Que Movimento precisamos hoje (Livro da PAME)

syllalhthrio_metanstefsi_29

dav

dav

Que Movimento precisamos hoje

Nas condições de crise económica, nós não devemos tomar como garantido que vai haver automaticamente e espontâneamente um aumento da luta de classes. O impacto da crise tem um carácter contraditório na consciência operária e popular.

A reconstrução do movimento vai passar por longas e duras confrontações com os patrões e com os seus partidos políticos, com os sindicatos controlados pelos governos e pelos patrões e com os vários grupos oportunistas que se adaptam e a reajustam constantemente. Eles vão mudar de cores e de slogans mas sem mudar o fundamental das suas posições. A reconstrução do movimento não vai ser numa linha recta. Nós todos vamos ter explosões e estremecimentos (outbreaks and wobbles), a luta vai ser definitivamente ascendente mas através de dificuldades.

Nós temos de nos armar com a força, paciência e estabilidade da firmeza classista e com com inquebrantável confiança e vontade nós abriremos o caminho para o nosso objectivo. Isso requer um entendimento claro e sólido da questão básica “que tipo de movimento precisamos” e simultaneamente consolidar com firmeza cada passo que damos, para derrubar e eliminar obstáculos e para abrir novos caminhos para a concentração de forças.

Que características são necessárias para responder à questão “que movimento precisamos”:

• Um movimento com orientação de classe, organizado e dirigido contra os patrões, contra as suas leis e contra o seu Estado.
• Um movimento massivo, organizado com profundas raízes e bases nos lugares de trabalho e nos diversos sectores.
• Um movimento liberto dos mecanismos e agentes dos patrões e dos governos.

• Um movimento que está baseado na e desenvolve a aliança social.
• Um movimento que não luta apenas por melhorias parciais mas sim por todas as necessidades da família operária e popular, de forma a derrubar e abolir as relações de exploração.
• Um movimento internacionalista que luta por objectivos unificados em cada país.

Um tal movimento não se desenvolve em terreno fértil, sem obstáculos. Muitas forças e factores interferem que não querem ou não acreditam num tal movimento ou que têm confusões e passam por guinadas pequeno-burguesas, passando da impaciência para a frustração e compromisso.

Nas presentes condições, de profunda crise capitalista,  a agressividade do capital está baseada em elementos profundamente contraditórios.

Apesar do capitalismo estar (está há tempos) historicamente esgotado – e das necessidades de socialização dos meios de produção concentrados e da planificação central e do controlo operário estarem maduras – o movimento revolucionário está em retirada. Assim o poder capitalista age para evitar a ascenção da luta de classes.

Os capitalistas sempre tentam bloquear e descarrilar (mislead) a subida da luta de classes ao nível económico.

A enorme agressão de hoje – comparada com as 2 ou 3 décadas de pós-guerra (mundial) – deve-se à alteração da correlação de forças internacional e à crise. Por este rumo, o sistema, com os seus mecanismos de opressão e manipulação, usa várias tendências para semear a confusão. Essas tendências vão dos oportunistas aos neo-fascistas.

• Eles chamam de luta anti-capitalista a vários slogans para melhorar a gestão do capitalismo.
• Eles promovem como um método para o desenvolvimento do movimento, a acção unida de várias tendências e grupos políticos, sem uma perspectiva.
• Eles questionam a existência de um movimento de classe ou apresentam-no como divisionista (sectário) e apoiam a convergência de ideias e posições opostas.

Contra tais posições e práticas é necessário fazer um duro trabalho organizacional, além de acrescida vigilância (estar alerta) e um esclarecimento persistente e sistemático da classe operária. Não é aceitável, falar em reconstrução, falar sobre um movimento que combate e enfrenta o poder dos monopólios e ter uma organização balofa, amadorismo e trapalhadas na nossa acção.

A intervenção para a reconstrução do movimento com orientação de classe (classista) significa intensificação da intervenção político-ideológica nas organizações de massas da classe operária. De forma a perceber a necessidade de colidir não apenas com qualquer governo mas com a classe no poder – para compreender a necessidade de mudar a classe no poder.

Fonte: PAME – Livro da PAME

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s