PAME: Greve Geral Nacional da Grécia a 8 de Dezembro!

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7 de Novembro de 2016

A PAME apela à Greve Geral Nacional em 8 de Dezembro!

TODOS À LUTA!

Nós exigimos direitos no trabalho e na vida, baseados nas nossas necessidades e no nosso tempo – o Século 21!

Colegas, desempregados, auto-empregados, cientistas, camponeses, pensionistas, jovens homens e mulheres com condições de trabalho flexíveis e salários de migalhas, não aceitem a nova barbaridade!

A PAME apela a todos os sindicatos, a todas as Federações, a todas as Uniões Regionais de Sindicatos, a todas as associações, a todos os trabalhadores para decidirem participar numa Greve Geral a nível Nacional tanto no sector Público como no Privado em 8 de Dezembro. Nós não vamos perder mais tempo!

Chega de chantagens, chega de mentiras e chega de embustes. Uma nova ronda de ataques começou como foi predeterminado há muito tempo pelo governo, pela UE, pelo FMI, pela SEV (Federação Helénica de Empresas) e pelas associações de empregadores, pelos partidos que votaram a favor do 3º Memorando e pelos líderes sindicais amarelos (afiliados da CES). Eles querem mão-de-obra ainda mais barata custe o que custar. Eles querem eliminar todo o direito laboral que ainda resta.

A negociação entre o Governo Grego e a UE, FMI e BCE começou numa bem conhecida base comum de chantagens e ameaças aos trabalhadores. Os resultados (dessas negociações), que ou assentam nos estudos da Comissão de “especialistas” ou na “Declaração Conjunta” dos parceiros sociais ou nas “melhores práticas Europeias”, levaram a:
– A que se alarguassem a mais trabalhadores as condições de trabalho precárias tipo sweatshop em benefício dos grupos empresariais.
– À legalização massiva dos layoffs, ao enfraquecimento do salário mínimo (já cortado), à legalização do lockout, à limitação ou proibição dos direitos e liberdades sindicais e a novos impostos brutais para o povo.
– Também permitiram que as casas dos pobres lhes fossem retiradas e leiloadas.

Eles não vão parar a não ser que sejamos nós a  pará-los!

As nossas vidas andam para trás todos os dias para que os lucros e privilégios dos grupos monopolistas possam aumentar. As mais de 530 Federações Sindicais, Uniões Regionais de Sindicatos e Sindicatos que avançaram e participaram nas mobilizações de 17 de Outubro contra a política anti-popular e na luta por Contratos Colectivos de Trabalho, mostram o caminho da organização e confrontação que tem ser aberto diante de nós.

Nós exigimos:

• O cancelamento de todas as medidas anti-trabalhadores e das leis anti-segurança social dos últimos anos.

• A restauração do salário mínimo básico, a abolição dos parâmetros anti-trabalhadores dos Acordos Colectivos de Trabalho e a reintrodução negociação colectiva sectorial.

• A abolição da nova folha de pagamento (payroll) e da avaliação reaccionária do sector público, o reestabelecimento dos 13º e 14º meses de salário e a cobertura das perdas salariais dos empregados do sector público.

• Contratos Colectivos Sectoriais com aumentos salariais de forma a cobrir as enormes perdas nos rendimentos dos trabalhadores em cada sector e em cada local de trabalho.

• O reestabelecimento das pensões e dos subsidios nos valores anteriores aos cortes.

• A proteção dos desempregados com um aumento no subsidio de desemprego.

• Colocar um travão na taxação com impostos dos trabalhadores.

• Fazer os industriais, banqueiros e donos de navios pagar pela crise.

Colegas, trabalhadores e desempregados,

Ignorem as vozes do compromisso e da subjugação que estão a ser cultivadas em conjunto pelo governo, pelos grandes empregadores, pelos partidos que assinaram o 3º Memorando e pelas lideranças comprometidas da GSEE e da ADEDY (afiliadas da CES na Grécia) que participam nos “diálogos sociais” pre-ensaiados, eles assinam “declarações conjuntas” e “estudos conjuntos” com os carniceiros da classe trabalhadora.

Nós não temos nada de bom a esperar da “negociação”, da “compaixão” dos empregadores que não existe e do crescimento capitalista que eles pregam. O seu “desenvolvimento” vai ser banhado no sangue das crianças da classe trabalhadora, que estão condenadas ao desemprego, ao trabalho barato e às condições de trabalho flexíveis!

Nada de esperas e nada de adiamentos!

Nós respondemos: Greve Geral Nacional na Grécia a 8 de Dezembro!

Fonte: PAME

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