou e a Unicer que teve uma elevada adesão.
Esta greve teve também grande impacto noutras regiões. Na região Centro encerraram 40 escolas e dois centros de formação profissional e os hospitais de Covilhã, Bissaia Barreto, Covões e Guarda tiveram uma adesão de 100% e o Pediátrico também com grande adesão. No Sul a greve teve grande impacto nos hospitais Egas Moniz, Capuchos, São José, São Francisco Xavier, Setúbal, Portalegre e Elvas, bem como no refeitório da TAP.
Há empresas que pressionaram muito as trabalhadoras das cantinas escolares com ameaças de despedimento, dado que mais de 95% têm vinculo precário.
Alguns conselhos diretivos de escolas do 1.º ciclo e do 2.º ciclo substituíram ilegalmente a refeição por uma sandes, água e peça de fruta, que distribuíram aos alunos em lugar de encerrar as escolas.
Também tomamos conhecimento de transporte de refeições de umas escolas para outras e transferências ilegais de trabalhadores.
No setor hospitalar as empresas fizerem listas paralelas às do sindicato, ilegalmente, para os serviços mínimos, mas em geral os trabalhadores mantiveram-se firmes e não comparecerem ao serviço.
Porto, 9 de dezembro de 2016 A Direção do STIHTRSN

Fonte: Sindicato de Hotelaria do Norte