PCM: Qual é destino da luta dos professores?

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MŽxico, DF, 25 de febrero de 2015.- Los dirigentes de la CNTE en Oaxaca y Michoac‡n, RubŽn Nœ–ez y Juan JosŽ Ortega Madrigal encabezaron la marcha del Monumento a la Revoluci—n a la Secretar’a de Gobernaci—n para exigir justicia para el maestro muerto en Guerrero, freno a la represi—n y presentaci—n con vida de los 43 normalistas de Ayotzinapa.

MŽxico, DF, 25 de febrero de 2015.- Los dirigentes de la CNTE en Oaxaca y Michoac‡n, RubŽn Nœ–ez y Juan JosŽ Ortega Madrigal encabezaron la marcha del Monumento a la Revoluci—n a la Secretar’a de Gobernaci—n para exigir justicia para el maestro muerto en Guerrero, freno a la represi—n y presentaci—n con vida de los 43 normalistas de Ayotzinapa.

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Publicado dia 31 de Maio de 2016, pelo Partido Comunista de México (PCM)

Companheiro professor, companheira professora:

Já transcorreram mais de 3 anos de luta contra a reforma educativa, o governo não cede em aplicá-la, e com isso procura acabar com as conquistas laborais dos trabalhadores da educação, como são as prestações laborais e a estabilidade laboral.

Uma vez mais o movimento dos professores está a demonstrar a sua oposição à reforma, usando diversas formas de luta como as marchas, comícios, acampamentos e até confrontações violentas em alguns estados. Mas isto é suficiente para travar a reforma educativa?

Assinalamos que o aumento da repressão não implica a implantação de um governo fascista, mas sim indicam que a dinâmica com que o Estado está a reagir se vai endurecendo e por tanto a nossa organização e métodos de luta também devem elevar-se. Mais ainda quando se está a chegar a momentos decisivos da luta.

A luta dos professores tem duas alternativas, estas se ilustram bem com a experiência do SME [NT: SME é o Sindicato Mexicano de Electricistas] que perante o decreto da sua “extinção” teve duas opções: 1. Tomar as instalações de trabalho e opor resistência organizada ao Estado ou 2. Confrontar o Estado com marchas, processos judiciais, processos de direitos humanos, sentenças da corte inter-americana, etc. a resistência pacífica. O SME optou pela segunda opção e o saldo foi o desaparecimento da companhia eléctrica “luz y fuerza” e do SME, um dos sindicatos de maior história e combatividade praticamente desapareceu sem maior batalha.

Se bem que em 2013, o movimento dos professores tenha tido força para instalar um acampamento no Zócalo [NT: Zócalo é a praça principal da capital do México], o despejo da praça não foi fácil para o Estado. Agora o Estado, enfurecido, impede com toda a facilidade os acampamentos e os relocaliza em zonas onde se evita a visibilidade da luta. O Estado decide o campo de batalha, quer dizer, o movimento dos professores não conseguiu demonstrar a mesma capacidade ofensiva, enquanto que a ofensiva do Estado ao serviço dos monopólios aumenta de maneira faseada, organizada e coordenada a nível nacional.

A derrota do movimento dos professores virá se se decide tomar o caminho da legalidade: recursos de amparo, processos em tribunal, marchas e acampamentos sem uma aliança com os outros sectores que estão sendo afectados como os outros trabalhadores ao serviço do Estado (sector da saúde, trabalhadores do petróleo, etc), com os camponeses e principalmente com os operários de todo o país.

Algumas direcções do movimento dos professores já fizeram pactos com os partidos como MORENA porque este lhes promete abolir a reforma [NT: a reforma “educativa” anti-professores], com isto demonstram que não confiam na força dos trabalhadores e que na realidade já capitularam. Agora atenção, este pacto não significa que o Estado não continue com as medidas repressivas contra os professores.

Se continuamos de marcha em marcha, de plantão em plantão [NT: “plantão” é acampamento] sem nos vincularmos com o resto dos trabalhadores a nível nacional e sem organizar uma resposta a nível da repressão que já exerceram, não se poderá dar uma resposta mais contundente para parar a reforma e o movimento dos professores será derrotado.

Comité Regional do PCM em Valle de México

Fonte: Partido Comunista de México

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