Category Archives: Imperialismo

PC de Itália: Unidade Comunista: os pontos da discussão (ponto 2)

A unidade é um objectivo a alcançar e pelo qual queremos contribuir com alguns pontos, dentro do ponto de vista que para a unidade e para a reconstrução tornaram-se irrenunciáveis. Em particular:

2) A centralidade da análise leninista do imperialismo, como fase superior do capitalismo. O imperialismo não pode ser reduzido a uma das suas fenomenologias, nomeadamente a agressão militar. O movimento comunista não pode tomar parte estrategicamente por uma ou por outra união das forças imperialistas em luta e a luta dos comunistas é levada a cabo, acima de tudo, pela libertação da exploração capitalista e pela saída do próprio país da União Europeia, da NATO e de qualquer outra aliança imperialista.

L’unità è un obiettivo da perseguire e per il quale vogliamo contribuire con alcuni punti che, nell’ottica di unità e ricostruzione diventano irrinunciabili. In particolare:

2) la centralità dell’analisi leninista dell’imperialismo, come fase suprema del capitalismo. L’imperialismo non può essere ridotto ad una delle sue fenomenologie, ossia l’aggressione militare. il movimento comunista non può prendere parte strategicamente per uno o per un altro schieramento di forze imperialiste in lotta e che la lotta dei comunisti è rivolta, prima di tutto, alla liberazione dallo sfruttamento capitalistico e all’uscita dei propri paesi dall’Unione Europea, dalla Nato e da ogni alleanze imperialista;

 

Fonte: Partito Comunista (de Itália)

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A classe operária em Portugal

A intensidade da exploração, as desigualdades e a estratificação da classe operária industrial, dos trabalhadores do sector dos serviços e agrícolas.
-Por vínculo.
Tendo em conta que Portugal conta com uma força de trabalho de 5,2 milhões de trabalhadores activos e desempregados (dados da Wikipédia, “economia de Portugal” citando o INE num boletim de 10 de Fevereiro de 2016), portanto são:
– 900 mil precários.
– 1 milhão de clandestinos.
– 690 mil desempregados.
-Por salário.
Nos números oficiais do INE. Em 2017 30% dos trabalhadores assalariados ganham 600 euros ou menos (o salário mínimo é 560 euros e sobe para 580 euros em Janeiro de 2018). Em 2017 outros 30% dos assalariados ganham entre 600 e 900 euros. Em 2017 24% dos assalariados ganham entre 900 e 1800 euros. Em 2017 3% dos assalariados ganham entre 1800 e 2500 euros. Em 2017 1,3% dos assalariados ganham de 2500 euros para cima. Nesta tabela aparece estranhamente 11% de salários “não classificados”.
(Fonte: Eugénio Rosa 2017)
Acresce aos dados oficiais que os trabalhadores clandestinos ganham o salário mínimo ou menos. É preciso esclarecer que todos os trabalhadores que ganham 600 euros ou menos hoje em Portugal são pobres. E acrescem também os desempregados (mais de metade não ganham nada, nenhum subsídio de desemprego e a maioria dos restantes ganham menos que o salário mínimo). Os reformados e pensionistas (pensão de velhice e de invalidez) são outro sector social que ganham na grande maioria (1,6 milhões deles) um rendimento mensal igual ou abaixo dos 600 euros – dentro dos quais um grande grupo ganha até menos de 300 euros (250 mil pensionistas).
(Fontes: Eugénio Rosa 2017)
As empresas que concentram um grande número de operários e as empresas que concentram um grande número de empregados
Ranking das empresas que mais empregam em Portugal
Pingo Doce – Distribuição Alimentar, SA – 22.117
Modelo Continente – Hipermercados, SA – 22.115
Randstad Recursos Humanos, Empresa de Trabalho Temporário, SA – 15.070
CTT – Correios de Portugal, SA – 10.904
Auchan Portugal Hipermercados, SA –  7.827
Kelly Services Empresa de Trabalho Temporário – 7718
MEO Serviços de Comunicações e Multimédia –  7.649
Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra E.P.E – 7.363
Transportes Aéreos Portugueses, SA – 7.153
Prosegur – Companhia de Segurança, Lda – 6.909
Tempo Team Recursos Humanos, Empresa de Trabalho Temporário, Lda – 6.480
Iss Facility Services – Gestão e Manutenção de Edifícios, Lda – 6.053
Mota-Engil Engenharia e Construção África – 5207
Andrade Gutierrez Europa África Ásia – 5175
Securitas e Tecnologia Serviços de Segurança – 4998
“Os dados são da Revista Exame, que elabora anualmente uma lista das 500 Maiores & Melhores Empresas de Portugal (edição de  dezembro de 2015, analisando o ano de 2014).”
Lista de empresas por número de operários (directamente da empresa + subcontratados no parque industrial + subcontratados no resto do país):
PT/MEO: 7600 – Telecomunicações
TAP: 7100 – Transportadora aérea
Autoeuropa: 3000+2300+4000 – Automobilística
PSA Mangualde: 700 – Automobilística
Mota-Engil Engenharia e Construção África: 5200 (23000 em todo o mundo) – Construção civil
Andrade Gutierrez Europa África Ásia: 5100 – Construção civil
Teixeira Duarte: 11000 (em todo o mundo) – Construção civil
Cimpor: 8400 (em todo o mundo) – Cimenteira
GALP: 6800 (em todo o mundo) – Energia/Petróelo
EDP: 12100 (em todo o mundo) – Energia/Electricidade
Portucel/G.Sempa: 2200 – Pasta de papel
Secil/G. Semapa: 2000 (?) – Cimenteira
Cortiçeira Amorim: 3700 (em todo o mundo) – Rolhas de garrafa
Unicer/Super Bock: 15000 (em todo o mundo) – Cerveja, vinhos, águas, bebidas
Grupo Lusiaves: 2500+2000 – Alimentar
Comboios de Portugal: 2700 – Comboios
Carris: 1900 – Autocarros
STCP: 1500 (?) – Autocarros
EFACEC/G. Mello: 2300 – Componentes eléctricos
Siderurgia Nacional: 750 – Metalúrgica
Lisnave: 400 – Construção naval
ENVC 250 (?) – Construção naval
OGMA: 180 (?) – Peças para aviões
Delta: 3000 – Torra e empacotamento de café
Há outras indústrias que empregam muitos operários mas são sempre empresas de pequena e média dimensão (abaixo de 1000 por empresa e por fábrica) como é o caso da indústria têxtil e do calçado.  Nos anos da crise capitalista recente estas indústrias foram completamente arrasadas. Segundo esta notícia de 2016 no sector do calçado laboram mais de 43000 pessoas e até tem tido crescimento ao nível dos postos de trabalho. https://www.dinheirovivo.pt/economia/industria-do-calcado-criou-mais-de-9200-empregos-desde-2010/
As indústrias mais dominantes, mais empregadoras e mais lucrativas são: a Indústria automóvel, a Construção Civil, os transportes e as indústrias básicas de energia e telecomunicações. A única grande indústria de fábricas mesmo, de produção de mercadorias em Portugal é a indústria automóvel (e unicamente pela instalação em Portugal de uma fábrica da Volkswagen e outra da PSA/Peugeot/Citroen). A indústria dos transportes é estratégica em todo o mundo no auge do capitalismo globalizado em que estamos e Portugal é estrategicamente um ponto de passagem de mercadorias e um país importador massivo. Portugal importa muito e exporta muito pouco em termos de mercadorias, por outro lado Portugal exporta bastantes capitais – o que quer dizer deslocalização de empresas e crescente desemprego em Portugal. O sector da construção é também um sector industrial importante e este sector está muito associado à banca e à especulação imobiliária.
Em tempos de crise da Banca o sector da Construção desaparece e as grandes indústrias de Portugal ficam reduzidas a duas fábrica de automóveis e ao sector dos transportes. Isso reforça o poder das indústrias básicas que são o sector da Energia e o sector das Telecomunicações – que associam cada vez mais Portugal a ser estrategicamente um país consumidor de mercadorias e não produtor de mercadorias.
Empregos e sectores que são destruídos
A indústria pesada, especialmente todo o sector metalúrgico, foi quase completamente destruída dentro dos acordos de entrada de Portugal na CEE e na UE. Nesse âmbito foi também praticamente destruída a indústria naval e várias indústrias fornecedoras de peças para o transporte ferroviário e aéreo que estavam ligadas ao exército português. A empresa ferroviária está a ser destruída aos poucos e as suas linhas estão a ser desmanteladas (em alguns casos raros à volta das cidades são substituídas por metros). Sobre as privatizações era preciso todo um longo artigo a falar disso. Mas é sobretudo importante a história dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC, sector Naval) e da Sorefame (material circulante ferroviário) como exemplos de destruição de sectores económicos inteiros por via da privatização.
A internacionalização do capital (a falsa disputa entre capital nacional e internacional)
Em tempos de crise financeira, crise dos bancos, o sector da construção sempre desaparece. Nos últimos anos Portugal saiu da sua crise capitalista (da sua crise “para os capitalistas”) entrando numa bolha especulativa do turismo associada ao sector imobiliário (e portanto à banca). O turismo está a crescer em Portugal de uma forma exponencial. Claro que a construção é por sistema muito vulnerável porque só pode realmente ser lucrativa numa economia capitalista em forte expansão. Os capitalistas da construção como quase todos os capitalistas dos sectores mais estratégicos lidam com estes problemas de bolhas exportando capitais para outros países. E ao exportar capitais – por exemplo as empresas de construção durante a crise de 2009 a 2014 estiveram em peso em Angola – os capitalistas pedem aos técnicos, engenheiros e operários especializados para virem também trabalhar para outro país mas o grosso do trabalho não é técnico nem especializado, o grosso do trabalho é braçal e não-qualificado, trabalho que por exemplo é muito mais barato em Angola do que em Portugal.
Os maiores capitalistas, com maiores lucros
A LISTA DOS MILIONÁRIOS
1. Américo Amorim: 2484,2 milhões de euros – GALP, Cortiçeira Amorim (cortiça, energia/petróleo)
2. Alexandre Soares dos Santos: 1763,2 milhões de euros – Pingo Doce (hipermercados)
3. Belmiro de Azevedo: 1382,5 milhões de euros – Sonae/continente (hipermercados/shoppings)
4. Família Guimarães de Mello: 1189,4 milhões de euros – Mello saúde, EFACEC (grupo saúde privada, indústria eléctrica, indústria química, naval, ex-CUF que era um grande monopólio fabril)
5. António da Silva Rodrigues: 967 milhões de euros – Grupo Simoldes (indústria química, plásticos)
6. Família Alves Ribeiro: 663 milhões de euros – Alves Ribeiro (construção)
7. Fernando Campos Nunes: 539,2 milhões de euros – Visabeira (Imobiliário, turismo, telecomunicações,)
8. Dionísio Pestana: 506,6 milhões de euros – Hóteis Pestana (hotelaria)
9. Maria Isabel dos Santos: 448 milhões de euros  – Banca
10. Fernando Figueiredo dos Santos: 448 milhões de euros
11. Luís Silva e Maria Perpétua Bordalo Silva: 419,2 milhões de euros
12. Manuel Rui Azinhais Nabeiro: 391,8 milhões de euros – Delta (torra e empacotamento de café)
13. Nuno Macedo Silva: 378,4 milhões de euros – Grupo RAR (indústria alimentar)
14. Pedro Queiroz Pereira e Maud Santos Mendonça: 358,7 milhões de euros – Semapa (cimenteira e indústria da pasta de papel)
15. Manuel Alfredo de Mello e família: 345,3 milhões de euros
16. Humberto Pedrosa: 309,5 milhões de euros
17. António Mota e irmãs: 300,8 milhões de euros
18. António Manuel Gonçalves, Fernando Gonçalves e Maria Helena Gonçalves: 267,4 milhões de euros
19. Carlos Moreira da Silva: 263,1 milhões de euros
20. Arlindo Costa Leite, Armando Costa Leite e Gabriela Costa Leite: 234,8 milhões de euros
21. Paula Isabel Cordo Boullosa e família: 233,4 milhões de euros
22. Familia Salvador Caetano: 231,1 milhões de euros
23. Maria de Lurdes Soares dos Santos: 224,1 milhões de euros
24. Maria Helena dos Santos Mota Goya: 224,1 milhões de euros
25. Manuel Champalimaud: 211,8 milhões de euros
Fonte: revista exame 2015
Os empregos que são criados neste século em Portugal
“Somando, conclui-se que 87,3 mil empregos (85,3%) dos 102,3 mil empregos criados no 2º Trim.2017 foram na Agricultura, na Construção, Alojamento e Restauração, portanto atividades caracterizadas por baixos salários e algumas delas pela sazonalidade.” (Fonte: Eugénio Rosa 2017)
O emprego está a aumentar sobretudo na hotelaria/turismo e na construção. Há também um aumento do trabalho meramente sazonal no sector agrícola que certamente também é alimentado pelo turismo (por exemplo a procura dos turistas por vinhos portugueses é um fenómeno do turismo em Portugal).
Mais de metade do emprego criado nos meses de 2017 em que cito Eugénio Rosa (economista da CGTP e do PCP) são precários, fora o que não está nos números oficiais. O que não está nos números oficiais é o muito numeroso falso trabalho independente (falso auto-emprego) que também é precário, a subcontratação que também é precária e o trabalho clandestino em que os sectores que criam a maior parte do emprego são precisamente os grandes protagonistas – é na hotelaria/turismo, construção e agricultura que está o grosso do trabalho clandestino.

assinatura de posição conjunta entre o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda, com Antonio Costa Secretario Geral do Partido Socilaista, Catarina Martins , Porta-voz do Bloco de Esquerda Carlos Cesar Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socilaista e Jorge Costa, vice Presidente do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, e Pedro Nuno Santos, vice Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista

«Política do pau e da cenoura» – a complementaridade entre as migalhas da social-democracia e a repressão do fascismo

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A expressão «política do pau e da cenoura» contém os elementos da expressão inglesa carrot and stick.

Com estas palavras pretendemos dizer que qualquer cavalo (ou burro) pode correr se o cavaleiro pendurar uma cenoura à frente do focinho. Se este processo não for suficiente, então ele usará o pau (ou o chicote).

Em sentido figurado, queremos dizer que há métodos políticos que recorrem também ao “pau” (métodos mais violentos) e à “cenoura” (compensações aliciantes) na persecução dos seus objectivos.

Fonte: Ciberdúvidas

Trump Presidente. Il progressismo sconfitto dal voto popolare.

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November 9, 2016

di Alessandro Mustillo

Lo schiaffo all’establishment americano è compiuto. Donald Trump è il nuovo presidente degli Stati Uniti, dopo aver battuto Hillary Clinton con un ampio margine di grandi elettori. La vittoria repubblicana travolge i democratici anche al Congresso e al Senato, anche se in termini percentuali di voto popolare, che come noto non è un fattore dirimente nel sistema elettorale ultra-maggioritario americano, il divario si riduce a un milione di voti, abbondantemente meno dell’1%. Un’America spaccata senza dubbio, costretta tra l’alternativa di un candidato marcatamente di destra che si presenta in un’ottica anti-establishment e una candidata democratica, emblema di tutto ciò che c’è di negativo della classe politica americana. Il risultato americano conferma un trend ormai consolidato: allo scollamento del fronte “progressista” dai settori popolari, corrisponde una presa di quei settori da parte di una destra reazionaria, che si accredita come anti-establishment. La sinistra imposta la sua battaglia su temi civili, sulla tenuta rispetto al rischio dell’avversario, e quindi accoglie tra le sue braccia il sostegno dei settori dominanti del capitale. La destra vince sulle contraddizioni sociali, pur rappresentando solo un’altra visione dei settori capitalistici, porta dietro di sé il consenso del ceto medio proletarizzato dalla crisi e dei settori dei lavoratori, abbandonati a sé stessi e privi di una reale coscienza politica.

L’elezione di Obama era stata presentata come una grande speranza di cambiamento per l’America e il mondo. Anche in Italia tutta la sinistra si era ricompattata, dal PD a Rifondazione, valorizzando la vittoria dei diritti civili nel paese della divisione tra neri e bianchi. La sinistra radicale in particolare aveva insistito su questo aspetto, come spesso accade, tentando di importare modelli e miti dall’estero. I comunisti, quelli coerenti – sembra sempre brutto fare questo discorso e ci si espone alle critiche su contrasti, divisioni, litigi, ma purtroppo alla prova dei fatti le cose stanno così – non si erano per nulla entusiasmati, ricordando la celebre espressione di Fidel Castro per cui democratici e repubblicani sono solo due facce della stessa medaglia. La prova dei fatti ha dato ragione a noi, mentre ci meritavamo i consueti appellativi di “settari” “stalinisti” perché non ci allineavamo alla vulgata generale. Obama è stato l’utile strumento delle classi dominanti americane in un periodo di crisi. Ha portato avanti la politica imperialista in medio oriente e africa, tra primavere arabe e interventi diretti. Ha acuito i contrasti internazionali con la Russia. Ha fatto qualche timida apertura a progetti sociali interni, tutti a ribasso su un programma già di compromesso e pienamente compatibile. Nella sua presidenza il gap sociale tra i grandi ricchi della finanza e le classi popolari è aumentato. Dulcis in fundo la divisione tra neri e bianchi, ossia la questione dello sfruttamento e delle condizioni del proletariato e del sottoproletariato dei ghetti americani è rimasta inalterata, con nuovi casi di uccisioni, e contrasti che si acuiscono nella società americana, nonostante il presidente nero. Anche il disgelo con Cuba esaltato dai settori progressisti altro non è stato che un tentativo di ottenere con altri mezzi la capitolazione del socialismo nell’isola, con il blocco economico ancora pienamente operante.

Michael Moore aveva ammonito sulla vittoria di Trump. Onore al merito per aver colto ciò che stava realmente accadendo nell’America profonda. Ma le sue parole sono interessanti anche per capire quale sia lo spirito dello scontro tra settori in atto. Moore afferma: «La sinistra ha vinto la guerra culturale. I gay e le lesbiche possono sposarsi. La maggioranza degli americani ora adotta posizioni liberali in quasi tutti i quesiti elettorali. Paga uguale per le donne. Legalizzazione dell’aborto. Leggi più severe in materia ambientale. Più controllo sulle armi. Legalizzazione della marijuana.» Tolta la parità salariale per le donne, non esiste un provvedimento di natura sociale che venga seriamente preso in considerazione. Mentre la sinistra vince su una presunta battaglia culturale, registra l’accettazione culturale nella società di un avanzamento sul tema dei diritti civili, dimentica completamente il tema dei diritti sociali, che lascia a ricette della destra.

Trump ha vinto nei distretti industriali del paese dove maggiormente si sente il peso della crisi. Ha promesso di riaprire le fabbriche e riportare gli americani disoccupati a lavorare. Ha vinto tra i lavoratori, tra le classi medie proletarizzate e sotto-proletarizzate, tra i contadini. Lo stesso accade da tempo nei distretti industriali francesi dove vola il FN, è accaduto in Gran Bretagna con il voto sulla Brexit, pur con tutte le differenze si evidenzia nel voto al M5S nelle periferie popolari delle grandi città italiane e così via. Questo non fa di Trump un candidato a favore dei lavoratori, non trasforma una forza reazionaria in una forza autenticamente e realmente progressista. Trump ha promesso meno ingerenze negli affari degli altri paesi, questo non ne fa un candidato antimperialista. Ma è significativo che su tutti questi temi il fronte “progressista” sia più arretrato di una forza reazionaria, più allineato esplicitamente agli interessi delle classi dominanti. Si comprende allora che ogni sostegno orientato sulla logica del “meno peggio” verso i democratici – come anche in questa occasione fatto da PC Usa – non solo sia sbagliato in termini reali, ma è una lingua che le classi popolari non possono parlare. Ogni teoria si infrange davanti alla realtà, ogni previsione viene smentita perché gli interessi dei settori dominanti del capitale non riescono più ad esercitare direttamente quell’egemonia attraverso partiti e figure politiche tradizionali. Il ceto medio piccolo borghese che è il fattore dirimente in questo processo riesce ad impostare la sua lotta politica solo nei confronti della casta, non può dare ampio respiro ad un reale processo di emancipazione popolare. Limita la sua visione al capitalismo tradizionale.

Cosa sarà Trump? Difficile dirlo con precisione. Forse il presidente che contribuirà a minare ulteriormente l’egemonia statunitense, in un processo che appare irreversibile nelle tendenze economica ormai consolidate, che vedrà un ulteriore stimolo anche in termini di immagine. Un Presidente che si riallineerà immediatamente ai settori dominanti? Probabile che entrambe queste risposte siano vere. Di certo è improbabile che si realizzino quegli scenari apocalittici prospettati da chi in questi mesi per giustificare il voto verso la Clinton vedeva in Trump una sorta di Hitler in provetta. Nè d’altra parte si realizzeranno facili automatismi sostenuti da qualche interprete della geopolitica da risiko. E’ possibile che, come sempre accaduto, i margini reali dell’azione di un presidente americano siano assai limitati. Che gli interessi economici e politici veri, i settori del capitale imperialista che negli USA hanno il loro primo avamposto mondiale, siano in grado di determinare la politica della più grande potenza economica e militare del pianeta, quasi indipendentemente dall’inquilino della Casa Bianca. Anche quelle classi popolari che a Trump hanno dato fiducia non guadagneranno nulla da un cambio di presidente, in un sistema economico-sociale intatto, in cui settori della borghesia riusciranno invece ad incrementare i propri profitti anche grazie alle proposte su tasse, privatizzazioni, e politica economica che il candidato repubblicano ha avanzato. Ricordiamo poi che Trump è un vecchio finanziatore della Clinton, è pur sempre un capitalista che per quanto giochi a presentarsi come anti-establishment ne fa a pieno titolo parte. Il gioco sul mito dell’imprenditore che si è fatto da solo, del sogno americano, dell’anti-retorica che lo rende alla portata dell’americano medio, non cancella il discrimine di classe di una politica che ricorda tanto quella della Roma antica dove il dibattito tra populares e optimates si svolgeva pur sempre tra famiglie dell’aristocrazia cittadina. Un segnale ulteriore dell’arretratezza della reazione delle classi popolari americane la cui scelta è pur sempre legata a esponenti di fazioni borghesi, tra due nemici di classe.

L’interesse si sposta poi sull’Europa. All’inizio degli anni ’90 la vittoria di Clinton aprì il ciclo delle vittorie “progressiste” in vari paesi europei. Blair nel Regno Unito, Prodi in Italia. La vittoria di Trump è un segnale e apre ad una ondata di destra sul continente europeo. Un vento che già soffiava, ma che adesso può diventare un tifone. La destra francese, inglese, persino in Germania e Italia sarà certamente galvanizzata da questo risultato. Il voto contro la casta, contro l’establishment è indubbiamente la tendenza di questa fase, ma è una prigione per le classi popolari. E’ un voto che divide gli oppressi, che ha nell’immigrazione un punto cruciale e che finisce per portare la rabbia popolare sul binario della lotta tra poveri, distogliendolo dal terreno del conflitto di classe. Non saranno coalizioni con le forze socialdemocratiche a invertire la rotta, come già visto varie volte, perché il meno peggio è il modo migliore per consegnare alla destra populista vasti settori delle masse popolari. Non sarà appoggiare nuove forme di socialdemocrazia di sinistra, che dove già al governo, come in Grecia, mostrano tutti i loro limiti storici. Il problema della soggettività autonoma della classe operaia capace di legare attorno a sé i settori più combattivi delle masse subalterne è la questione del nostro tempo, non rimandabile, unica che possa costruire un’azione delle classi popolari autonoma da tendenze inconcludenti e avventure reazionarie.

Fonte: La Riscossa