Introdução

Pelo Anti-Imperialismo é um blogue colectivo e unitário onde serão divulgados textos sobre as questões do imperialismo, será feita a análise da situação internacional no que concerne ao avanço dos vários blocos imperialistas do nosso mundo, e, ponto fundamental, da luta anti-imperialista desenvolvida pelos povos subjugados com vista à sua libertação.

Os vários autores deste blogue não estarão sempre de acordo em tudo aquilo que escreverem. Têm sensibilidades diferentes, têm posicionamentos políticos diferentes, têm opiniões diferentes sobre uma miríade de assuntos. Têm duas certezas apenas: a de que pertencem à esquerda revolucionária, que os move o desejo de liquidar a exploração do homem pelo homem e da criação de uma sociedade socialista onde o proletariado seja a classe dominante, rumo ao comunismo, a sociedade sem classes. E têm ainda a certeza de que não é possível construir o socialismo e o comunismo sem a derrota do imperialismo, a emancipação dos povos dominados, e o desmantelamento da sua política de agressão e guerra, não através de uma política de pacifismo ao estilo «paz dos cemitérios», mas de uma linha política que se oponha à agressividade imperialista com todas as formas de luta que forem necessárias para a deter e derrotar.

Este blogue é criado pela sensação de que, numa fase histórica em que uma investida imperialista sem precedentes, no campo europeu, se vem desenvolvendo através da UE e do seu processo de integração, a discussão desse problema sob a óptica da luta anti-imperialista está extremamente recuada. Há ainda, por toda a Europa e também em Portugal, forças políticas à esquerda firmemente convencidas da possibilidade de refundação do projecto europeu, da sua humanização, do seu funcionamento a bem dos povos e das classes dominadas. Que não compreendem as consequências desastrosas que semelhante posicionamento político tem na promoção e perpetuação do impreparo dos explorados para defrontar o seu inimigo de classe munido das armas correctas e da estratégia adequada. Que ignoram que é dessa impreparação (fruto de um oportunismo de profundas raízes históricas, bem como de um anticomunismo epidérmico, que é em última instância uma forma de inconsequência) que brotam as derrotas do movimento revolucionário, consecutivamente, alimentando o exaspero das massas, a sua desconfiança no projecto de transformação da sociedade que corresponde aos seus interesses, e as atira para os braços de movimentos fascizantes.

O assunto é importante e merece um debate aprofundado. A ideia de contribuirmos para ele, na medida em que isso nos seja possível, é o que nos move. O desejo de que nos leiam e participem nesta discussão, que importa fazer, a nossa principal aspiração com esta iniciativa.

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