A resposta dinâmica do povo aos planos anti-populares do governo e dos credores

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No dia 11 de Junho teve lugar uma impressionante mobilização em Atenas e grandes manifestações do povo em Tessalónica e em 58 outras cidades, que enviaram ao governo de SYRIZA-ANEL, ao capital e à UE a mensagem que as novas medidas anti-populares que estão a preparar às custas do povo encontrarão uma forte resistência. As mobilizações de ontem, organizadas pela Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME), com o apoio de 700 sindicatos e outras organizações populares, são um ponto de partida para a escalada da luta.

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Uma enorme faixa na fachada do Ministério das Finanças

Foram sindicalistas dos sindicatos de Ática que tinham decidido participar nas manifestações que entraram no Ministério das Finanças numa acção de surpresa ao nascer do dia e penduraram uma faixa gigante no telhado do edifício, que está localizado na Praça de Syntagma (a praça central de Atenas) de frente para o parlamento, cobrindo a sua fachada.

A faixa gigante tinha estampados os rostos dos primeiros-ministros anteriores – G. Papandreu, A. Samaras – e de Alexis Tsipras debaixo da sombra da SEV (Federação Helénica de Empresas), decorados com as estrelas da bandeira da UE. Além disso, debaixo de cada rosto estava o número do memorando que impôs cada um ou está prestes a impor ao povo. A seguinte palavra de ordem estava também escrita na faixa da PAME: “Já sangramos o suficiente. Já pagamos o suficiente. Povo, toma o assunto pelas tuas mãos! Bloqueemos as novas medidas e os memorandos permanentes!”

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Ao mesmo tempo em que a faixa era estendida na frente do ministério, uma manifestação massiva de trabalhadores concentrou-se na entrada, com as bandeiras e palavras de ordem da PAME.

A manifestação em Atenas

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Dezenas de milhares de trabalhadores tomaram parte em manifestações massivas e combativas da PAME em Atenas e em todo o país na mesma tarde. Milhares de trabalhadores, desempregados, pensionistas e jovens juntaram-se na praça de Syntagma, ao lado do Ministério das Finanças debaixo da faixa gigante da PAME.

O principal discurso no comício foi de Yiannis Tasioulas, Presidente da Federação de Trabalhadores da Construção Civil. Ele afirmou que as propostas dos credores têm de ser rejeitadas assim como as propostas do governo para a preparação de um novo memorando de medidas anti-populares.

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Como Y. Tasioulas sublinhou: “O governo não tem «linhas vermelhas». Ele diz que a carne se chama peixe de forma a semear ilusões. Está a fazer agora o que fez antes das eleições. Não há compromisso honroso para o povo no âmbito da aliança predadora do poder da UE e do capital.

Há uma solução que nos alimentará através das nossas lutas. Nós temos de reforçar a perspectiva que nós precisamos e vamos satisfazer as nossas necessidades, tomando controlo da riqueza que produzimos e utilizando-a em nosso benefício. A PAME toma a iniciativa, como sempre fez desde a sua fundação até hoje, e faz o chamado para a luta, puxando para o lado o derrotismo, o velho e novo sindicalismo pro-governamental e aqueles controlados pelos patrões.

Todos os trabalhadores têm lugar neste chamado. Aqueles que até ontem poderiam estar cautelosos com as nossas análises. Aqueles que pensavam que os problemas se podiam resolver pela mudança de governo, por uma melhor gestão (governamental). Agora, eles têm de chegar a conclusões, para que possamos juntar forças. Todos os sindicalistas honestos têm de responder ao nosso chamado.”

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Y. Tasioulas apelou à organização da luta popular em resposta às medidas anti-populares,  para lutar pela recuperação das perdas dos trabalhadores, no sentido de satisfazer as suas necessidades actuais, contra a União Europeia e os monopólios.

D. Koutsoumpas: a solução será encontrada na luta operária e popular

O Secretário Geral do CC do KKE, Dimitris Koutsoumpas, participou na manifestação da PAME na Praça de Syntagma. Na sua intervenção ele afirmou que: “o governo já se esqueceu da abolição do memorando e das suas 400 leis aplicadas. Já se esqueceu até das migalhas do programa de Tessalónica. Está a preparar um novo acordo predatório para um novo memorando, com muitas novas medidas anti-populares. A solução será encontrada na organização da luta operária e popular hoje, aqui e agora, no desenvolvimento de uma grande aliança social do povo contra todas estas medidas e pelo reforço do KKE. Neste momento nós estamos a lutar pelos aumentos dos salários, das pensões e dos subsídios, pela consolidação dos acordos colectivos de trabalho (contratos colectivos de trabalho), pelo retorno do salário mínimo mensal para os 751 euros e, obviamente, pela abolição das leis anti-populares, para que possa haver uma recuperação real das perdas do povo e para que os desempregados sejam apoiados de um maneira significativa.”

Fonte: KKE

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