Os resultados eleitorais da Lega Nord (partido fascista) vistos pela imprensa burguesa britânica

Nota: O texto é um excerto de um artigo no The Guardian.

“Ele é visceralmente anti-imigrantes, apelou à demolição de acampamentos ciganos e uma vez referiu o euro como “um crime contra a humanidade”. Matteo Salvini, o bombástico líder do partido racista italiano Liga do Norte, até já acusou o Papa Francisco de fazer um des-serviço aos católicos por promover o diálogo com os muçulmanos.

Nada disto parece parece prejudicá-lo nas urnas de voto. Pelo contrário, na Itália dividida e economicamente deprimida de 2015, parece ser uma fórmula vencedora. O jovem de 42 anos está a na crista da onda depois do seu partido ter feito ganhos eleitorais significativos na zona central da Itália e em zonas tradicionalmente de esquerda, resultados que reflectem a crescente oposição à UE e preocupação com os milhares de imigrantes a desembarcar nas costas da Itália a cada semana.

Naquilo que apenas pode ser visto como uma afronta pessoal a Matteo Renzi (o carismático primeiro ministro de “centro-esquerda”[nota do tradutor: isto é falso, Renzi é um democrata-cristão assumido logo é claramente de direita]), a Liga do Norte de Salvini até alcançou 20% dos votos na Toscania – nunca visto no bastião do PD que conta em Renzi como “filho pródigo”. Salvini chamou ao resultado na Toscania de “sensacional”.

Apesar do Partido Democrático (PD) d Renzi emergir das eleições regionais de domingo como o primeiro classificado, ele perdeu a corrida renhida na Liguria, no norte da Itália, para o candidato do partido Forza Itália de Berlusconi com o apoio da Liga do Norte. E foi esmagado pela Liga em Veneto, a região à volta de Veneza.

(…)

«Eu tenho estado a ouvir as conversas na televisão há uma hora: estou feliz de sermos o papão para muitas mamãs isso tem de querer dizer que estamos certos,» disse um  Salvini sorridente numa rádio italiana. «3 meses atrás era impensável que a Liga do Norte fosse fundamental na Liguria ou capaz de vencer em Veneto. O nosso trabalho começa amanhã, para muitos partidos acaba hoje.»

(…)

Mas os resultados das eleições de domingo mostram que o actual pessimismo económico – apesar da economia mostrar um pífio crescimento após anos de estagnação – está a alimentar a oposição ao primeiro ministro e pode desafiar a sua ambição de reconstruir uma maioria centrista estável na Itália.

«Nós somos a alternativa real a Renzi» disse Salvini no facebook. No twitter, ele agradeceu aos seus apoiantes e avisou Renzi «nós estamos a chegar», usando a sua habitual assinatura #Salvini.(…)”

Fonte: The Guardian

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