Livro da PAME

Dear colleagues,
This document is a brochure, published by PAME in Greece on April 2015.Its purpose is to help the debate about issues on the functioning of the unions, the role, the goals and actions of the union movement. About the destructive role of the forces of class collaboration in the trade union movement. Also, to highlight weaknesses and problems faced in the everyday action of the unions.
Caros colegas,
Este documento é uma brochura, publicada pela PAME na Grécia em Abril de 2015. O seu propósito é ajudar no debate sobre as questões de funcionamento dos sindicatos, o seu papel, os seus objectivos e as acções movimento sindical. Sobre o papel destrutivo das forças da colaboração de classes no movimento sindical. E também para chamar a atenção para os problemas enfrentados no dia-a-dia dos sindicatos.
To be a tool for young and older trade unionists. Of course, this small document does not cover all issues, neither does it analyze in detail. Furthermore, some issues are focused in the realities of Greek trade union legislation.
Para ser uma ferramenta para jovens e experientes sindicalistas. Claro que este pequeno documento não cobre todos os assuntos, nem analisa em as questões em detalhe. Além disso alguns assuntos estão focados nas realidades da legislação sindical grega.
However, we believe it’s important for all unions to contribute with their experience to the collective thinking of the international trade union movement and, thus, we publish this document in English.
Contudo, nós acreditamos que é importante que todos os sindicatos contribuam com a sua experiência para o pensamento colectivo do movimento sindical internacional e, por isso mesmo, nós publicamos este documento em inglês (NT: na versão original).
February 2016
In Honor of
The 17th World Trade Union Congress of WFTU
October 2016, Durban, South Africa.
Fevereiro de 2016
Em honra do 17º Congresso da Federação Sindical Mundial
de Outubro de 2016, em Durban na África do Sul
What is PAME
PAME is a Trade Union Front. It is open, democratic, unifying and it pursues to have among its members the most active, fighting forces of the trade union movement. It has got panhellenic characteristics and focuses on every working field and production branch, in the Public and Private Sector, with no exceptions.
O que é a PAME
A PAME é uma frente sindical. É aberta, democrática, unitária e procura ter entre os seus membros as forças mais activas e combativas do movimento sindical. Tem características pan-helénicas e foca em todos os sectores e profissões, no sector público e privado, sem excepções.
PAME was founded on April 3rd 1999, through the Panhellenic Meeting, held at the Piece and Friendship Stadium, Athens, with the participation of 230 trade unions, 18 branch and regional trade union organizations and 2.500 elected union members. The most active Greek trade unions are members of PAME.
A PAME foi fundada em 3 de Abril de 1999, através de um Encontro Pan-helénico no Estádio da Paz e da Amizade, em Atenas, com a participação de 230 sindicatos, 18 federações e uniões regionais de sindicatos e 2500 membros eleitos dos sindicatos. Os sindicatos gregos mais activos são membros da PAME.
These are the unions that go on with the class struggle and fight for the abolition of the human exploitation by other humans.
Estes são os sindicatos que mantém a luta de classes e a luta pela abolição da exploração dos humanos por outros humanos.
PAME, from its foundation till this very day, has guarded its special character, as a whole, class Trade Union Front, which connects people who struggle, no matter where they start from, no matter where they hold their political affiliations or what they vote.
A PAME, desde a sua fundação até hoje, manteve o seu carácter especial, por inteiro, como Frente Sindical de classe que se liga ao povo que luta, sem importar de onde a luta começa a luta, sem importar que filiações partidárias têm os lutadores e em quem votam.
All these forces have made the agreement to follow the guideline to struggle against the Capital, against the European Union, against the Government. They have also made the agreement to be opponents to Imperialism and its wars.
Todas estas forças fizeram um acordo de seguir uma linha de luta contra o Capital, contra a União Europeia e contra o Governo. Além disso também fizeram o acordo de se opor ao imperialismo e às suas guerras.
PAME fights with no ambivalence for the Unification and Unity of the Working Class. It aims at the gathering and activating of more and more workers and young employees to the class oriented, fighting path, to the path of conflict against capitalist forces, against the anti-peoples policies.
A PAME luta sem ambiguidades pela Unificação e pela Unidade da Classe Operária. Ela tem por objectivo o agrupar e o activar de mais e mais operários e jovens empregados para o caminho do combate de classe, para o caminho do conflicto com as forças capitalistas e contra as políticas anti-populares.
It pursues common, coordinated struggle of workers in the private sector, the public sector and former Public Sector Enterprises. It pursues common struggle no matter if the workers are Greek on migrants. Only on this basis, the basis of class struggle, the basis of the fight to abolish the exploitation of man, can the Unity of the Working Class become stronger.
A PAME pretende lançar a luta comum e coordenada dos trabalhadores do sector privado, do sector público e do antigo sector empresarial do Estado. Ela pretende alcançar a luta comum dos trabalhadores sejam eles gregos ou migrantes. Só nesta base, na base da luta de classes e na base da abolição da exploração do homem pelo homem, pode a Unidade da Classe Operária se fortalecer.
The Unity, which employers’- government led unions talk about, is unity in submission, in acceptance of the strategies of the opponents of the Working Class; it is a caricature of unity.
A Unidade de que falam os sindicatos patronais e governamentais é a unidade em submissão, pela aceitação de estratégias opostas à classe operária e é uma caricatura da unidade.
PAME is based on the proletarian internationalism and solidarity principles. Nowadays, in the conditions of the temporary ruling of imperialism we live, the need to Coordinate and Work Together with movements in other countries is strong.
A PAME está baseada no internacionalismo proletário e na solidariedade como princípios. Hoje em dia, nas condições contemporâneas de imperialismo dominante em que vivemos, a necessidade de coordenar com e trabalhar junto a movimentos de outros países é forte.
Capitalists’ forces, Socialdemocracy and Opportunism are coordinated through the mechanisms of the Confederation of European Trade Unions (ETUC) and of ITUC. These organizations
work for and with Capitalism.
As forças Capitalistas, Sociais-democratas e Oportunistas estão coordenadas pelos mecanismos da Confederação Europeia de Sindicatos (CES) e pela Confederação Sindical Internacional (CSI). Estas duas organizações trabalham para e com o Capitalismo.
Facing all these, PAME takes actively part in the attempts to rebuild the class-oriented trade union movement in Europe. We have successfully held, with the cooperation of other union members and trade unions, European trade union meetings in Turkey, in Greece, in France, in Italy and elsewhere. We are going to go on with these efforts because we firmly believe that the situation in Europe affects negatively the whole world. The difficulties the trade union movement faces, do not lay only in fighting capitalists and governments. The union movement has got to fight also some leading groups in CGT France and CCOO Spain and their dirty role
in all these.
Enfrentando estas, a PAME toma parte activa nas tentativas de reconstruir um movimento sindical com orientação de classe na Europa. Nós organizamos com sucesso, em cooperação com outros sindicatos e sindicalistas, encontros europeus de sindicatos na Turquia, na Grécia, em França, na Itália e em outros países. Nós vamos continuar com estes esforços porque nós acreditamos firmemente que a situação negativa na Europa afecta negativamente o mundo inteiro. As dificuldades que os sindicatos enfrentam não são apenas na luta contra os capitalistas e os governos, mas também na luta contra os grupos dominantes na CGT de França e nas CCOO de Espanha pelo seu jogo sujo no meio destas dificuldades.
Since 2000 PAME is a member of the World Federation of Trade Union (WFTU). In 2011 PAME hosted the 16th World Trade Union Congress of WFTU in Athens, with the participation of more than 800 unionists from more than 100 countries.
Desde de 2000 que a PAME é membro da Federação Sindical Mundial (FSM). E em 2011 a PAME foi anfitriã do 16º Congresso Mundial de Sindicatos em Atenas, com a participação de mais de 800 sindicalistas de mais de 100 países.
A. What are the Trade Unions – Their role and their mission
A. O que são os Sindicatos – qual o seu papel e a sua missão
1. What are the Trade Unions
1. O que são os Sindicatos
The trade unions are the biggest, broad, massive organizations of the working class. The first forms of organization of the working class were mutual funds, insurance funds, partnerships, etc., which were more self-help and support institutions, rather than struggle organizations. Trade unions appeared after time. The source of trade unionism dates back to the historical moment that pushed the workers to overcome their differences and joined their forces (initially they were narrow guilds) in order to confront more effectively the employers and carry out effective struggle so as to fulfill and ensure their labour interests.
Os sindicatos são as maiores, mais amplas e massivas organizações da classe operária. As primeiras formas de organização da classe operária foram as caixas mútuas, caixas de seguros, parcerias, etc que eram mais instituições de auto-ajuda e de apoio, do que organizações de luta. Os sindicatos apareceram mais tarde. A origem do sindicalismo reporta-se ao momento histórico que empurrou os trabalhadores a superarem as suas diferenças e juntarem forças (inicialmente em associações de âmbito estreito) de forma a confrontar de forma mais eficaz os empregadores/patrões e levar a cabo eficazmente a luta para conquistar e garantir os seus interesses laborais.
The trade union movement, which was born with the appearance of capitalist production, is the organization of workers in their unions, trade unions, associations and General Confederations in order to demand together their rights. The first unions appeared in England in the 18th century and later in other countries of Europe and the other continents.
O movimento sindical, que nasceu com o surgimento do modo de produção capitalista, é a organização dos trabalhadores em comissões, associações, sindicatos e Confederações Gerais de forma a exigirem juntos os seus direitos. Os primeiros sindicatos nasceram na Inglaterra no Século 18 e mais tarde em outros países da Europa e de outros continentes.
While in the beginning unions were appeared with limited goals and action afterwards they went on with all the stages of their development till now. Trade unionism started as a local phenomenon and later it expanded and merged into a national and international scale. Trade Unions and then the nationwide unions and associations played an important role with their struggle on major political and social changes.
Apesar de que no início quando os sindicatos apareceram, eles tinham objectivos e acções limitadas depois eles evoluíram em diversas fases até hoje. O sindicalismo começou por ser um fenómeno local e depois expandiu-se e fundiu-se numa escala nacional e internacional. Os Sindicatos (locais) e depois as associações e sindicatos nacionais jogaram um papel importante na luta de grandes transformações políticas e sociais.
There is no unified political view inside the Trade Union Movement. Two central lines are opposed from the first moment of its appearance and formation. On the one hand is the line of class oriented struggle and on the other, is the line of class collaboration.
The line of class collaboration (in Greece usually expressed by trade unions controlled by the governments and the employers) during the last 100 years, it has changed masks, names and adapted itself to many forms. However, its content was and is unchanged.
Não há uma perspectiva política unificada no Movimento Sindical. Duas linhas centrais estão opostas desde o primeiro momento do seu aparecimento e da sua formação. De um lado está a linha da luta com orientação de classe (luta de classes) e do outro lado está a linha de colaboração de classes.
A linha de colaboração de classes (na Grécia expressa habitualmente pelos sindicatos patronais e governamentais) durante os últimos 100 anos mudou de máscaras, mudou de nomes e adaptou-se de muitas formas. No entanto, o seu conteúdo mantém-se inalterado.
2. The role and the mission of Trade Unions
2. O papel e missão dos Sindicatos
The bourgeois class from the very beginning tried to restrict the trade unions’ action and control their function within the limits of its own logic and policy, so as to be harmless to its dominance.
A classe burguesa desde o início dos sindicatos que tenta restringir a sua acção e controlar o seu funcionamento dentro dos limites da lógica da sua política burguesa, de forma a fazer deles inofensivos para o domínio burguês.
Based on this, many arguments and theories have emerged on the role of trade unions, their orientation and their mission.
Trade unions must be massive, open and democratic, to constitute the center of multiform activities and simultaneously to educate militantly the new generation of the working class. The mission of every labour union is to assemble on its lines all the workers of the sector that has the responsibility, irrespective of color, race, nationality and political or religious beliefs. To defend the interests of its members against the employers and their class. To educate the workers in the spirit of the class oriented struggle and lead them in class struggles against the capitalists until the final victory of the proletariat. To educate them in the spirit of internationalist workers’ solidarity.
Os sindicatos têm de ser massivos, abertos e democráticos, para constituir um centro multiforme de actividades e simultaneamente educar militantemente a nova geração da classe operária. A missão de todos os sindicatos operários é reunir nas suas fileiras todos os trabalhadores do sector de que é responsável, seja qual for a cor, etnia, nacionalidade, crenças políticas ou religiosas desses trabalhadores. Para defender os interesses dos seus membros contra os patrões e a sua classe burguesa. Para educar os trabalhadores no espírito da luta com orientação de classe e para liderá-los nas lutas de classes contra os capitalistas até à vitória final do proletariado. Para educá-los no espírito internacionalista da solidariedade operária.
The trade union, in order to achieve the activation of its members and all the workers of its sector, needs to convince them with its class oriented, unwavering stance that it fights for their interests.
Os sindicatos, de forma a alcançar a activação dos seus membros e de todos os trabalhadores do seu sector, precisam de convencer-los que é com uma postura de firmeza e orientação de classe que luta pelos seus interesses.
To be recognized through its fight against the bosses. The leadership of the Union must be in a close relation with the workers.
Precisam de ser reconhecidos pelas suas lutas contra os patrões. A liderança do Sindicato tem de ter uma relação próxima com os trabalhadores.
To know and study their problems. To learn and confront without delay any problem that is born each day and each moment in every factory and work place.
Para conhecer os seus problemas. Para aprender e confrontar sem demora qualquer problema que surja a cada dia e a cada momento em todas as fábricas e postos de trabalho.
To confront immediately the employers’ behavior, the violations, the attack on workers’ rights, the dismissals, the work conditions.
Para confrontar imediatamente o comportamento dos patrões, as suas violações e ataques aos direitos dos trabalhadores, os despedimentos e as condições de trabalho
The union must promptly touch all these issues, to organize and mobilize the workers. Through this way the union gains the workers’ trust, it brings them together, becomes massive, dynamic and rallies in its lines the workers.
O sindicato tem de prontamente tratar destes assuntos para organizar e mobilizar os trabalhadores. Desta forma o sindicato ganha a confiança dos trabalhadores, leva os trabalhadores a aproximarem-se uns dos outros, torna-se massivo, dinâmico e mobiliza os trabalhadores nas suas fileiras.
The educational work to the workers is a serious obligation of unions for the development of class consciousness and the knowing of their rights. Trade unions must give serious attention to
women and young people. The Unions have to work on with the particular issues that concern the young and the women. Not only to list demands, but to implement these issues in the everyday work of the union. To work with the problems of the unemployed, to help them, to organize committees so that the unemployed can organize within the trade unions or in the neighborhoods. The unemployed have to be connected with the struggles of the workers.
A tarefa de educar os trabalhadores é uma obrigação muito séria dos sindicatos para o desenvolvimento da sua consciência de classe e para os conhecimento dos seus direitos. Os sindicatos têm de dar seriamente atenção às mulheres e aos jovens. Os Sindicatos têm de trabalhar nos assuntos particulares que dizem respeito aos jovens e às mulheres. Não apenas para fazer listas de reivindicações mas também para implementar estes assuntos na dia-a-dia de trabalho do sindicato. Os sindicatos têm de trabalhar também para responder aos problemas dos desempregados, para ajudá-los e para organizar comités para que os desempregados possam organizar-se nos sindicatos ou nos bairros. Os desempregados têm de estar ligados às lutas dos trabalhadores.
They must not lose contact of their sector or with the demands of the working class.
The demands and the struggle’s targets change in different periods. In all cases, however, they must inspire the workers.
Eles não podem perder contacto com o seu sector e com as reivindicações da classe trabalhadora. As reivindicações e os alvos da luta mudam em diferentes períodos. Em todos os casos, contudo, as reivindicações e alvos da luta têm de inspirar os trabalhadores.
They must give the perspective that the struggle has to have. That means that the struggle must not remain only on the economic level and on the restriction of exploitation, but it has to fight for its abolishment.
As reivindicações e alvos da luta têm de dar a perspectiva que a luta tem de ter. Isso significa que a luta não pode manter-se apenas no nível económico e na restrição da exploração, mas também lutar pela sua abolição.
What Movement Do We Need Today
Que Movimento precisamos hoje
In conditions of economic crisis, we should not take for granted that there will be automatic and spontaneous rise of class struggle. The impact of the crisis has contradictory character on the working and popular consciousness.
Nas condições de crise económica, nós não devemos tomar como garantido que vai haver automaticamente e espontâneamente um aumento da luta de classes. O impacto da crise tem um carácter contraditório na consciência operária e popular.
The reconstruction of the movement will pass through long and harsh confrontations with the employers and their political parties, with the trade unions controlled by the governments and the employers, with various opportunistic groups that adapt and readjust constantly. They change colors and slogans without changing the point of their positions. The reconstruction of the movement will not be straight path. We will have outbreaks and wobbles, it will definitely be an upward trend but through difficulties.
A reconstrução do movimento vai passar por longas e duras confrontações com os patrões e com os seus partidos políticos, com os sindicatos controlados pelos governos e pelos patrões e com os vários grupos oportunistas que se adaptam e a reajustam constantemente. Eles vão mudar de cores e de slogans mas sem mudar o fundamental das suas posições. A reconstrução do movimento não vai ser num linha recta. Nós todos vamos ter explosões e extremecimentos (outbreaks and wobbles), a luta vai ser definitivamente ascendente mas através de dificuldades.
We must arm ourselves with strength, patience and stability, class oriented steadfastness, uncompromising will and with confidence, we will pave the way for our goal. It requires solid and clear understanding of the basic question “what kind of movement we need” and simultaneously to secure every step that we take, to overtake and eliminate obstacles, to open new paths in the concentration of forces.
Nós temos de nos armar com a força, paciência e estabilidade da firmeza classista e com com inquebrantável confiança e vontade nós abriremos o caminho para o nosso objectivo. Isso requer um entendimento claro e sólido da questão básica “que tipo de movimento precisamos” e simultaneamente consolidar com firmeza capa passo que damos, para derrubar e eliminar obstáculos e para abrir novos caminhos para a concentração de forças.
What characteristics are necessary, to the question “what movement we need”:
Que características são necessárias para responder à questão “que movimento precisamos”
• Class oriented movement, organized and directed against the employers, their laws and their state
-Um movimento com orientação de classe, organizado e dirigido contra os patrões, contra as suas leis e contra o seu Estado.
• Massive movement, organized in depth and with base the workplaces and the branches
-Um movimento massivo, organizado com profundas raízes e bases nos lugares de trabalho e nos diversos sectores.
• Movement liberated from the mechanisms and the people of the employers’ and the governments
-Um movimento liberto dos mecanismos e agentes dos patrões e dos governos.
• Movement that is based and develops the social alliance
-Um movimento que está baseado em e desenvolve a aliança social.
• Movement that not only fights for partial amendments but fights for all the needs of the popular and working family, so as to overthrow and abolish the exploitative relations
-Um movimento que não luta apenas por melhorias parciais mas sim por todas as necessidades da família operária e popular, de forma a derrubar e abolir as relações de exploração.
• Internationalist movement which fights for a unified goal in each country
-Um movimento internacionalista que luta por um objectivo unificado em cada país
Such a movement does not develop in a fertile ground, without obstacles. Many forces and factors interfere that don’t want or don’t believe in such a movement. Or they have a confusions and “petit bourgeois” swings, passing from impatience to frustration and compromise.
Um tal movimento não se desenvolve em terreno fértil, sem obstáculos. Muitas são as forças e factores que interferem que não querem ou não acreditam num tal movimento. Ou então são forças que têm confusões e guindada “pequeno-burguesas”, passando da impaciência e frustração para o compromisso e cedência.
In the present conditions, of the deep capitalist crisis, the aggressiveness of the capital is based on deeply contradictory elements.
While capitalism has been historically outdated, and the need for the socialization of the concentrated means of production, the central planning and the workers’ control has matured, there is retreat of the revolutionary movement. So, the capitalist power acts to prevent the rise of class struggle.
Nas presentes condições, de profunda crise capitalista, a agressividade do capital é baseada em elementos profundamente contraditórios.
Apesar do capitalismo estar historicamente caduco (fora de prazo) e de já ter amadurecido a necessidade da socialização dos meios de produção concentrados, da planificação central e do controlo operário, existe um recuo do movimento revolucionário. Então, o poder capitalista actua para prevenir a ascenção da luta de classes.
Capitalists always try to block or mislead the rise of class struggle, also, in the economic level.
Today’s greater aggression -compared with the 2-3 postwar decades- is due to the change in the international correlation of forces and the crisis. In this direction, the system, along with its mechanisms of oppression and manipulation, it uses various tendencies that cause confusion. Tendencies, who are from opportunistic, to neo-fascist.
Os capitalistas sempre tentam bloquear ou desviar a ascenção da luta de classes, também ao nível económico dessa luta.
 A agressão maior de hoje – comparada com as 2 ou 3 primeiras décadas do pós-guerra – é devida à mudança da correlação de forças internacional e à crise. Neste sentido, o sistema, assim como os seus mecanismos de opressão e manipulação, usa várias tendências para causar confusão. Essas tendências vão das oportunistas às neo-fascistas.
• They name anti-capitalist struggle various slogans for better management of capitalism
   Elas chamam de “luta anti-capitalista” a várias palavras de ordem para uma melhor gestão do capitalismo.
• They promote as a method of developing the movement, the united action of various tendencies and political groups, without perspective.
   Elas promovem, como método de desenvolvimento do movimento, a acção unida de várias tendências e grupos políticos sem uma perspectiva (própria/única).
• They question the existence of the class movement or present it as dividing and they support the convergence of opposite ideas and positions.
   Elas questionam a existência do movimento de classe ou apresentam-no como divisório e apoiam a convergência de ideias e posições opostas.
Against such positions and practices it is necessary to have hard organizational work, in addition to increased alertness, persistent and systematic enlightenment of the working class. It is not acceptable, to talk about reconstruction, about a movement that fights and challenges the power of monopolies, and to have organizational flabbiness, amateurism and sloppiness in our action.
Intervention for the reconstruction of the class oriented movement means intensification of ideological – political intervention in the massive organizations of the working class so as to understand the need for collision -not only with whichever governmentbut with the class in power. To realize the necessity to change the class in power.
Contra tais posições e práticas é necessário fazer um duro trabalho em termos organizacionais, para além de acrescida vigilância e esclarecimento persistente e sistemático da classe operária. Não é aceitável, enquanto se fala de reconstrução e de um movimento que luta e desafia o poder dos monopólios, ter organizações vacilantes, amadorismo e trapalhadas na nossa acção.
A intervenção para a reconstrução do movimento de orientação de classe significa a intensificação da intervenção político-ideológica nas organizações de massas da classe operária de forma a compreender a necessidade para a colisão não apenas com qualquer governo (do momento) mas também com a classe no poder. De forma a alcançar a compreensão da necessidade de mudar a classe no poder.
B. The controlled by governments and employers trade unionism and reformism in the trade union movement
B. O sindicalismo controlado pelos governos e pelos patrões e o reformismo no movimento sindical
Steady orientation towards massive organization forms of the working class is needed for the neutralization of misleading interventions within the working and popular masses.
É necessária uma orientação estável no sentido de formas de organização de massas da classe operária para a neutralização das intervenções enganadoras dentro das massas trabalhadoras e populares.
Especially, among the most inexperienced and impoverished, the young unemployed, the migrants and the students.
Especialmente, dentro das camadas mais inexperientes e empobrecidas, os jovens, os desempregados, os migrantes e os estudantes.
The so-called “movement of the indignants” and “the squares” was supported and promoted – if not planned – by the bourgeois mechanisms. Its goal was the manipulation and the prevention of radicalization, by controlling and directing parts of the working aristocracy and petit bourgeois. In this “movement” was also drawn a number workers, unemployed. In the lines of this “movement” rallied both the right and left opportunism, under reactionary slogans, slogans of the petit bourgeois, aiming to hit the class oriented movement. For a short time this “movement” rallied popular masses, especially at the beginning. Masses, which did not have the necessary political experience, which support solution through another type of management, which could supposedly stop the worsening of the situation and could give a solution to their problems.
O chamado “movimento dos indignados” e “das praças” foi apoiado e promovido – se não mesmo planeado – pelos mecanismos burgueses. O seu objectivo era a manipulação e o evitar da radicalização através do controlo e o direccionamento da aristocracia operária e da pequeno-burguesia. Dentro deste “movimento” foram também arrastados um número de trabalhadores e desempregados. Dentro das fileiras deste “movimento” mobilizaram-se tanto o oportunismo de direita como o de esquerda, sob palavras de ordem reaccionárias e slogans pequeno-burgueses tendo como alvo a atacar o movimento com orientação de classe. Por um curto período de tempo este “movimento” mobilizou as massas populares, especialmente no início. Estas massas não tinham a necessária experiência política e apoiavam uma solução envolvendo outro tipo de gestão – que pudesse supostamente parar o piorar da situação e pudesse dar solução aos seus problemas.
This was not highlighted. It was not a form of labour trade union movement or of another social group. This was promoted as a rallying of different social groups having as unifying characteristic the “indignation and protest” against the government.
Isto não foi salientado. Aquilo não era uma forma de movimento operário e sindical ou de outro grupo social. Aquilo foi promovido como uma mobilização de diferentes grupos sociais tendo como característica unificadora a “indignação e protesto” contra o governo.
The main issue is: which are the leading forces that influence the movement of the masses; Is it the working class that leads the masses, or are the forces of the petit bourgeois, who cultivate illusions that there is possibility for a pro-peoples solution without breaking the capitalist production relations, the capitalist organizations?
Here lies the importance of fighting to change the correlation of forces and also the preconditions for the rise of class struggle.
O assunto principal é: quais são as forças dirigentes que influenciam o movimento de massas; é a classe operária que lidera as massas ou são as forças pequeno-burguesas que cultivam ilusões sobre a possibilidade de uma solução favorável ao povo sem romper com as relações de produção capitalistas (sem romper com as organizações capitalistas)?
Aqui se encontram a importância de lutar por mudar a correlação de forças e também as precondições para a ascenção da luta de classes.
The role of trade unions and trade union movement is great and covers all sectors of economic, social and political life of a country. Because, whoever has the unions by his side, controls the main force and the key for the best possible action and success of the economic, political and revolutionary struggles. The capitalists know very well this reality, and that is why they have always been trying to influence the unions and the trade union movement, to limit and manipulate their role and their action, within the framework of the capitalists’ policies, or else to neutralize them.
In the conditions of crisis are rising the displeasure and protest trend in petit bourgeois forces, in parts of the working class with higher incomes, in workers of public administration etc. So, the matter of the reconstruction of the class oriented movement is crucial, in order to direct the protest and indignation -that accumulate- and turn it towards a radical direction. Our work for the rise of class struggle, will be confronted not only with the level of maturity of the masses, but also with the interventions of the capitalists, their mechanisms, the bourgeois political parties, the reformists and opportunists in the trade union movement.
O papel dos sindicatos e do movimento sindical é grande e estende-se a todos os sectores da vida económica, social e política de um país. Porque, quem quer que tenha os sindicatos do seu lado, controla a força principal e a chave para a melhor acção possível e para o sucesso das lutas económicas, políticas e revolucionárias. Os capitalistas  sabem bem desta realidade e é por isso que eles têm estado a tentar sempre influenciar os sindicatos e o movimento sindical, de forma a manipular e limitar o seu papel e a sua acção dentro dos parâmetros das políticas capitalistas, ou então neutraliza-los.
Nas condições de crise estão a crescer as tendências de protesto e desconforto dentro das forças pequeno-burguesas e nas partes da classe operária com rendimentos mais elevados, nos trabalhadores da administração pública, etc. Por conseguinte, a questão da reconstrução do movimento com orientação de classe é crucial, de forma a dirigir a indignação e o protesto – que se acumulam – e focar-los rumo a uma direcção radical. O nosso trabalho para aumentar a luta de classes vai ser confrontado não apenas pelo nível de maturidade das massas mas também pela intervenção dos capitalistas, dos seus mecanismos, dos partidos políticos burgueses, reformistas e oportunistas dentro do movimento sindical.
1. The controlled by governments and employers trade unionism
Few are those who dispute that the response of the working class, its struggles, were not and still are not proportional to the generalized offensive we received. An offensive that has been challenging and abolishing all the rights and conquests of the working class, mainly during the postwar period. The reasons of course are many. Those are the reactionism and increased aggressiveness of the system, the overthrow of socialism, the temporary defeat of the workers’-peoples’ movement.
One of the main reasons, of the major factors, that the working class is delaying its organization and response, its counterattack to the forces of the capital and its political representatives, is the influence, the role and the action of the trade unionism controlled by governments and employers, as it is expressed for decades by GSEE – ADEDY Confederations (members of ITUC-ETUC) and the forces of the bourgeois political parties within the trade union movement (liberals, socialdemocrats and opportunists).
Certain conditions, necessary for the working class to achieve the ability to defend and counterattack are:
• Highlighting the real causes that generate and reproduce the problems.
• Highlighting those responsible and opposing to the social and political forces, who promote and impose the anti-popular policies.
• Promoting and fighting for a framework of demands that correspond with today’s, contemporary needs of the working class and the wealth produced.
• Developing action through an action plan with forms of struggle corresponding to today’s needs and capabilities.
• Revealing the destructive influence of “social consensus” with the capital and its mechanisms. Showing the need to fight against them.
1. O sindicalismo controlado pelos governos e pelos empregadores
Poucos são os que negam que a resposta da classe operária, as suas lutas, não estiveram e ainda não estão ao nível proporcional à ofensiva generalizada que nós fomos alvo. Esta ofensiva tem estado a pôr em causa e abolir todos os direitos e conquistas da classe operária, obtidos sobretudo no período do pós-guerra (NT: pós segunda guerra mundial). As razões claro que são muitas. Entre elas estão o reaccionarismo e crescente agressividade do sistema (capitalista),  o derrube do socialismo e a derrota temporária do movimento operário e popular.
Uma das razões principais, um dos factores mais importantes, para os atrasos na organização da classe operária e da sua resposta, o seu contra-ataque às forças do capital e dos seus representantes políticos, é a influência, o papel e a acção do sindicalismo controlado pelos governos e pelos empregadores, tal como é expressado há décadas pelas confederações GSEE-ADEDY (membros da CSI e da CES, confederações amarelas internacional e europeia de sindicatos) e pelas forças dos partidos políticos burgueses dentro do movimento sindical (liberais, social-democratas e oportunistas).
Certas condições, necessárias para a classe operária alcançar a capacidade de se defender e contra-atacar são:
• Salientar as verdadeiras causas que geram e reproduzem os problemas.
• Salientar aqueles que são responsáveis e opor-se às forças sociais e políticas que promovem e impõem as políticas anti-populares.
• Promover e lutar por um nível de reivindicações que correspondem às necessidades contemporâneas da classe operária e à riqueza produzida.
• Desenvolver acções através de um plano de acções que correspondam às necessidades e capacidades de hoje.
• Revelar a influência destrutiva do “consenso social” com o capital e os seus mecanismos. E demonstrar a necessidade de lutar contra eles.
The trade unionism controlled by governments and employers, interferes specifically at these issues, offering valuable services to the forces of the capital and its political representatives, with very negative results for the working class.
Based on existing problems, the government-employers led unionism directs to submission, uses money, threatens and at the same time creates false hopes.
Essentially, the government-employers led unionism:
• Does not highlight the real causes that generate and reproduce the problems. That is, it does not acknowledge that capitalist reforms are not a temporary phenomenon of the capitalist economy but they are core changes resulting from internal contradictions of the capitalist system. Reforms that affect the basis (i.e. economy, production) as well as the superstructure (the institutions, the political system). Reforms that make capitalism more inhumane and reactionary.
• Does not accept that, irrespective who manages capitalism, was and will always be inhumane. Capitalism, year after year will become more reactionary, as a socio-political system. The trade unionism controlled by governments and employers neither wants nor can fight against the political forces that promote and impose the capitalist reforms, since it is an active part of them.
• Does not promote and fight for demands that can satisfy the contemporary needs of the working class, based on the wealth produced today. Because that would go against the profitability, competitiveness and productivity of the capitalist economy.
• Does not confront the offensive we receive with a unifying, escalating action plan. The trade unionism controlled by governments and employers does not use forms of struggle based on the experience of the workers that would take into account the intensity of the attack we suffer.
O sindicalismo controlado pelos governos e pelos empregadores interfere especificamente nestes assuntos, oferecendo serviços valiosos às forças do capital e aos seus representantes políticos com resultados muito negativos para a classe operária.
Baseado nos problemas existentes o sindicalismo governamental-patronal leva à submissão, usa dinheiro (corrompe), ameaça e ao mesmo tempo cria falsas esperanças.
Essencialmente, o sindicalismos governamental-patronal:
The government-employers led unionism intervenes specifically at these issues (highlighting the real causes that generate and reproduce the problems, the responsibilities of political forces that impose antiworkers’ reforms, the promoting and fighting for an essential framework of demands, under a complete and unifying action plan of class struggle), resulting in negative consequences for the workers and giving valuable services to the forces of the capital and its political representatives.
There is important, everyday experience on how the government- employers led unionism intervenes in the workplaces. Under slogans and even struggles (that aim in defusing militancy) it purposely conceals the real causes of the problems. It does not promote and fight for demands based on the contemporary, real needs of the working class. It does not give reliable action plan.
It actively works as a factor of deterioration of the workers’ lives. With its positions, it worsens the life standards of the workers’ families.
It forms its demands within the limits, allowed by the various types of capitalist management without challenging the “right” of the capitalists to profit from the exploitation of labor force, to own means of production that are a product of the accumulated human labor, of the stolen surplus. The government-employers led unionism is hostile towards the coordination of working class’ parts and openly expresses hostility to the common action with other popular strata. It is terrified by the thought of escalation of the struggles. It creates obstacles to the organization in the branches. It preserves the division of workers based on different labor relations.
It surrenders workers, unprotected at the hands of the employers.
Basically, we are talking about mechanisms of the capitalists within the lines of the workers’, trade union movement. The isolation of the forces of trade unionis controlled by governments and employers, is basic precondition for the reconstruction of the trade union movement, for the strengthening of the social alliance.
For the Individuals’ Associations (Organizational form of employers’ trade unionism)
The individuals’ associations were a form legislated by the Greek Governments the last years as a representation of workers, with the legal right to sign collective contract with the employer.
They are not a form of organization but are mechanism to undermine the unions, they are tools of the employers, and they were created so as to sideline the unions. They are mechanisms of the employers in small and medium sizes corporations, used as substitutes of the Federations and the Unions in signing Collective Contracts in companies with up to 20 workers. The specific governmental and employers’ tactic aims to undermine the role of the unions, their bargaining role, the collective organization and action of workers in branch level, as well as, as a class against the class of the capitalists.
An “Individuals’ Association” can be formed even from 5 workers in companies up to 20 workers and is planned for this form to expand to companies up to 50 workers. Till now, wherever “Individuals’ Association” were formed, they were formed with initiative by the employer and signed Contracts with great wage cuts and abolishment of workers’ rights.
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C. More specifically about the work of the first level unions
C Mais especificamente sobre o trabalho dos sindicatos de nível básico/primário
The structure and the forms of organization of the trade union movement in Greece are in First Level: the base trade union, the company-based union, the regional union, the workers’ committee, the strike committee. In second level are the Labor Centers and the Federations.
A estrutura e as formas da organização do movimento sindical na Grécia estão no seu nível básico: o sindicato de base, o sindicato de empresa, o sindicato regional, o comité de trabalhadores, o comité de greve. A nível secundário estão as Uniões Regionais (Centros Operários) e as Federações sindicais.
How the unions are divided
Como se dividem os sindicatos
Trade union is the union of at least 20 workers who work at the same branch of the economy or who work for the same employer.
Um Sindicato é a união de pelo menos 20 trabalhadores que trabalham no mesmo sector da economia ou que trabalham para o mesmo patrão.
The first level unions are distinguished into: same profession unions, branch unions, company, regional, national unions and local branches.
Os sindicatos de nível primário distinguem-se por serem: da mesma profissão, sindicatos de sector, sindicatos de empresa, sindicatos nacionais e delegações sindicais locais.
On the same profession, are the unions which are organized based on the profession of the worker e.g. union of accountants, construction workers union.
Na mesma profissão estão os sindicatos que são organizados por profissão do trabalhador, por exemplo: sindicato dos contabilistas, sindicato dos operários da construção civil.

Branch Unions are workers’ unions based on the branch of the economy, in which the workers’ company belongs to. Eg Food Industries Workers’ Union, Bank Employees’ Union.

Sindicatos de sector são sindicatos de trabalhadores baseados no sector da economia a que as empresas dos trabalhadores pertencem. Por exemplo: sindicato dos operários da indústria alimentar, sindicato dos empregados dos bancos.

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Company Unions are workers’ Unions based on the company or the Group, for which the workers work. Eg Vodafone Company Union, National Bank Union.

Sindicatos de empresa são sindicatos de trabalhadores baseados na empresa ou Grupo em que os trabalhadores trabalham. Exemplo: sindicato de empresa da Vodafone, sindicato do banco nacional (banco grego).

Regional are the unions organized based on the profession, or the branch in a specific city or region. Eg Metalworkers’ Union of Athens
National Unions are organized on the basis of the profession or the branch of workers from all over Greece. Eg National Union of Mechanics

The local branches are not independent organizations, but organic parts of a union with local or regional range e.g. Piraeus Branch of the Metalworkers’ Union of Athens

Sindicatos regionais são os sindicatos organizados por profissão ou sector numa cidade ou região específica. Por exemplo: o Sindicato de Trabalhadores Metalúrgicos de Atenas.

Sindicatos nacionais são os sindicatos organizados sob a base da profissão ou sector dos trabalhadores de toda a Grécia. Por exemplo: Sindicato Nacional de Mecânicos.

As delegações locais não são organizações independentes, mas são sim partes orgânicas de um sindicato com âmbito local ou regional. Por exemplo: Delegação de Pireu do Sindicato de Trabalhadores Metalúrgicos de Atenas.

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The article 7 par.1 of the law 1264/82 sets restrictions to the internal autonomy of the trade unions stating that a worker in order to be a member of a union must have completed a two-month period of employment in the specific workplace, and to have all the legal conditions requested in the statute of the union. The same
article forbids multiple memberships in unions.

O artigo 7 parte 1 da lei 1264/82 define restrições para a autonomia interna dos sindicatos declarando que cada trabalhador de forma a ser membro de um sindicato tem de ter completado um período de 2 meses de emprego num local de trabalho específico e que tem de ter todas as condições legais requisitadas pelos estatutos do sindicato. O mesmo artigo da lei proíbe se membro de múltiplos sindicatos.

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Each worker has the right to be a member at the most into two unions: one company based and one of the branches or a union of the same profession. So it is forbidden by the law 1264/82 the membership in 2 company based unions, or in 2 profession or branch based unions. Minors and immigrants, legally employed can be members of the trade unions.
If it is not defined otherwise by the unions’ statute, membership in the union is canceled for the member who:
• Didn’t participate in the last two elections for the administration, without any serious reason
• Stopped willingly to work at the company or the industry of his profession, for more than 6 months, unless this is due to his election at the Parliament or the Local Government

If the first level trade union participates in to a second level organization e.g. federation, it elects representatives which is how it is represented to the second level organization. The representatives of all the first level organizations that participate to the second level are forming the General Assembly of the second level union.

Cada trabalhador tem direito a ser membro no máximo em dois sindicatos: um de empresa e outro de sector ou a pertencer a um sindicato da mesma profissão. Então é proibido pela lei 1264/82 ser membro em 2 sindicatos de empresa ou em 2 sindicatos de sector. Menores e imigrantes, empregados legalmente, podem ser membros de sindicatos. Se não for definido em contrário pelos estatutos dos sindicatos, ser membro de um sindicato é cancelado para membros que:

• Não participaram nas duas últimas eleições para a administração, sem justificação séria.
• Pararam voluntariamente de trabalhar na empresa ou na indústria da sua profissão, por mais de 6 meses, a não ser que isto seja devido à sua eleição para o Parlamento ou para o Governo Local (câmara municipal).

Se o sindicato de nível primário participa no sindicato de nível secundário (por exemplo: federação) ele elege representantes e dessa forma é representado no nível secundário de organização. Os representantes das organizações de nível primário  que participam no nível secundário integram a Assembleia Geral do sindicato de nível secundário.

The statute of the second level union determines the percentage of delegates from the first level unions. The percentage has to be the same for all unions, so as to guarantee equal representation of all unions to the above organization.
The number of the representatives is found by dividing the number of the members that voted for the election of the representatives to the first level organization divided by the percentage that is defined by the statute of the union. If from the division comes up a fraction higher than the half of the number that is the measure, then one more representative is added. If on the contrary it comes up a fraction smaller from the half of the measure, then it is not represented to the organization.
Os estatutos do sindicato de nível secundário determinam a percentagem de delegados dos sindicatos de nível primário. A percentagem tem de ser a mesma para todos os sindicatos, de forma a garantir igual representação de todos os sindicatos na organização superior.
O número de representantes é encontrado dividindo o número de membros que votaram na eleição para os representantes da organização de nível primário dividida pela percentagem que é definida nos estatutos do sindicato. Se da divisão é criada uma fracção mais alta que a metade mais do número que é a medida, então mais um representante é acrescentado. Se pelo contrário é criada uma fracção mais pequena que a metade da medida, então não obtém representação para a organização.
What Kind Of Unions We Want

We need unions that are massive, strong, with presence in every big workplace. Unions that will rally and organize the workers, and will take care of “equipping” them for a stronger and unified front of resistance everywhere. A front against the big employers and the monopolies. Against the government and the capitalist organizations. From this rises the need for the unions to have “feet” everywhere and especially inside the big multinational and monopoly groups, with steady presence, through the formation of union committees, especially for the branch unions.

Que tipo de sindicatos nós queremos

Nós precisamos de sindicatos que sejam de massas, fortes e com presença em todos os grandes locais de trabalho. Sindicatos que vão mobilizar os trabalhadores e que vão cuidar de “equipá-los” para uma frente mais forte e unificada de resistência em todo o lado. Uma frente contra os grandes empresários e os monopólios. Contra o governo e as organizações capitalistas. Daqui surge a necessidade dos sindicatos de ter “pés” em todo o lado e especialmente dentro das grandes multinacionais e grupos monopolistas, com presença estável, através da formação comissões sindicais, especialmente para os sindicatos sectoriais.

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It is incompatible with the history and the values of the working class movement the delays in organizing the workers in a series of unions. Delays in creating union committees in the working places.

É incompatível com a história e valores do movimento da classe operária que haja atrasos na organização dos trabalhadores em uma série de sindicatos. Atrasos na criação de comissões sindicais nos locais de trabalho.

The dysfunction or the rather small activity of many unions
(e.g. rare Board meetings, having poor or typical discussions, some not at all, the General Assemblies to be called rarely, with only few members. Also many unions have to deal with financial problems, they don’t gather the fees from many of their members, they don’t interfere for problems at their workplaces, they don’t have a presence of the Board at their offices and the workplaces, so that they will be able to inform and mobilize their members).
Also, the very weak development of mobilizations in workplaces that have problems. These conditions are behind the needs and the modern duties of our movement and must be dealt with.
The need of reconstruction of the trade union movement has as its priority the duty of the massification of the unions with special orientation to the youth, the women, the immigrants. Secondly, the strengthening of the alliance of the working class with the selfemployed and the poor farmers.
Existe actividade disfuncional ou bastante reduzida em muitos sindicatos (exemplo: raras reuniões de direcção, ter discussões pobres ou banais, às vezes nem discussões haver, as assembleias gerais serem convocadas raramente, com apenas poucos membros a participarem). Além disso muitos sindicatos têm de lidar com problemas financeiros, eles não recolhem as cotas de muitos dos seus membros, eles não interferem em problemas dos trabalhadores nos seus locais de trabalho, eles não marcam presença da direcção do sindicato nos seus escritórios ou nos locais de trabalho. de forma a que pudessem informar e mobilizar os seus membros.
Além disso, existe o muito fraco desenvolvimento das mobilizações nos locais de trabalho que têm problemas. Estas condições estão por baixo das necessidades do nosso movimento e têm de ser enfrentadas,
A necessidade de reconstrução do movimento sindical tem de ter como dever prioritário a massificação dos sindicatos com especial orientação para a juventude, as mulheres e os imigrantes. Em segundo lugar, é necessário o fortalecimento da aliança da classe operária com os auto-empregados e os camponeses pobres.
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1. The Union’s Board
1. A Direcção do Sindicato
The leadership, meaning the execution, the care and the directing of all issues of the trade union organization is exercised by the Union’s Board. So the Board is the permanent executive body of the trade union that is handling all of its cases and represents it judicially and extra judicially (article 67). The Board of the trade union is established as it is defined by its statute. The duties of the President, the vice President, the Gen. Secretary or the Cashier, is not allowed to come to the same person. The service of the Board cannot be longer than 3 years.
A liderança, quer dizer a execução, o cuidado e o dirigir de todos os assuntos da organização sindical, é exercida pela Direcção do Sindicato. Por isso a Direcção é o órgão executivo permanente do sindicato que está a gerir todos os seus casos e os representa judicialmente e extra judicialmente (artigo 67). A Direcção do sindicato é estabelecida e definida pelo seus estatutos. Os deveres de presidente, vice-presidente, secretário-geral e tesoureiro não é permitido que estejam concentrados numa só pessoa. O mandato da Direcção não é permitido que seja mais longo que 3 anos.
The Board is under the control of the General Assembly which is the highest body of the trade union. The General Assembly has the right to cease the Board. The withdrawal of trust and the impeachment from the General Assembly means the cease or at least motion to the Board to resign. The ceasing can be for all the Board members or to some.
The Union’s Board has the responsibility for the actions and the orientation of the union. The Board is elected through union elections which are held (depending on the union) every year, every two years or at the most every three years. The Board also has responsibility for the functioning and directing the union’s committees or secretariats, which are formed within the union, such as strike committees, industry or company based committees, etc.
Also, the Board is responsible for holding regular meetings of the General Assembly, which is the Union’s highest body.
PAME – All Workers Militant Front – Greece
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A Direcção está sob controlo da Assembleia Geral que é o órgão mais elevado do Sindicato. A Assembleia Geral tem o direito de destituir a Direcção. A perda de confiança ou impeachment (destituição) que a Assembleia Geral [aplica sobre a Direcção] significa a cessação ou pelo menos a moção para a Direcção se demitir. A cessação de funções pode ser para todos os membros da Direcção ou só para alguns.
A Direcção do Sindicato tem a responsabilidade pelas acções e a orientação do sindicato. A Direcção é eleita pelas eleições no sindicato que se levam a cabo (dependendo do sindicato) uma vez por ano, a cada 2 anos ou no máximo a cada 3 anos. A Direcção também tem a responsabilidade pelo funcionamento e o dirigir dos comités e secretariados do sindicato, que são formados dentro do sindicato, tais como comités de greve, comités de empresa ou de indústria, etc.
Além disso, a Direcção é responsável por convocar reuniões regulares da Assembleia Geral que é o órgão mais elevado do sindicato.
The Board’s Meetings should on a regular, steady basis, under specific topics each week and all members to be informed about the meetings’ agenda. The Board has to plan the division of responsibilities and duties, based on the Union’s needs. Not give duties only to the Members of the leadership, but to more members of the union.
As reuniões da Direcção devem ser regulares, numa base sistemática (num calendário fixo), acerca de tópicos específicos em cada semana e todos os membros devem ser informados sobre as reuniões na agenda. A Direcção tem de planear a divisão de responsabilidades e tarefas (deveres), baseada nas necessidades do sindicato. Não deve dar tarefas apenas aos membros da liderança mas também a mais membros do sindicato.
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Under the responsibility of the Board, supporting committees are formed within the Board. Also union committees, strike committees etc. The Board and especially the President (or the GS) has responsibility and guidance of those committees. The Board has to take care that the committees meet regularly, their meetings and actions are with substance and that they contribute essentially to the work of the Board.
Sob a responsabilidade da Direcção são formados comités de apoio dentro da Direcção. Assim como comissões sindicais, comités de greve, etc. A Direcção e especialmente o Presidente (ou Secretário Geral) tem a responsabilidade e a liderança sobre esses comités. A Direcção tem de cuidar que os comités reúnem regularmente, as suas reuniões e acções são consistentes e que eles contribuem essencialmente para o trabalho da Direcção.
The Board Meetings need very good preparation. There should be more persistence on how to reinforce the discussion, the debate, the participation on the taking of one or another decision, on the choosing of one tactic instead of another, in prioritizing the issues, etc. This means that the preparation and scheduling of the agenda and the meeting has great importance.
Vitality to the life of the Union comes from the constant drawing of conclusions from the Union’s action. It concretes the continuity and allows to directly monitoring the progress of the bonds that a union is making with the workers of its industry, enriches its experience on tactics and action, so as to intervene with specific measures to fulfill the goals of the union.
As reuniões da Direcção precisam de muito boa preparação. Deve haver mais persistência em como reforçar a discussão, o debate e a participação na tomada de esta ou aquela decisão, no escolher de esta ou aquela táctica, na priorização de assuntos, etc. Isto significa que a preparação e a calendarização da agenda e das reuniões é de grande importância.
A vitalidade na vida do sindicato vem de constantemente retirar conclusões das acções do sindicato. Isso concretiza a continuidade e permite monitorizar directamente o progresso e os laços que o sindicato faz com os trabalhadores da sua indústria, enriquece a experiência nas tácticas e na acção, de forma a intervir com medidas específicas para satisfazer os objectivos do sindicato.
PAME – All Workers Militant Front – Greece
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The Board must have a specific duty division, to give responsibility to all its members. Divisions that must take into account big workplaces, fight fronts, guidance of union and workers’ committees, connection with the company-based unions etc.
It is necessary to have organized, special, continuous connection of the Board with the committees and the pioneer workers for the specific issues of each workplace, but mostly for generalizing the experience to the whole branch, for the politicization of the struggle to the level for power. Better steps have been made with committees that are charged and are guided continually by specific members of the Board.
A Direcção tem de ter uma divisão de tarefas muito específica e tem de dar responsabilidades aos seus membros. Esta divisão de tarefas tem de ter em conta os grandes locais de trabalho, frentes de luta, a orientação das comissões sindicais e de trabalhadores, ligação com os sindicatos de empresa, etc.
É necessário ter uma ligação contínua, organizada e especial da Direcção com os comités e com os trabalhadores pioneiros sobre assuntos específicos em cada local de trabalho, mas sobretudo para generalizar a experiência em todo o sector, para a politização da luta até ao nível da questão do poder. O melhor trabalho tem sido feito pelo comités que são controlados e guiados continuamente por membros específicos da Direcção.
In regular time periods there should be an evaluation of the work and the goals, an assessment of the action and the difficulties.
The Board meeting with the participation of trade unionists from company-based unions, with the open participation of the members of the union helps the work of the union brings closer its members to the decision making and their involvement to them.
It’s a responsibility of the Board the monitoring of the developments of its branch, the internal movement that exists, the layoffs, the changes in the working relations. The monitoring helps to the immediate solution of problems that appear, without us getting caught off guard from our class enemy or other forces.
Em intervalos de tempo regulares deve ser avaliado o trabalho e os objectivos, uma análise da acção e das suas dificuldades.
A reunião da Direcção com a participação de sindicalistas dos sindicatos de empresa, com a participação aberta dos membros do sindicato, ajuda o trabalho do sindicato e aproxima os membros do sindicato da tomada de decisões e do seu envolvimento nas decisões.
É uma responsabilidade da Direcção monitorizar os desenvolvimentos no seu sector, o movimento interno existente, os layoffs e as mudanças nas relações laborais. A monitorização ajuda à solução imediata dos problemas que aparecem, sem sermos apanhados desprevenidos pelo nosso inimigo de classe ou por outras forças.
PAME – All Workers Militant Front – Greece
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Organization – Massification
Organização – Massificação
Our bonds with the working class must be close. They must be based into solid ground and be constantly renewed. Today they are not those that are needed, those that the conditions require. It’s not enough the casual communication from time of some unionists with workers in the factories, or a tour that doesn’t create bonds but just shows presence.
The creation of a group of people, who are at the vanguard or at least active inside the basic industries, factories and organizations is a precondition for our work to have results. The correlations do not change with a good campaign, with slogans or handing out an announcement.
As nossas ligações com a classe operária têm de ser próximas. Elas têm de ser enraizadas em bases sólidas e ser constantemente renovadas. Hoje elas não são aquelas que são necessárias, aquelas que as condições actuais requerem. Não é suficiente a comunicação casual de tempos a tempos de alguns sindicalistas com os trabalhadores nas fábricas ou uma passagem de rotina pelos lugares de trabalho que não cria ligações e apenas mostra presença.
A criação de um grupo de pessoas, que estão na vanguarda ou pelo menos activas dentro das indústrias básicas, das fábricas e das organizações é uma precondição para o nosso trabalho obter resultados. As correlações de forças não se alteram com uma boa campanha, com palavras de ordem ou com a distribuição de comunicados.
A big part of the working class is unorganized, and even more unorganized are the forces that suffer because of the flexible working relation, with part-time or casual work. Here we have to overcome some well-established beliefs.
The basic issue is the organization of the working class, the breaking of the guild-based unionism, the unity and struggle of all the workers of a place, (including e.g. of the casual workers) in the same union, independently of working relations. And this, no matter the difficulties, is duty of the class movement.
Um grande parte da classe operária não está organizada (ou desorganizada) e ainda mais desorganizadas estão as forças que sofrem por causa de relações laborais flexíveis e com trabalho part-time ou casual. Neste ponto nós temos de superar algumas crenças muito enraizadas. A questão básica é a organização da classe operária, o romper com o corporativismo sindical [Nota do Tradutor: corporativismo vem de corporações de ofício, antigas associações profissionais pequeno-burguesas que resistem até aos dias de hoje, nomeadamente são as chamadas “ordens profissionais”] e a unidade dos trabalhadores em cada local de trabalho (incluindo por exemplo os trabalhadores ocasionais) no mesmo sindicato – independentemente de quais sejam as relações laborais (vínculos laborais). E este é o dever do movimento de classe sejam quais forem as dificuldades.
To strengthen the struggle for the organization of the working class based on their workplace, for the participation of the workers on the unions activity, for the essential democratic function of the unions. To enrich the forms of action.
É pelo fortalecimento da luta pela organização da classe operária baseada no local de trabalho, é pela participação dos trabalhadores nas actividades dos sindicatos e é pela função democrática essencial dos sindicatos que se enriquece as formas de luta.
To improve our work where the class forces are few. We should not accept the negative correlation but to take initiatives to change it. To have an open front against the pro-government unionism. To make sure that we’ll constantly have new contacts from workplaces and the unions, to work with mapping and plan so our forces to grow.
The first level union is the place where can truly change the correlation in the trade union movement.
Basic indicators for the work of a union are its bonds with the workers, the mapping of its branch, the union creating roots inside the big workplaces. The contact with the members of the union is not correct to grow stronger or to appear only during the union elections, big strikes, events, or actions in the workplaces.
PAME – All Workers Militant Front – Greece
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Para melhorar o nosso trabalho onde as forças de classe são pequenas nós não devemos aceitar a correlação de forças negativa mas tomar iniciativas para a mudar.
Para ter uma frente de luta aberta contra o sindicalismo governamental, para ter a certeza que nós iremos constantemente ter novos contactos nos locais de trabalho e nos sindicatos, para trabalhar no mapeamento e planeamento para que as nossas forças cresçam, o sindicato de nível primário é o lugar onde nós podemos verdadeiramente mudar a correlação de forças no movimento sindical.
Os indicadores básicos para o trabalho do sindicato são as suas ligações com os trabalhadores, o mapeamento do seu sector e o sindicato criar raízes dentro dos grandes lugares de trabalho. Não é correcto que o contacto com os membros do sindicato se torne mais forte e apareça apenas durante as eleições sindicais, durante as grandes greves e durante os grandes eventos ou acções nos locais de trabalho.
The rallying of new forces with the union must be considered as primary duty. For the worker to be convinced join his union, he needs to feel that the union expresses him, that it will support him, that it is a force in his hands. The context of the actions of the unions needs to expand. To deal not only with the work issues, the wages, but also with all parts of the life of the worker, with Healthcare, Culture, education etc.
A mobilização de novas forças com o sindicato tem de ser considerada um dever primordial. Para o trabalhador ser convencido a aderir ao sindicato, ele tem de sentir que o sindicato é expressão dele próprio, que o sindicato o vai apoiar, que o sindicato é uma força nas suas mãos. O contexto das acções dos sindicatos tem de se expandir para não lidar apenas com assuntos laborais e com salários mas também com  todas as partes da vida do trabalhador, com a saúde, com a cultura, com a educação, etc.
It is necessary to have permanent and steady work, systematic and constant information and enlightening, good knowledge of the developments on the branch and generally, personal contact with the worker. The applications that we take for new members have to be utilized. The new members of the union must be given responsibilities, to get help from the collective proceedings, to participate to each decision the union is taking.
É necessário fazer trabalho permanente, regular, sistemático e constante de informação e esclarecimento, é necessário obter bom conhecimento dos acontecimentos no sector e em geral e é necessário contacto com o trabalhador. As folhas de adesão que utilizamos para inscrever novos membros têm de ser utilizadas. Aos novos membros têm de ser dadas responsabilidades, para obter deles ajuda para as actividades colectivas e para que participem em toda e cada decisão que o sindicato está a tomar.
Contact with the unions’ members is not something typical. It’s not one more duty, but an essential element of the internal life of a union. If you don’t have contact with your members you create cracks to the bonds, the trust is shaken, the relationship has a more typical character, and it creates seeds for breaking the relationship with the union.
O contacto com os membros do sindicato não é algo rotineiro (típico ou banal). Não é mais uma tarefa, mas é sim um elemento essencial na vida interna do sindicato. Se não tens contacto com os teus membros crias fissuras nas ligações, a confiança é abalada, a relação tem um carácter mais rotineiro e isso cria as sementes para romper a relação com o sindicato.
The Board has an obligation to take action to better the internal life of the union. The members have the right to learn about the activities of the union, to know its initiatives, to make suggestions,
to participate in the collective proceedings. At the same time the Board has to have a clear image for each member separately.
To know the problems, to have knowledge for the unemployed that are members of the union; how are they surviving, what difficulties they are dealing with; to take action for protection and solidarity.
A Direcção tem a obrigação de passar à acção para melhorar a vida interna do sindicato. Os membros têm o direito de aprender sobre as actividades do sindicato, de conhecer as suas iniciativas e fazer sugestões, para poderem participar nos procedimentos colectivas. Ao mesmo tempo a Direcção tem de ter uma imagem clara de cada membro separadamente.
A Direcção tem de conhecer os problemas dos membros e tem de ter conhecimento da situação de desemprego  em que membros do sindicato se encontram. A Direcção tem de saber como eles estão a sobreviver, com que dificuldades eles lidam e passar à acção para lhes oferecer protecção e solidariedade.
That’s how you deepen the bond, that’s how you reinforce the collective – comradely character of the union.
Assim é que se aprofunda a ligação, assim é que se reforça o colectivo e carácter de camarada do sindicato.
2. The General Assembly of the union
2. A Assembleia Geral do sindicato
The Assembly is the highest body of the trade union organization and decides for every matter that is not under the supervision of any other body, so it is by law, part of jurisdiction for the assembly.
A Assembleia Geral é o órgão mais elevado da organização sindical e é o órgão que decide todo e qualquer assunto que não está sob a supervisão de qualquer outro órgão – assuntos que estão por lei dentro da jurisdição da Assembleia.
The assembly has an exclusive jurisdiction for some matters, e.g. changing the goals, modifying the union’s statute and ceasing the trade union.
A Assembleia tem jurisdição exclusiva sobre alguns assuntos, por exemplo: mudar os objectivos do sindicato, mudar os estatutos do sindicato e dissolver o sindicato.
Finally the Assembly has the exclusive jurisdiction to monitor and review the bodies of the trade union, to cease the administration, if that is justified by an important cause. The General Assembly is called by the Union’s Board that has been lawfully established.
Finalmente a Assembleia tem a exclusiva jurisdição para monitorizar e supervisionar os órgãos do sindicato e para destituir a sua administração se isso for justificado por uma razão importante. A Assembleia Geral é convocada pela Direcção do Sindicato que foi estabelecida legalmente.
The union’s statute defines the terms, under which the assembly is called, meets and decides. The union’s statute usually predicts regular and exceptional general meetings and it defines the way of invitation, as well as the deadlines that must be healed for the invitation of the members before the date of the General Assembly.
Os estatutos do sindicato definem os termos definem os termos em que a assembleia é convocada, reúne e decide. Os estatutos do sindicato geralmente prevêem reuniões plenárias regulares e extraordinárias e definem a forma das convocatórias, assim como os prazos que têm de ser respeitados para a convocatória dos membros do sindicato antes da data da Assembleia Geral.
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The quorum percentage is calculated based on the number of the members that have paid their fees (article 8 par.2 law 1264) and have the right to vote. The union’s statute can freely set the quorum percentage. For the quorum, are also counted the members that are present but they do not participate to the voting process.
A percentagem de quórum é calculada baseada no número de membros que tenham pago as suas cotas (artigo 8 parte 2 lei 1264) e que tenham direito de voto. Os estatutos do sindicato podem livremente definir a percentagem quórum. Para o quórum contam também os membros que estejam presentes mas que não participam no processo de votação.
The quorum must exist not only at the beginning but during the Assembly too. So if there is no quorum during the Assembly or during the votes, decisions are not legal.
O quórum tem de existir não apenas no início mas também durante toda a Assembleia também. Desta forma se não houver quórum durante a Assembleia ou durante a votação, as decisões não são legais.
Of course the setting of the quorum is part of the internal function of the trade union organizations. So the union’s statute sets freely the quorum, meaning the percentage of the members that must participate to the meeting so there can be discussion and voting. The General Assembly decides with voting, but never by voice. The decisions of the Assembly, if it is not set differently by the union’s statute, are taken by the relative majority of the present members.
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Claro que a definição do quórum é parte do funcionamento interno das organizações sindicais. Então os estatutos do sindicato definem livremente o quórum, isto é a percentagem dos membros que têm de participar na reunião para que possa haver discussão e votação. A Assembleia Geral decide-se através da votação e nunca verbalmente. As decisões da Assembleia, se os estatutos do sindicato não disserem nada em contrário, são tomadas pela maioria relativa dos membros presentes.
The Assembly of the union must be prepared with care. The members of the union have to know when it will be, to know the agenda, so as to be prepared to state their opinion, to contribute to the collective thinking.
A Assembleia do sindicato tem de ser preparada com cuidado. Os membros do sindicato têm de saber quando ela vai ser e como vai ser a agenda, de forma a estarem preparados para dar a sua opinião e para contribuir para a reflexão colectiva.
The General Assemblies must not be prepared sloppily, without any context, but to take action for massive attendance. To use all means to contact with the members, tours and campaigns before the Assembly, to massive working places.
As Assembleias Gerais não podem ser preparadas de forma trapalhona e sem qualquer contexto e pelo contrário têm de se tomar medidas para ter uma participação massiva nos seus trabalhos. É preciso usar todos os meios para contactar com os membros, tais como rondas pelos locais de trabalho e campanhas de apelo à participação antes da Assembleia, especialmente em locais de trabalho massivos.
The GA should not be left in chance, to be held just to be held. It’s not a typical procedure, an obligation. If we take measures so that the discussion in our meetings is lively, rich, if we encourage our members to speak, they can give a boost to our work, so that the collective decision to be implemented with discipline and with greater determination. Also, it can expand in to more workplaces.
A AG não deve ser deixada ao acaso e ser levada a cabo só para preencher o calendário. Não é uma prática rotineira, uma obrigação. Se nós tomarmos medidas para que a discussão nas nossas reuniões seja calorosa e rica nós encorajamos os nossos membros a falar. Os nossos membros podem dar um forte impulso ao nosso trabalho, para que a decisão colectiva seja implementada com disciplina e maior determinação. Além disso a participação dos membros pode expandir o sindicato a mais locais de trabalho.
To call more often regular general assembly’s to report to the union members. To be ready to accept criticism, to correct our mistakes and omissions.
É preciso convocar Assembleias Gerais mais regulares para prestar contas aos membros do sindicato. É preciso estarmos preparados para aceitar críticas e para corrigir os nossos erros e omissões.
The speed of the developments, the complexity and the number of our political duties, force us seek for fast and more effective ways of function and contact with the workers. In addition to the well tried way and irreplaceable form of the general assembly, it also helps to hold meetings in each workplace, the call open Board meetings.
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A velocidade dos acontecimentos e a complexidade e o número das nossas tarefas políticas forçam-nos a procurar formas mais rápidas e eficazes de funcionamento e contacto com os trabalhadores. Além da bem testada e insubstituível forma que é a Assembleia Geral, também ajuda levar a cabo reuniões em cada lugar de trabalho e convocar reuniões abertas da Direcção.
To exchange the experience for the tendencies of the people and mostly for actions for fast and effective intervention. Another tried form that helps the union bodies to know the moods of the people are the gatherings – meetings with the workers during the fights and after. It also helps to unite the activity of all forces into the implementation of the planning and the realization of our goals.
É preciso o trocar de experiências em favor das tendências populares e acima de tudo em favor da intervenção rápida e eficaz. Outra forma testada que ajuda os órgãos do sindicato a conhecer os estados de espírito do povo são as concentrações-reuniões com os trabalhadores durante as lutas e depois das lutas. Isto também ajuda a unificar a actividade de todas as forças na implementação do planeamento e da concretização dos nossos objectivos.
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3. Forms of Struggle
3. Formas de Luta
What can lead to dynamic forms of struggle is the wide and steady educational work and information in the workplaces. If, it is firmly established in our ranks, the perspective that the main purpose of the struggle is the rise of the working-class political experience, its organization, the massification of the struggle and its preparation to claim the power, then it will be easy to develop a wider agitation work that will escalate militant tendencies.
O que pode levar a formas de luta dinâmicas é a informação e o trabalho educacional sistemático e amplo nos locais de trabalho. Se estiver firmemente estabelecido nas nossas fileiras que o propósito principal da nossa luta é a ascenção da experiência política da classe operária, da sua organização e da massificação da luta, e a sua preparação, para tomar o poder, então será fácil desenvolver um mais amplo trabalho de agitação que irá radicalizar as tendências militantes (combativas).
• To evaluate correctly the level of consciousness, prejudices, fears always aiming to raise the level of conscious struggle. The dedicated work in this direction along with good processing of demands, slogans and positions, with workers’ participation in all these processes, can give effective, active forms of struggle as wells as a variety of forms.
• The strategy and tactics of the opponents to be carefully studied starting with the employers and reaching their mechanisms.
– É preciso avaliar correctamente o nível de consciência, os preconceitos e medos sempre apontando para subir o nível de consciência da luta. O trabalho dedicado neste sentido com um bom processamento de reivindicações, palavras de ordem e posições, com a participação dos trabalhadores em todos estes processos, pode impulsionar formas de luta activas e eficazes, assim como diversificadas.
– É preciso que as estratégias e tácticas do inimigo sejam cuidadosamente estudadas a começar pelos patrões e incluindo os seus mecanismos.
To study their class intransigence, their consistency, their maneuvers and to plan similar tactics to face them. To the extent this is achieved, we create conditions that can also provide a variety of forms of struggle.
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De forma a estudar a intransigência de classe deles, a sua consistência e as suas manobras e a planear tácticas similares para enfrentá-los. Na medida em que isto for alcançado, nós criamos as condições que podem impulsionar uma diversidade de formas de luta.
The forms of struggle must reflect the level of willingness to clash, of, at least, the organized union forces.
As formas de luta têm de reflectir o nível de vontade de entrar em confronto de, no mínimo, as forças organizadas do sindicato.
If we monitor the developments correctly, we will have enrichment of the forms of struggle and their dynamism. We are not dogmatic on any form and we are preparing for all forms of struggle, to the most advanced.
Se nós monitorizarmos os acontecimentos correctamente nós teremos um enriquecimento das formas de luta e do seu dinamismo. Nós não somos dogmáticos em relação a qualquer das formas de luta e estamos a preparar-nos para todas as formas de luta, incluindo para as mais avançadas.
About the “forms of struggle” the clash between the two lines escalates since the class line must utilize all forms of struggle, while the line of class collaboration tries to castrate them. Today the controlled by governments and employers trade unionism in reality cancels the forms of demanding through the so-called “Social Dialogue”. There are massive unions trapped in the line of “social dialogue” and not that of demanding, in various forms, eg protest to employers, work stoppage, strike, etc.
A propósito das “formas de luta” o confronto entre as duas linhas radicaliza-se uma vez que a linha de classe tem de utilizar todas as formas de luta enquanto a linha de conciliação de classes tenta castrá-las. Hoje em dia o sindicalismo patronal e governamental na realidade cancela as formas de reivindicação através do chamado “diálogo social” (concentração social). Existem sindicatos massivos (enormes) sequestrados pela linha de “diálogo social” e estes não procuram reivindicar em várias formas (ex: protestos contra os patrões, parar de trabalhar, greve, etc…).
The class-oriented trade union movement must assess correctly each and every time (at the place and time) which is the most appropriate form of struggle and at which point. It must be able to switch, when it’s necessary, the forms of struggle. To be able to judge which form promotes better the content of the mobilization.
O movimento sindical com orientação de classe tem de analisar correctamente em todo e cada momento (no lugar e no momento certo) qual é a forma de luta mais apropriada e a que ponto aplicá-la. Ele tem de ser capaz de mudar, quando é necessário, as formas de luta. Tem de ser capaz de avaliar que forma promove melhor o conteúdo da mobilização.
To be interested in the rallying of forces, the securing of reserves and the forces of solidarity. To know very well the general conditions of the specific company (where the struggle takes place).
To work on the slogans of the struggle. To have prepared the strike committee and picket lines. To have foreseen the need of a strike fund. When we enter into a struggle, in our planning, we have to estimate its horizon, up to its ending. We have to be able to choose the moment for negotiations, the moment for escalating and advancing the conflict.
É preciso que esteja interessado na acumulação de forças, no garantir de reservas e de forças solidárias. É preciso que conheça muito bem as condições gerais de cada empresa específica (onde a luta tem lugar). É preciso trabalhar nas palavras de ordem da luta. Ter o comité de greve preparado e as linhas de piquete. Ter antecipado a necessidade de fundo de greve. Quando nós entramos numa luta, no nosso planeamento, nós temos de calcular o seu horizonte até ao fim da luta. Nós temos de ser capazes de escolher o momento para as negociações e o momento para radicalizar o confronto e  para avançar no conflicto.
Forms
• Protest of the Board
• Motion with signatures
• Protest Action
• Rally – Demonstration
• Walk-offs
• Occupation
• Branch Strike
• General Strike
• Political Strike
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Formas
– Protesto da Direcção
– Moção com recolha de assinaturas
– Acção de Protesto
– Comício – Manifestação
– Sair do trabalho (walk-offs)
– Ocupação
– Greve de Sector
– Greve Geral
– Greve Política
About the strike
Sobre a greve
The strike, child of capitalism, is in many countries today constitutionally recognized, as a result of years of workers’ struggles. It is a form of reaction of the workers against the employers and their state, of the conflict between the working class with the capital.
A greve, que é filha do capitalismo, é hoje em dia em muitos países reconhecida constitucionalmente, como resultado de anos de lutas operárias. Ela é uma forma de reacção dos trabalhadores contra os patrões e o seu Estado, é uma forma de conflicto da classe operária com o capital.
This form of struggle appears simultaneously, we would say, with the emergence of capitalist relations of production. The various forms of struggle of the oppressed in feudalism had nothing in common with the strike of the working class.
Esta forma de luta aparece, nós diríamos, simultaneamente com as relações capitalistas de produção. As várias formas de luta dos oprimidos durante o feudalismo não tinham nada em comum com a greve da classe operária.
In Greece such a form of struggle, as recorded by various historians, appeared shortly after the Greek Revolution of 1821. In particular, in 1826 in the city of Nafplion took place the first strike of workers in Printing. It was a strike in embryonic form, mixed with many other elements, which reflected the condition of the working class of Greece at the time, which was just beginning to make its first steps. It was this class, which would later leave its mark on the major developments of the country, when it would form its trade unions and its political party. It’s the same class, to which history has assigned huge tasks.
Na Grécia tal forma de luta apareceu – como recordam vários historiadores – pouco depois da Revolução Grega de 1821. Em particular em 1826 na cidade Nafplion teve lugar a primeira greve dos operários da indústria gráfica. Foi uma greve na sua forma embrionária, misturada com outros elementos, que reflectia a condição da classe operária da Grécia daquele tempo – que estava apenas a começar a dar os seus primeiros passos. Foi esta classe que iria mais tarde deixar a sua marca nos grandes acontecimentos do país, quando ela formou os seus sindicatos e o seu partido político. É a mesma classe a quem a história confiou a responsabilidade por enormes tarefas.
For a unionist that accepts the principle of class struggle, strike is not just an “abstention from work”. Many are those who try – and not by accident – to limit the context of the strike in the abovementioned phrase. Even though, it is not possible to reveal what hides behind the factory, industrial, or “economic” strike through the daily activities, the fact remains that the worker starts -with his small experience- to understand more and more clearly that behind the employer, behind the group or groups of employers, lays their mechanism, the state of the Capital.
Para um sindicalista que aceita o princípio da luta de classes, a greve não é apenas uma “abstenção de trabalhar”. Muitos são os que tentam – e não é acidental – limitar o contexto da greve à expressão atrás mencionada. Mesmo que não seja possível revelar o que se esconde por detrás da greve de fábrica, de indústria ou “económica” através das actividades do dia-a-dia, o facto persiste que o trabalhador começa – com a sua pequena experiência – a perceber mais e mais claramente que por detrás do patrão, por detrás do grupo ou dos grupos de patrões, repousam os seus mecanismos, o Estado e o Capital.
As, Lenin, the founder of the Soviet state underlined: “The strike teaches workers to understand where lays the power of the bosses and where the power of the workers, it teaches them to think not only about their own boss and not only about those close to them, but about all the bosses, about the whole class of the capitalists and the whole class of the workers. »
Tal como Lenine, o fundador do Estado Soviético, realçava:  “A greve ensina os trabalhadores a a compreender onde está o poder dos patrões e onde está o poder dos trabalhadores. A greve ensina os trabalhadores a pensarem não apenas no seu patrão e não apenas naqueles perto deles, mas acima de tudo ensina a pensar em todos os patrões, a pensar na classe toda dos capitalistas e na classe toda dos trabalhadores”.
And followed, talking about the weapon of this struggle, he stressed: “The strikes are one of the means of struggle of the working class for its emancipation, but it is not the only one and if the workers do not pay attention to other means of struggle, then they will slow down the growth and the successes of the working class.”
E de seguida, falando da arma que constitui esta forma de luta, ele assinalou: “As greves são uma das formas de luta da classe operária para a sua emancipação, mas não é a única e se os trabalhadores não estiverem atentos a outras formas de luta, então eles vão diminuir a velocidade do crescimento da força e dos sucessos da classe operária”.
The strike is not just an “abstention from work”, it is a great weapon of the working class in its struggle for social justice and prosperity. We must say that it takes skills to use this weapon, because in cases that it is not used properly, it could be turned against the working class and its interests.
A greve não é apenas uma “abstenção de trabalhar”. A greve é uma grande arma da classe operária na sua luta por justiça social e prosperidade. Nós temos de dizer que é preciso engenho para usar esta arma, porque nos casos em que ela não é usada devidamente, ela pode virar-se contra a classe operária e contra os seus interesses.
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My own history of the Portuguese Communist Party (PCP)

EN

Capitalism was introduced as a strong ecomomic force with leading industries in Portugal in the XIX century. At the second half of the XIX century the portuguese industrial sector had grown strong enough to produce a significant working class and the first workers organizations and trade unions started to appear. Utopian socialist leanings and some marxist and anarchist leanings first apeared by the end of that century with the first workers party (the “portuguese socialist party”) and the first national workers union movement. Capitalism completed its takeover overtrowing feudalism in 1910 through its bourgeois revolution – killing one of the last kings, overtrowing the monarchy and establishing the bourgeois democratic republic for the first time.

Between 1910 and 1926 the workers movement was too strong for the sake of capitalism and the bourgeois and petit-bourgeois were too beligerent among themselves to achieve the consolidation of bourgeois power that the capitalists desired. So in 1926 a fascist military coup solved all those problems of capitalism by brute force.

It was in that 1910-1926 period that portuguese workers and marxist sympathizers answered the call of the October Revolution to form a Communist Party. In 1917 the revolutionary news traveled to Portugal. In 1919 the Portuguese Maximalist Federation (Federação Maximalista Portuguesa or FMP) was formed out of mainly the anarchist trade unionists supportive of the bolsheviks and the soviet revolution and of the tiny leftover marxists of the portuguese socialist party. From the small FMP a small group founded the Portuguese Communist Party (PCP) in 1921. Foreign Comintern delegates, mainly from Spain supported the group of FMP that became PCP all the way to the establishment of the new party, its first congress and in the election of its leadership.

Carlos Rates, the first general secretary of PCP, became a fascist after the fascist coup of 1926. In those 5 years (1921-1926) the party was confusely and poorly led and didn’t had the time to create a clear political line . When Carlos Rates was expelled in 1926 for supporting an alliance of PCP with the democratic bourgeois parties PCP was not really a unified and centralized organization but a colection of local groups. Bento Gonçalves as GS of PCP from 1929 to his death in 1937 (he died in Tarrafal fascist concentration death camp) tried the first reorganization of PCP. But PCP was reorganized again in 1940-1941, which means the party didn’t have a stable functioning organization until then. In matters of leadership it is even worse because from 1937 to 1961 (from the death of Bento Gonçalves to the election of Álvaro Cunhal as GS of PCP) there wasn’t a officially recongnized General Secretary of PCP. All of this entails organization mistakes, the consequences of fascist repression and most of all fierce left and right inner war within PCP.

On the other hand between the expelling of the traitor Carlos Rates in 1926 to the election of Álvaro Cunhal as GS of PCP in 1961 the Party lived great struggles and (in my opinion) its best historical moments. In 1930 PCP’s trade unionists formed the Comissão Inter-Sindical (CIS) as a supporter of the Red Trade Unions International (Profintern) breaking away from the until then bigger anarchist portuguese Confederação Geral do Trabalho (CGT). In 1934 PCP and the anarchists of CGT tried to take power in a national workers uprising but only in the industrial town of Marinha Grande the PCP workers actually took power, disarmed the local police and created a local soviet. Marinha Grande’s soviet was crushed in hours. The inner party evaluation of PCP of the Marinha Grande workers uprsising was a crushing criticism, exagerated and unfair. PCP’s leaders failed to see beyond the moment, beyond the defeat of the day the workers uprising of a small town could and should be the inspiration for the workers uprising of the whole Portugal and for a future portuguese soviet socialist power.

The crushing of Marinha Grande uprising in 1934 also cost the lives of dozens of workers and communists in the fight and in Tarrafal death camp. But interestingly it was just in time with the coming VII Congress of the Communist International in 1935 that endorsed the Popular Front alliance line (basicaly an anti-fascist allliance of communists and social-democrats). The particular immediate effect of the VII Congress in PCP was to dissolve the already banned ilegal Comissão Inter-Sindical (CIS) and start to organize infiltration in the fascist trade unions that were the only ones allowed by the portuguese fascist regime.

The presence of portuguese comrades in the spanish national revolutionary war (1936-1939), the death of of Bento Gonçaves in 1937 and the serious suspicion and expelling of presumed state agents in the party’s central comittee in the 1940-1941 reorganization years took the party through the ups and downs of those years. Shortly before the 1940-1941 reorganization years of PCP the party was even put outside the Comintern (while that didn’t happen in the Carlos Rates years despite his betrayal). But in spite of these weaknesses the party had been growing into a steadly expanding organization and steady ideological line since Álvaro Cunhal was the communist youth leader in 1935 (1935, chega a secretário-geral da Federação das Juventudes Comunistas) and participated in the VII Congress of the Communist International.

The particular history of PCP from 1935 to 1974 is about creating a sort of popular front without key elements of popular front: no organized parties besides PCP and the fascist rulling party, no party of social-democracy, no posible parliamentary politics. What this meant is that PCP concentrated mainly in infiltrating fascist unions and creating anti-fascist alliances within them that were very easily and very obviously dominated by PCP as the only real existing party in the trade unions. On the other hand PCP somewhat critically supported a vey unorganized bourgeois opposition (based in personalities rather than in organizations) that participated in fascist sham “elections” as a means to recruit intellectual middle class and to fish on the flow of the “popularity” of the moment.

From 1949 to 1960 Álvaro Cunhal – seen as a natural successor of Bento Gonçalves – was in fascist prisons, along with the most of the best top cadres of PCP. PCP was not officialy but in fact led by Júlio Fogaça in the late 1950s that steered the party to eurocommunism and to the full Khrushchev’s thesis of peaceful road to socialism. In 1960 a large group along with Álvaro Cunhal escaped the high security prison (Forte de Peniche) and immediately after overtrowed Júlio Fogaça inside PCP. The criticism of Júlio Fogaça was not shy to question elements of Khrushchev’s thesis but at the same time acepted those same thesis in a posible different context – no peaceful transition from fascism to bourgeois democracy but “peaceful transition from bourgeois democracy to socialism” not sure, let’s wait and see, we think about that later…

At the same time a maoist breakaway group formed led by a former member of Álvaro Cunhal top ranking closest associates. The maoist group did not add much to the political context besides the defense of immediate armed struggle (all other issues like criticism of Khrushchev were quickly and easily forgot). PCP responded to the maoists and pressures within the party by dragging its feet until founding Acção Revolucionária Armada (ARA) in 1970 (active until 1973). Anyway the small existing armed groups played no major role in the overtrow of fascism in 1974 that was brought by the middle ranking officers of the fascist army engaged in war against the liberation movements in the african (portuguese) colonies since 1961 that were tired of being killed in a hopeless war that was going to be lost.

In 1965 PCP finally defined its strategy beyond fascism in some clear way as a “National Democratic Revolution” while it still defended socialist revolution of some sort and the dictatorship of the proletariat as concepts since its foundation. Although the “National Democratic Revolution” is in my opinion an imagined stage between capitalism and socialism (and a very wrong idea that the “popular democracy” concept could be used in Portugal without the presence of the red army) it had some very radical elements in comparison with the previous 1950s PCP’s line of peaceful transition. The key of the “National Democratic Revolution” was a sort of armed popular rebellion that never really happened.

In 1974 PCP faced with the fact of a sort of military leftwing progresive coup lowered the radical leanings of the “National Democratic Revolution” and asked for a provisional government kind of popular front run (with the brand new social-democratic “Socialist Party” and other bourgeois “democratic” rightwing party) under the supervision of a leftwing military council. The situation of the masses pressed for a lot more than these arrangements, the masses took over the latifundios (the crop lands) and the workers launched wild strikes and even occupied some work places. The situation obviously led to armed confrontation and PCP settled with the petit-bourgeois military council gradually turned against PCP (that is gradually turned rightwing) to have bourgeois elections within a bourgeois democracy while PCP cheered as a victory avoiding a civil war and mantaining its legal status.

In the 25th November 1975 two military wings assumed combat postions. PCP ordered the leftwing to stand down. The settlement was made. The day was called by PCP as a rightwing counter-revolutionary coup and the start of a counter-revolution. On the other hand the 1974-1975 period of lively class struggle was called the April Revolution – sort of a synonym of “National Democratic Revolution” or a “halfway” NDR. The problem of the “halfway” NDR is the complete confusion in how you pass from capitalism to socialism and the delusional idea of the NDR as a stage between capitalism and socialism.

PCP experinced growth in the new bourgeois parliamentary elections in the period 1976-1982 (roughly went from 10% to 20%). Meanwhile PCP kind of forgot that it already had since the fascist regime time and since day one of the “April Revolution” an overwhelming majority of the portuguese trade unions and was leading the biggest trade union confederation and biggest mass organization in Portugal (CGTP). PCP could have done much more radical struggles with CGTP but as in the provisional government days its policy inside CGTP was to get cozy with the minor opportunist tendencies of “socialists” (social-democrats) and catholics within CGTP. Sort of preaching the opportunists to be “good fellas”.

The late 1980s came and PCP went along with Perestroika line. In 1988 PCP copied the basic line of French Communist Party’s (PCF) eurocommunist line by copying the spirit and the words of the 1968’s PCF Manifesto of Champigny “an advanced democracy for a socialist France” (démocratie avancée pour une France socialiste).

In 1990 PCP endorsed Perestroika and made a terrible opportunist criticism of a cleary dying Soviet Union as a sort of balance sheet – among the things said was the talk of “lack of democracy”, lack of “market socialism” and the complete absence of pointing names and precise facts. The 1990 opportunist and absolutely confusing PCP’s USSR balance sheet was left untouched forever, but confirmed a few times specially during the 1990s. The essence of that fake debate and fake analysis is the upholding of the “portuguese road to socialism” and “portuguese marxism” put into practice by shamelessly copying the PCF’s program of “advanced democracy” in 1988.

In 2001-2002 Álvaro Cunhal made his last great public intervention against the PCP’s rightwing tendency (known as “renovadores” or “communist renewal”) that was fully organized and nearly tookover all top organs of the party. Unfortunately comrade Álvaro Cunhal didn’t realize that those revisionist “renovadores” were mostly the product of his own mistakes, at the top of them all the “advanced democracy” PCP program of 1988.

Comrade Álvaro Cunhal died in 2005 and although he did very very significant mistakes his death opened the way for the full submission of PCP to the social-democratic Socialist Party without much dramas. Today PCP gives parliamentary support to the social-democratic Socialist Party bourgeois government.

Traduction: À propos du concept de “DÉMOCRATIE AVANCÉE”

Sobre o conceito de “DEMOCRACIA AVANÇADA”

À propos du concept de “DÉMOCRATIE AVANCÉE”

M.E.L. – Source: Pelo Socialismo ( Parte )

“Vulgarmente, o conceito de democracia é empregado para designar uma forma de regime político do sistema capitalista, em que existe o direito de voto, um determinado grau de liberdade de expressão, de organização, de manifestação, mas em que o poder do Estado ao serviço dos monopólios está previamente assegurado – esta é apenas a democracia burguesa, ou a ditadura da burguesia, uma minoria, sobre a maioria dos produtores.

“Généralement, le concept de démocratie est utilisé pour désigner une forme de régime politique du système capitaliste, où il y a un droit de vote, un certain degré (grade) de liberté d’expression, d’organisation, de manifestation, mais où le pouvoir d’Etat au service des monopoles est déjà assurée – ce n’est que la démocratie bourgeoise, ou la dictature de la bourgeoisie, une minorité, sur la plupart des producteurs.

A democracia proletária chama-se ditadura do proletariado, isto é, os trabalhadores e os seus aliados exercem o poder através do Estado proletário, governam para a imensa maioria e reprimem os exploradores e opressores da sua classe.

La démocratie prolétarienne s’appelle la dictature du prolétariat, c’est-à-dire que les travailleurs et leurs alliés exercent le pouvoir à travers l’État prolétarien, gouvernent pour la grande majorité et répriment les exploiteurs et les oppresseurs de leur classe.

Não é no quadro da legalidade determinada pela burguesia que se pode passar de uma para a outra – é necessário o emprego da força organizada da classe operária e dos seus aliados. Por isso, a importância da clarificação do conceito de “democracia avançada”. Se não implica uma mudança da classe no poder, se não implica a modificação das relações de produção na sociedade, só pode ser considerada como reforma do sistema capitalista e não a sua superação.

Ce n’est pas dans le cadre de la légalité déterminée par la bourgeoisie que l’on peut passer de l’un à l’autre: il faut employer la force organisée de la classe ouvrière et de ses alliés. Donc c’est très important de clarifier le concept de «démocratie avancée». Si elle n’implique pas un changement de la classe au pouvoir, si elle n’implique pas la modification des rapports de production dans la société, elle ne peut être considéré plus que une réforme du système capitaliste et non comme le dépassement du capitalisme.

Lenine refere esta questão do seguinte modo: «A não ser para troçar do senso comum e da história, é claro que não se pode falar de “democracia pura” enquanto existirem classes diferentes, pode-se falar apenas de democracia de classe. […] A “democracia pura” é uma frase mentirosa de liberal que procura enganar os operários. A história conhece a democracia burguesa, que vem substituir o feudalismo, e a democracia proletária, que vem substituir a burguesa»”

Lénine se réfère ainsi à cette question: «Sauf pour se moquer du bon sens et de l’histoire, il est clair qu’on ne peut parler de « démocratie pure» tant qu’il y a des classes différentes, on ne peut parler que de démocratie de classe. […] “La démocratie pure” est une expression libérale mensongère qui cherche à tromper les travailleurs. L’histoire connaît la démocratie bourgeoise, qui doit remplacer le féodalisme, et la démocratie prolétarienne, qui doit remplacer la bourgeoisie “.

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Antecedentes

Contexte (antécédents)

A “Democracia Avançada”, como “programa” de um partido comunista, havia sido adotada pelo Partido Comunista Francês, numa Conferência realizada em 5 e 6 de dezembro de 1968 (recorde-se a agitação do maio desse ano, em Paris). Foi o “Manifesto do PCF – Por uma democracia avançada para uma França socialista” 1 , também conhecido por Manifesto de Champigny, local onde se realizou a Conferência. Este documento tem 10 capítulos, com uma introdução inicial:

La «démocratie avancée», en tant que «programme» d’un parti communiste, avait été adoptée par le parti communiste français lors d’une conférence tenue les 5 et 6 décembre 1968 (rappelons les troubles du mois de mai à Paris). C’était le «Manifeste du PCF – Vers une démocratie avancée pour une France socialiste» [1], également connu sous le nom de Manifeste de Champigny, où se tenait la Conférence. Ce document comporte 10 chapitres, avec une introduction initiale:

Introdução;

I – Por uma vasta aliança de todas as camadas sociais vítimas dos monopólios e do seu poder;

II – O que é uma democracia avançada?;

III – O socialismo também para a França:

IV – A passagem ao socialismo;

V – O que é o socialismo?;

VI – O papel dirigente da classe operária;

VII – O Partido Comunista e o seu papel de vanguarda;

VIII – A cooperação dos partidos e formações democráticos na construção do socialismo;

IX – Democracia socialista e defesa do socialismo;

X – O Partido Comunista é o grande partido revolucionário do nosso tempo.

Introduction

I – Par une vaste alliance de toutes les couches sociales victimes des monopoles et de leur pouvoir;

II – Qu’est-ce qu’une démocratie avancée?

III – Le socialisme aussi pour la France:

IV – La transition vers le socialisme

V – Qu’est-ce que le socialisme?

VI – Le rôle principal de la classe ouvrière;

VII – Le Parti communiste et son rôle d’avant-garde

VIII – La coopération des partis et formations démocratiques dans la construction du socialisme;

IX – La démocratie socialiste et la défense du socialisme;

X – Le Parti communiste est le grand parti révolutionnaire de notre temps.

Refere-se na “Nota dos Editores” do sítio pelosocialismo.net, na publicação do Manifesto de Champigny 2:

«A democracia avançada era concebida como uma formação política e econômica entre o socialismo e o capitalismo em que a progressiva transformação das estruturas econômicas pela nacionalização dos setores monopolistas abriria o caminho ao socialismo sem um confronto revolucionário mais ou menos intenso entre as principais classes antagônicas. Essa tese correspondia a uma espécie de ressurgimento da teoria da “transformação pacífica do capitalismo em socialismo” e da “democracia, criação contínua”, defendida anteriormente por Jean Jaurès e comum a Bernstein, que Lenine refutou implacavelmente. O Manifesto de Champigny passa ao lado da teoria marxista-leninista do Estado, não define a sua natureza na “democracia avançada” – se é burguês ou proletário com os seus aliados – nem clarifica qual o modo de passagem e qual a natureza das estruturas políticas que asseguram o domínio das classes exploradoras para as estruturas politicas que servem a defesa dos interesses das classes e camadas exploradas».

 

Il est mentionné dans la “Note des rédacteurs” du site pelosocialismo.net, dans la publication du Manifeste de Champigny [2]:

« La démocratie avancée a été conçu comme une formation politique et économique entre le socialisme et le capitalisme dans la transformation progressive des structures économiques pour la nationalisation des secteurs monopolistiques ouvrirait la voie vers le socialisme sans une confrontation révolutionnaire plus ou moins intense entre les principales classes antagonistes. Cette thèse est élevée à une sorte de renaissance de la théorie de la « transformation pacifique du capitalisme dans le socialisme » et « la démocratie, la création continue » prônée auparavant par Jean Jaurès et commune à Bernstein, que Lénine a réfuté (implacablement) sans relâche. 

Le Manifeste de Champigny, aux côtés de la théorie de l’État marxiste-léniniste, ne définit pas sa nature dans la «démocratie avancée» – qu’il soit bourgeois ou prolétarien avec ses alliés – ni le mode de passage et la nature des structures politiques qui assurent la transition du domaine des classes exploiteuses vers les structures politiques qui servant à défendre les intérêts des classes et des strates exploitées.

O Manifesto surge na sequência de 2 acordos com o PS francês, concluídos em dezembro de 1966 e em fevereiro de 1968.

Le Manifeste apparaît après deux accords avec le PS français, conclus en décembre 1966 et en février 1968.

O Manifesto entende que a luta por uma democracia avançada reduziria a força do capitalismo/monopólios, que seriam obrigados – de forma pacífica, sem reagir – a ceder/em as suas posições. Isto porque deixariam de poder recorrer (!!?!!) à força 3. Embora antes tenham admitido que, havendo violência contra o povo se possa encarar “a passagem ao socialismo por métodos não pacíficos”4, logo acrescentam que os comunistas franceses orientam a sua atividade para a passagem pacífica ao socialismo 5. E invocavam as Declarações dos Partidos Comunistas de 1957 e 1960, posteriores ao XX Congresso do PCUS e à viragem reformista (teórica e prática) que introduziu no Movimento Comunista Internacional (MCI) 6.

Le Manifeste comprend que la lutte pour une démocratie avancée réduirait la force du capitalisme / des monopoles, qui seraient obligés – d’une manière pacifique et sans réaction – de céder leurs positions. C’est parce qu’ils ne pourraient plus recourir (!!?!!) à la force [3]. Bien qu’ils aient précédemment admis que la violence contre le peuple pouvait être confrontée à «la transition vers le socialisme par des méthodes non pacifiques» [4], ils ajoutent que les communistes français guide leur activité pour la transition pacifique au socialisme [5]. Ils ont invoqué les déclarations des partis communistes de 1957 et 1960, après le 20ème Congrès du PCUS et le changement réformiste (théorique et pratique) qu’il a introduit dans le Mouvement Communiste International (MCI) [6].

Note-se que, apesar de tudo, o Manifesto exigia o desaparecimento simultâneo da NATO e do Pacto de Varsóvia e que a França não renovasse os seus compromissos com a NATO “no prazo posterior a 1969” 7.

Il faut noter que, malgré tout, le Manifeste exigeait la disparition simultanée de l’OTAN et du Pacte de Varsovie et que la France ne devait pas renouveler ses engagements envers l’OTAN “dans la période après 1969” [7].

2

Adoção da DA como Programa do PCP

Adoption de la DA en tant que programme du PCP

O conceito de DA defendido no Programa do PCP não sofreu qualquer alteração essencial nas alterações de 1992 e 2012: contém cinco componentes ou objetivos fundamentais (eram 6 em 1988, mas 2 foram fundidos, em 1992); e refere que a luta pela concretização dessas cinco componentes e a luta com objetivos imediatos “são parte constitutiva da luta pelo socialismo” 8.

Le concept de DA préconisé dans le programme du PCP n’a pas eu de changement majeur dans les amendements de 1992 et 2012: il contient cinq composantes ou objectifs clés (6 en 1988, mais 2 ont été fusionnés en 1992); et souligne que la lutte pour la réalisation de ces cinq composantes et la lutte avec des objectifs immédiats “sont une partie constitutive de la lutte pour le socialisme” [8].

Sendo parte constitutiva da luta pelo socialismo – no P. é organicamente apresentada como uma “etapa” para o socialismo –, poderá concluir-se que a DA não é o socialismo, a ditadura do proletariado, uma vez que está ausente a necessária mudança da classe no poder.

Étant une partie constitutive de la lutte pour le socialisme – dans le P. est présenté organiquement comme une «scène» pour le socialisme -, on peut conclure que la DA n’est pas le socialisme, la dictature du prolétariat, car il n’y a pas de changement nécessaire du classe au pouvoir.

De facto, não é possível encontrar em todo o programa da DA uma posição clara sobre a natureza do Estado onde ele seria realizável: Estado burguês/capitalismo ou Estado proletário/socialismo.

En fait, il n’est pas possible de trouver dans l’ensemble du programme de la DA une position claire sur la nature de l’état où il serait possible de le faire: état bourgeois / capitalisme ou état prolétarien / socialisme.

Na concepção marxista-leninista, não se tratando de socialismo, será, forçosamente, ou capitalismo/ditadura da burguesia, ou a revolução. Com efeito, escreveu Lenine: “O grau transitório entre o Estado, órgão de dominação da classe dos capitalistas, e o Estado, órgão de dominação do proletariado, é precisamente a revolução, que consiste em derrubar a burguesia e quebrar, destruir a sua máquina de Estado (…). Que a ditadura da burguesia deve ser substituída pela ditadura de uma classe, do proletariado, que aos «graus transitórios» da revolução se seguirão os «graus transitórios» da extinção gradual do Estado proletário…” (realce nosso) 9.

Dans la conception marxiste-léniniste, ce n’est pas le socialisme, ce sera nécessairement le capitalisme / la dictature de la bourgeoisie ou la révolution. En effet, Lénine écrit: “Le degré de transition entre l’Etat, organe de domination de la classe des capitalistes, et l’Etat, organe de domination du prolétariat, est précisément la révolution qui consiste à renverser la bourgeoisie et à la briser, détruire sa machine d’Etat (…). Que la dictature de la bourgeoisie doit être remplacée par la dictature d’une classe, du prolétariat, que les «degrés de transition» de la révolution suivront les «degrés de transition» de l’extinction progressive de l’État prolétarien … »(italique ajouté) [9].

De outra forma, está a conceber-se um sistema socioeconômico entre o capitalismo e o socialismo, que não tem nada de a ver com aquela concepção científica. Neste caso, tratar-se-ia de uma tática de passar para segundo plano a luta pelo socialismo, tentando alcançar a adesão de massas despolitizadas e/ou anticomunistas com “perspetivas políticas atraentes”, mas que se sabe serem impossíveis – dito de forma crua, está a enganar-se os trabalhadores e o povo.

Sinon, un système socio-économique est conçu entre le capitalisme et le socialisme, ce qui n’a rien à voir avec cette conception scientifique. Dans ce cas, ce serait une tactique de remettre la lutte pour le socialisme en arrière-plan, essayant d’atteindre l’adhésion des masses dépolitisées et / ou anti-communistes avec des “perspectives politiques attrayantes”, mais qui sont connues pour être impossibles – dit brutalement , les travailleurs et les gens sont trompés.

Mas que não é socialismo parece resultar da afirmação de que a DA é uma parte constitutiva da luta pelo socialismo. Assim, não se defendendo no Programa que a DA é a revolução, e partindo do princípio de que não se estão a enganar os trabalhadores e o povo, a DA será para concretizar em capitalismo. Se assim é, algumas questões se colocam de imediato:

Mais ce qui n’est pas le socialisme semble résulter de l’affirmation selon laquelle la DA serait une partie constitutive de la lutte pour le socialisme. Ainsi, puisqu’il n’est pas défendu dans le Programme que la DA est la révolution, et en supposant que les travailleurs et le peuple ne sont pas trompés, la DA sera matérialisé dans le capitalisme. Si oui, certaines questions se posent immédiatement:

1. É possível em capitalismo – hoje, na sua fase superior, o imperialismo – alcançar os cinco componentes ou objetivos fundamentais enunciados?

1. Est-il possible dans le capitalisme – aujourd’hui, à son stade le plus élevé, l’impérialisme – d’atteindre les cinq composantes ou objectifs fondamentaux énoncés?

2. Não haverá uma contradição entre uma sociedade capitalista, na sua fase imperialista, ser “liberta do domínio dos monopólios”, como se propugna no segundo objetivo fundamental, sem se libertar do capitalismo como sistema de produção? – e mesmo que fosse possível regredir à época pré-monopolista (uma posição reacionária), a evolução do capitalismo não levaria de novo ao imperialismo?

2. N’y a-t-il pas contradiction entre une société capitaliste, dans sa phase impérialiste, «libérée de la domination des monopoles» préconisée dans le second objectif fondamental, sans se libérer du capitalisme comme système de production? – et même s’il était possible de régresser jusqu’à l’ère pré-monopoliste (une position réactionnaire), l’évolution du capitalisme ne conduirait-elle pas à l’impérialisme à nouveau?

3. E libertar o país do domínio dos monopólios não imporia, pelo menos, defender a saída de Portugal das associações imperialistas e militaristas, designadamente da UE e da NATO? – no programa da DA não consta nenhuma destas exigências, apesar da retórica usada em relação a estas duas organizações imperialistas devesse levar a essa conclusão.

3. Et pour libérer le pays de la domination des monopoles, ne faudrait-il pas, au moins, défendre le départ du Portugal des associations impérialistes et militaristes, en particulier de l’UE et de l’OTAN? – dans le programme de la DA, il n’y a aucune de ces exigences, bien que la rhétorique utilisée par rapport à ces deux organisations impérialistes devrait conduire à cette conclusion.

Note-se também que o conceito de democracia não é usado numa perspetiva marxista-leninista, como uma democracia de classe, antes a referenciando como tendo um valor intrínseco.

Il convient également de noter que le concept de démocratie n’est pas utilisé dans une perspective marxiste-léniniste, en tant que démocratie de classe, mais plutôt en tant que valeur intrinsèque.

De facto, sublinhemo-lo de novo, o determinante em relação à democracia é saber a quem essa democracia beneficia – qual é a classe cujo domínio é assegurado pelo Estado. Esse Estado assegura a manutenção das relações de produção dominantes e é definido por elas. As expressões, e os respetivos conteúdos, “democracia” e “regime democrático” não podem, de um ponto de vista marxista-leninista, ser utilizadas de forma abstrata, sem o seu conteúdo de classe, porque na ideologia burguesa a “democracia”, que parece ser uma igualdade para todos, é objetivamente o domínio da maioria explorada por uma minoria exploradora.

En fait, soulignons encore, le déterminant par rapport à la démocratie est de savoir à qui profite cette démocratie – qui est la classe dont la domination est assurée par l’État. Cet État assure le maintien des relations dominantes de production et est défini par eux. Les expressions et leurs contenus, “démocratie” et “régime démocratique” ne peuvent pas être utilisés de façon marxiste-léniniste, de manière abstraite, sans leur contenu de classe, parce que dans l’idéologie bourgeoise “démocratie” qui semble être une égalité pour tous, est objectivement le domaine de la majorité exploitée par une minorité exploitante.

A exigência da democracia no fascismo era uma palavra de ordem que apontava para o derrubamento da ditadura mais feroz do capital, para a conquista das liberdades burguesas (de expressão, organização, manifestação etc.), que também eram imprescindíveis para o proletariado desenvolver a sua luta. O fascismo foi derrotado, e hoje, num quadro mundial extremamente complexo, em que a luta de classes se encontra agudizada de forma inaudita, a luta do proletariado exige uma definição de classe do conceito de democracia.

Vulgarmente, o conceito de democracia é empregado para designar uma forma de regime político do sistema capitalista, em que existe o direito de voto, um determinado grau de liberdade de expressão, de organização, de manifestação, mas em que o poder do Estado ao serviço dos monopólios está previamente assegurado – esta é apenas a democracia burguesa, ou a ditadura da burguesia, uma minoria, sobre a maioria dos produtores.

A democracia proletária chama-se ditadura do proletariado, isto é, os trabalhadores e os seus aliados exercem o poder através do Estado proletário, governam para a imensa maioria e reprimem os exploradores e opressores da sua classe.

Não é no quadro da legalidade determinada pela burguesia que se pode passar de uma para a outra – é necessário o emprego da força organizada da classe operária e dos seus aliados. Por isso, a importância da clarificação do conceito de “democracia avançada”. Se não implica uma mudança da classe no poder, se não implica a modificação das relações de produção na sociedade, só pode ser considerada como reforma do sistema capitalista e não a sua superação.

Lenine refere esta questão do seguinte modo: «A não ser para troçar do senso comum e da história, é claro que não se pode falar de “democracia pura” enquanto existirem classes diferentes, pode-se falar apenas de democracia de classe. […] A “democracia pura” é uma frase mentirosa de liberal que procura enganar os operários. A história conhece a democracia burguesa, que vem substituir o feudalismo, e a democracia proletária, que vem substituir a burguesa»10.

3

A natureza do Estado

O que se disse antes relativamente à natureza de classe da “democracia”, também se pode dizer acerca da natureza do Estado. Um dos pontos-chave da caracterização da “democracia avançada” é precisamente o já referido 2.º ponto: “Um Estado democrático, representativo, baseado na participação popular, moderno e eficiente”. O Estado que assim se apresenta fora da existência das classes, fora da sociedade e acima dela é precisamente a representação burguesa do Estado. O conceito marxista-leninista de Estado é outro: “O Estado é a organização especial da força, é a organização da violência para a repressão de uma classe qualquer” 11 .

Esse “Estado” da DA é o Estado burguês, (mais ou menos) democrático, legitimado pelo sufrágio eleitoral universal, “representativo” – de todas as classes, burguesia e proletariado, trabalho e capital reunidos no parlamento – que assegura um “regime de liberdade”, isto é, também a liberdade de explorar o trabalho alheio, “no qual o povo decida do seu futuro”, tal como tem vindo a acontecer nos regimes parlamentares burgueses desde que foram instituídos. Deste mesmo “Estado” se diz ainda que está baseado na “participação popular”, afirmação redundante, já que o povo tem vindo sempre a participar na “decisão do seu futuro” através do voto. A “participação popular” não é o poder popular, não é o exercício do poder pelo povo, em primeiro lugar pela classe operária e seus aliados, com as suas próprias estruturas.

Logo, este Estado é igualzinho ao Estado burguês que se conhece.

O “Estado democrático, representativo” da “democracia avançada” é um embuste para os trabalhadores e o povo, porque:

1. Apaga a natureza de classe do Estado e, ao fazê-lo, assume o entendimento burguês do Estado, aquele que interessa à burguesia para esconder a natureza exploradora do capitalismo, a luta de classes e a natureza do Estado como instrumento de repressão das classes dominadas, do “apaziguamento” social;

2. Com este apagamento, esconde que defende o Estado burguês – democrático, é certo –, mas que inclui a liberdade burguesa da exploração do trabalho pelo capital;

3. Exclui o Estado proletário, a democracia proletária, do horizonte da luta dos trabalhadores portugueses, a troco de uma utopia;

4. Apontando o caminho das reformas e do parlamentarismo burguês, não coloca à classe operária e aos trabalhadores a necessidade de realizar a revolução que derrubará o Estado burguês e instaurará o Estado proletário, última forma histórica de Estado, afastando, desta forma, a possibilidade da luta pelo socialismo.

4

Observações finais

Um dos argumentos utilizados no P. contra quem apresenta críticas ao conceito de DA é o de que se pretende “queimar etapas”, “querer o socialismo já”, sem ter em conta as condições objetivas e subjetivas existentes, o que “afasta do Partido camadas antimonopolistas”. E aparece então o rótulo de “sectário”.

1. Porém, a questão não é a de colocar o socialismo como “objetivo imediato– socialismo já”, mas sim a de colocar tão simplesmente o socialismo “como objetivo” – claro que pode sempre haver (e haverá), o afastamento de camadas antimonopolistas que não entendem que, hoje, os monopólios só serão vencidos com o derrube do capitalismo e a substituição deste sistema pelo socialismo. Mas, se não colocarmos o socialismo como objetivo nunca ganharemos as massas para lutarem por ele.

2. O sectarismo manifesta-se, pelo contrário, na consideração de que as posições do marxismo-leninismo só podem vingar através de mistificações teóricas que escondam os verdadeiros objetivos (designadamente, o objetivo último de pôr fim à exploração do homem pelo homem) ou os atirem para as calendas, banindo-os do horizonte da luta. Lenine afirma: «É precisamente reformismo quando o “objetivo final” (ainda que seja relativamente à democracia) é afastado da agitação»12.

3. Por outro lado, a DA tem quase tantas interpretações ou maneiras de a ver e entender, como quantas as pessoas com quem se fala sobre ela; mas o mais importante é esclarecer se é para levar a cabo no sistema capitalista ou no socialista; se é no primeiro, pode questionar-se tal possibilidade – e tratar-se-ia sempre de meras reformas do sistema capitalista; se é no segundo, trata-se de uma utopia ou impossibilidade, porque não há qualquer referência à mudança do sistema de produção, ao fim das relações de produção capitalistas.

Notas:

1 http://www.aaweb.org/pelosocialismo/index.php?option=com_booklibrary&task=mdownload&id=584&Itemid=17

2 Id., p. 5.

3 “Organizar o combate das massas contra o poder pessoal, por um regime de democracia avançada, enfraquecer as forças do grande capital na vida nacional, promover um movimento da maioria do povo a favor do socialismo de maneira que os monopólios sejam obrigados a ceder as suas posições sem poder recorrer à guerra civil para contrariar a vontade popular é a melhor forma para abrir a via do socialismo no nosso país.” – Id., p. 19

4 Id., p.18.

5 Id., Ibid.

6 Id., Ibid.

7 Id., p. 13.

8 Livro do XIX Congresso do PCP, ed. Avante!, 2013, p. 283.

9 V. I. Lénine, A Revolução proletária e o Renegado Kautsky, em Obras Escolhidas de V. I. Lénine (OEL), ed. Avante!, em 3 tomos, tomo 3 (1979), p. 74

10 Id., pp. 14 e 15.

11 V. I. Lénine, O Estado e a Revolução, em Obras Escolhidas de V. I. Lénine, em três tomos, Edições “Avante!”, 1982, tomo 2, p. 238

12 V. I. Lénine, O Marxismo e o Reformismo, em Obras Escolhidas de V. I. Lénine, em três tomos, Edições “Avante!”, 1982, tomo 2, p. 116.

Fonte: Desenvolturas e desacatos (blog)

3 reasons for the Portuguese Communist Party being today a supporter of social-democracy

3 reasons for the Portuguese Communist Party being today a supporter of social-democracy:

– Dropped the expression “proletarian dicatorship” from its program in 1974.
– Took the French Communist Party eurocommunist Manifesto de Champigny (1968) and turned it into its program in 1988.
– Tried to explain the crumbling down of the Soviet Union and the eastern socialist countries in 1990 as: “lack of democracy”, “lack of market socialism”, among other repetitions of the Khrushchev and Perestroika lines. These disastrous opportunist thesis of the XIII congress of PCP were never object of further study, further analysis and even less intent to correct them – they were actually confirmed without any serious aditional explanations in other congresses especially during the 90s.

These are not the only reasons that PCP as become another eurocommunist party, but they are certanly among the main reasons. I single them out because the comrades of the blog “que fazer” dare to speak of them and finally some PCP members are criticizing some of these opportunist roots. The comrades of the blog “que fazer” are unfortunatelly very alone in this. I have been saying some of these things for some time, although i have also learned from these comrades. I can only give them my modest support. We are miles away from having a genuine marxist-leninist communist party in Portugal, not because the masses are not educated but because the vanguard is not educated. I believe next week there can be a massive proletarian revolution in Portugal and it will certanly fail, the masses without a solid revolutionary vanguard are helpless no matter how huge, how brave and how determined the masses are.

Translation: What wasn’t said in the 100 aniversary of the October Revolution (Part 2 of the original article)

From the “Que Fazer” Blog
Translation Pelo Anti Imperialismo Blog

Some comments of Pelo Anti Imperialismo Blog: The XIII Congress of PCP (Portuguese Communist Party) judged morally 70 years of the USSR existance without distinctions. As if the time of the creator Lenin was the same as the time of the gravedigger Gorbatchov, as if the time of Stalin that turned the USSR into a super-power was the same as the time of Khrushchev that turned Stalin into a super-monster. This is a distinctive trait of portuguese opportunists: intellectual misery, talking a lot without saying nothing, talking in abstractions, being afraid of pointing facts and discussing details. I remind readers that this is a part of the translation of the link below, between «» it is the quotes of the XIII congress resolution of PCP and further below each quote are the criticisms by the “que fazer” blog comrades.

The translation:

“The defeat of the socialist system and the analysis of PCP:” (written in bold)

“In 1990, on its XIII congress, the PCP (Portuguese CP), while it defended that the defeat of the socialist system did not meant the downfall of socialism, raising up high the flag of its defense, tried to move forward with some explanations of what was happening in the socialist camp, with the historical data and information available at the time. From the beginning it became clear that that theoretical-political work could not be enough. Closer to our days, there were atempts of creation of a working group (“taskforce”, “grupo de trabajo”) that would further develop that work, but those willingnesses were “archived” on some dark corner of the archives (the party’s archives) so that they wouldn’t ever be known. It goes without saying that the analysis produced by other parties and foreign historians had no reflex on the analysis of PCP [footnote 1 invites readers for the site http://www.hist-socialismo.net , where you can find the “thesis on socialism” of KKE on the same topic and countless articles mainly from comrades defending Stalin such as Grover Furr and Ludo Martens]. ”

“One as to remind itself that this Congress considered perestroika as a policy to revitalize socialism, as was said by the top cadres of the CPSU, especially Gorbatchov as its SG, and not as the policy that led (as it really led) to counter-revolution.”

“As we said, later on after the XIII Congress (of the PCP) there was no new development (further deepening the analysis), no document, no resolution from the Central Comittee about this topic. The problem as been summed up (translater’s note: in the speech of PCP’s top cadres) to the declaration that PCP rejects “models” or, at least, the “model” of socialism of the USSR or the other eastern european countries – without specifying the characteristics of that “model” and which parts we accept and which parts we reject. This position doesn’t define what it means with the word “model”, it can be everything and its opposite. It is understandable that, in the urgency of the situation, the XIII Congress would use that expression for lack of better word. 28 years past (the use of these explanations), it is sheer stupidity (utter nonsense, intellectual misery, “indigência”) that constitutes a revision of the marxist-leninist principles.”

“The XIII Congress of PCP gathered 5 fundamental reasons for the difficulties that the socialist system was going through – keep in mind that the USSR had not completly fallen (in 1990), although it was on its death bed with the perestroika. These (reasons) can be summed up as: [footnote 2 invites readers to read the full PCP’s XIII Congress political resolution: XIII Congresso Extraordinário do PCP, Edições «Avante!», Lisboa 1990]”

“1. «[…] Efective people’s power was replaced by a paternalistic, highly centralized political power, more and more away from the desires, the opinion and the will of the people, subtracting itself further and further from the people’s control, taking decisions of purely administrative character and frequently arbitrary and repressive and moved away effectively from the workers and people’s power, away from the (people’s) intervention in the decisions and commitement in the realization of the policies of the country».

“We agree entirely with this thesis when it refers to a particular situation. Nevertheless it is necessary to add which historical moments this thesis can be applied to.”

[…]

“2. «[…] the political democracy came to suffer serious limitations not only in the exercice of power but also in the freedoms and rights of the citizens, in the level of democracy of the elections, the right of association, the right for information, the respect for the value and intervention of the individual, the respect for the declaration of a diversified opinion. […] the repressive character of the State […] the violation of the legality […] absent or inoperative mechanisms of control of power […] fading away of the participation of the masses and the atrophy of the masses creativity».

Marx, Engels and Lenin did not understood democracy as an abstract concept, that is to say they didn’t gave democracy a intrinsic value independent of the historical background and independent of the classes that exercised power. Democracy is always of a class, therefore there is bourgeois democracy and proletarian democracy. The first represses the proletariat and the second represses the bourgeoisie. This notion has not made part of our (PCP’s) theoretical legacy but the path is also made with mistakes and correction of mistakes, with criticism and self-criticism.

What is declared on this point 2 is also not valid for all periods of the socialist construction. It is enough to remember the lively and abundant writings of Lenin that describe countless meetings of the soviets, meetings of the writers associations where he himself spoke, the decisive participation of the trade unions in socialism, the election of the soviet councillors (members of the council, representatives, “deputados”), the election of the leaders (or board, administration) of the companies, the election of the kolkhozes and sovkhoves, the enthusiastic (lively) democratic life of all these structures and all revolutionary artistic activity in which are renowned the arts of Eisenstein, Mayakovski, Máximo Gorki (friend of Lenin), and to remember the first laws and measures of the government to grant rights to the workers and the people (and if it were not like that than it could not be the power of the working class in alliance with the peasantry). No. It is not true what is said above until a certain moment in the history of the USSR and socialism in general. This is what needs to be assimilated for a correct study of the causes of the defeat of the socialist system.”

[…]

“3. «[…] the social property of the main means of production was placed at the service of the interests of the people and the country, free from private property and from the interests of the capitalists. […] meanwhile (or nevertheless in this context), […] in a number of cases the edification (building) of a socialist economy was conceived and executed with an excessive centralization of state property […] not considering the role of the market in the economy and in the economic policy […]».

The conclusions of marxist studies about the economic causes of the defeat of socialism point in the opposite direction [footnote 3 once again draws atention to the works published in hist-socialismo.net]. It was precisely when “the role of the market” started being considered that the economic difficulties of the system started increasing. This path in direction to the “market”, that is to say in direction to the production, circulation and distribution of capialist commodities went along with the problems of the economic centralization (central organization, central guidelines of the political line) and of the role of the planning. That is: the more difficulties apeared in the definiton and fulfilling of the plan the more a bigger role would be given to the “market”. The fast privatization of the most important socialist companies with the counter-revolution are explained precisely because of the increase of their independency while they were still in the period of the socialist economy.”

[…]

“4. «The role of the Communist Party as vanguard of the workers and leading political force of the the socialist revolution was also considered as fundamental for the construction of the socialist society […] nevertheless [, …] in a number of countries the party’s leadership (Central Comittee) […] came to suffocate the internal democratic life of the party instaling (in its place) a system of burocratic centralism […] Confusion and a fusion was made of the tasks and structures of the Party and the State […]»

Confronting this analysis with the reality that today is already known, we acknowledge that there wasn’t too much party but quite the opposite there was too little revolutionary party. The true bolshevik communist party, that should uphold the socialist development, gradually assumed the opposite role. Atrophying (wavering) from the inside, petrifying and adulterating the theory, stopped being linked to the masses in depth, of diving in the masses its roots (translater’s note: hard to translate, could be “of growing roots in the masses”), a simulacrum of socialism was created (virtual, unreal) in the pratical and theoretical levels, a front (facade, fake surface, etc), that fooled many parties, convinced as they were that the USSR moved in the correct path. Once more the thesis can only be correct if it is placed on the historical moment that fits this description.

This turn (shift, departure, “desvio”) started to set in with the rise to power of Khruschov and with the assimilation by the party, through congress resolutions, of a revisionist rightwing line but, obviously, the forces interested in destroying socialism had long before started to act. After the death of Stalin, the CPSU started to abandon marxism-leninism and became vulnerable to the bourgeois ideology. Already we spoke of the about 7 000 dissidents that Khrustchov released from jail and to whom he gave top ranking positions in the Party and the State.”

[…]

“5. «[…] Marxism-leninism was often dogmatized and instrumentalizated to justify outdated (bygone, archaic) or aberrant practices or speculations separated from the concrete situations that drove them to their apologetic vulgarization […] The scholastic repetition of the classics (classic marxist books) and concepts by absolutizing them did not allow (comrades) to find creative answers for the new problems and situations. The confusion between information and propaganda and the divorce of both of them with reality disarmed the militants, the masses and the youth […]»

Already (above in this article) we have made some references to the role of ideological causes in the defeat of the socialist system. It has already been said that socialism would not even have existed on the basis of an ideology such as that which is qualified in this thesis. The revolution could only have been made with a revolutionary theory. Marxism-Leninism is nothing if it does not serve to revolutionize the world and scientifically guide (direct) the construction of socialism and communism in all its phases. The dogmatization and manipulation of Marxism-Leninism is foreign to the interests of the proletariat.

It is impossible to think of the Russian revolution and Lenin, the victory over Nazi-fascism in World War II, and other developments and achievements of socialism without the theoretical and ideological weapons of scientific socialism. In fact, only Marxism could bring about the Russian revolution of 1917 and its victory, with the indispensable complement of Lenin’s genial contributions. The dogmatization and instrumentalisation of Marxism-Leninism began to be visible (its degeneration might already have existed in power in some leaders, take as an example the situation of Yugoslavia and the behavior of Tito, influenced still by Bukharin, in the decade of 40) in the Soviet Union, and afterwards in other socialist countries, with the 20th Congress of the CPSU and N. Khrutshov.

It has happened to almost all of us today to pick up a book from any Russian scholar we had read decades ago and to be shocked by his academism, the detachment of reality, abstraction, simple empty theory without any contribution to theoretical developments in development of socialism (although they were useful as manuals for our learning, not denied) but this we can only see now, with a very bitter lesson from history.

This is a lesson for the world proletariat: the need for communists to understand theory in its essence and to use it for every concrete situation in the historical becoming. To understand theory in its essence means to understand it as an instrument of analysis and not, as it is done, to affix the theory to the conclusion it is intended to draw. The concept of “creative development” or the assignment of the title “creative” to this theory often obscure the review of principles. It is about applying, as an instrument, theory to the analysis of reality, always new, always different. It is revisionism to alter the fundamental principles of the theory with the excuse that it is “creative”; it is reformism to apply in practice the revised theory with the argument that the situation is different from country to country, from one historical era to another, and so on.

[…]

Fonte: Que Fazer Blog

Hope (México)

Let’s talk about hope.

The Mexican Communist Party existed with its communist name from 1919 to 1981 (it was founded in 1917 as the Socialist Workers’ Party, Partido Socialista Obrero, PSO). In 1981 el PCM merged with a bunch of opportunist parties following the eurocommunist line – the revisionist line that since the 1960s was “self-destroying” communist parties in Europe (and influencing communist parties around the world to do the same).

For 13 years, from 1981 to 1994 there was no communist party in Mexico. In 1994 a small number of individual communists joined forces in Mexico to form a new communist party (Partido de los Comunistas Mexicanos), this new party took another long time (more than 10 years) to develop a mature marxist-leninist line.

Hope is accepting defeat, hope is starting over again and hope is not clinging on to the corpse of your failure. The old PCM is gone, after a long process of degeneration, after decades of misunderstanding how marxism-leninism applies in Mexico the old PCM finally died like a fruit is suppose to rot if you don’t eat it in due time. The new PCM (Partido Comunista de México) founded in 1994 is the political heir of the old PCM (1917-1981), but being an heir is not being the same. The new 1994 PCM has new knowledge, new experience (learning from the mistakes of the old PCM) and new learning skills.

The old PCM was hopeless in 1981 and probably many years before that. The old PCM self-destroyed, the old PCM crossed the point of no return, the old PCM threw away its own raison d’etre, its sense of purpose, its reason to exist. The new PCM created a new hope, a new hope on top of the death of the old PCM and I mean something good comes even from the most abject self-defeat: the awareness that you have to create something new, something that fully breaks with your mistakes of the past.

The key here, to understand this mexican communist history (that has many similarities with many other countries), is to learn how to let go, how to move on, how to rebuild your house after a earthquake, fire or flood destroyed it. You don’t build a new house to be as fragile as the one you lost, you build your new house to be stronger than your old one. As I said before true hope comes from knowledge, science, awareness, consciousness.

Knowledge

I don’t have the time for many explanations today. Let’s keep it short. You can not have a society of justice without good intentions. But that does not mean good intentions is what it takes to have a society of justice. In Portugal there is a saying that “hell is full of good intentions”. Why? Beacause good intentions are not enough to do something good. To do something good – and to go as far as building a society of justice – you have to know what the hell are you doing on top of having good intentions, besides having good intentions, aditionally to having good intentions. I mean you need knowledge, you need science to build a fair society (a society without classes). Knowledge, science is not the gift of the most educated, it is not a product of being a genius or any sort of over complicated thing, knowledge-science is experience, learning from experience and always wanting to learn more, a endless quest for knowledge, a serious will to learn more and more. Some of the best marxists started to learn marxism even before having the most basic education, i dare say even before knowing how to read and write. This is the way socialist revolution transcends the narrow sense of pety bourgeois morality we are all so familiar with: our good intentions are only serious if we add konwledge-science to them and from then on we can go forward to clear minded, aware and conscious revolutionary action. Hope lies where hope has a true factual – or shall we say scientifically solid – potential. That is how we transform our dreams of justice into facts.

Don’t hold on emotionally to your defeats, you can not save a factual defeat from being a defeat – as Lenin would say facts are stubborn – but you can learn from them and this will be crucial for your future victory.