Category Archives: Internacionalismo Proletário

Sindicalismo de conciliação de classes e sindicalismo de luta de classes, casos recentes no sector dos transportes

Nos últimos meses do governo de Passos Coelho o seu governo burguês do PSD colocou em marcha uma série de privatizações no sector dos transportes – TAP, CP Carga, Metro de Lisboa, STCP (que é do Porto), Transtejo, Softlusa e Carris. A origem do governo de António Costa do PS apoiado por acordos parlamentares pelo PCP e pelo BE têm origem naquele ataque do PSD aos trabalhadores dos transportes. Os sindicatos dos transpores nomeadamente dirigidos pela Fectrans (que hoje comprovadamente mostra domina-los) da CGTP tinham uma experiência de greves superior à generalidade dos sindicatos de todos os outros sectores, uma taxa de filiação grande e enfim tinham toda a capacidade de convocar uma greve do sector dos transportes como nunca vista em Portugal – de facto fora da “função pública” e mesmo em empresas “do Estado” nunca há greves sectoriais em Portugal (salvo a honrosa excepção das greves da cantinas lideradas pelo excepcional sindicato de hotelaria do norte). Em vez de uma greve sectorial dos transportes que era lógica no final de mandato do Passos Coelho para ganhar a anulação das privatizações e fusões através da luta, as greves da Fectrans foram miseráveis e mesmo no colosso da TAP não foi sequer possível unir as diferentes capelinhas profissionais da CGTP para fazer uma greve da empresa. Na TAP aliás devia fazer corar de vergonha a cúpula sindical da CGTP que os pilotos da TAP (sem dúvida aburguesados e amarelos) tenham feito mais greve que todos os sindicatos da CGTP da TAP juntos com os seus raquíticos protestos de “categoria profissional” cada um por si. Passadas as vergonhas havia algo que se preparava porque a Fectrans não tinha se vergado daquela maneira por acaso. A campanha eleitoral seguinte mostrou o que os sindicalistas da Fectrans pretendiam: o acordo do PCP e do BE com o PS para um governo do sindicalismo traidor e das meias tintas. Uma vez governo do PS instalado e PCP e BE vergados procedeu-se à falsa anulação das privatizações da STCP e Metro de Lisboa (entregues depois à “municipalização” que privatiza pela porta do cavalo), à anulação ilusória da fusão da Transtejo, Softlusa e Carris (que pode dar outra “municipalização” também) e à aberta traição na TAP (privatizada a 50%) e na CP Carga (privatizada a 100%!).

E que desculpem esta longa introdução mas serve esta verdadeira história recente da Fectrans e da CGTP para dizer que em Itália os “sindicatos de base” ou confederações sindicais minoritárias (entre as quais a SGB apoiada pelos comunistas italianos) fizeram uma greve sectorial nacional dos Transportes e da Logística com grande impacto, obrigando o ministro dos transportes italiano e as confederações sindicais maioritárias a ladrar que “há demasiadas” greves no sector. E esta greve sectorial em Itália uniu na greve trabalhadores de empresas do Estado e do sector privado (quando a Fectrans nem as lutas “do Estado” é capaz de unir, muito menos as do privado) contra vários ataques aos trabalhadores do sector.

Moral da história: tem muito mais força um David vermelho que um Golias amarelo.
Os sindicatos não se medem pelo número de filiados mas sim pela combatividade na linha da luta de classes.

Massima mobilitazione per lo sciopero generale del 27 ottobre (Partito Comunista, Itália, Settembre 2017)

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As 21 condições de admissão dos Partidos na Internacional Comunista (1920)

O II Congresso Mundial estabelece as seguintes condições de admissão na Internacional Comunista:

1.

A propaganda e a agitação cotidianas devem ter um caráter efetivamente comunista e corresponder ao programa e às resoluções da III Internacional. Os órgãos de imprensa controlados pelo Partido devem ter a redação a cargo de comunistas fiéis, provadamente devotados à causa proletária. A ditadura do proletariado não deve ser abordada como um simples chavão de uso corrente, mas preconizada de modo que todo operário, operária, soldado e camponês comum deduza sua necessidade dos fatos da vida real, mencionados diariamente em nossa imprensa.

As editoras partidárias e a imprensa, periódica ou não, devem estar inteiramente submetidas ao Comitê Central do Partido, seja este atualmente legal ou não. É inadmissível que as editoras abusem de sua autonomia e sigam uma política que não corresponda à do Partido.

Nas páginas dos jornais, nos comícios populares, nos sindicatos, nas cooperativas e onde quer que os partidários da III Internacional encontrem livre acesso, é indispensável atacar de modo sistemático e implacável não somente a burguesia, mas também seus cúmplices, os reformistas de todos os matizes.

2.

As organizações que desejam filiar-se à Internacional Comunista devem afastar de modo planejado e sistemático os reformistas e os “centristas” dos postos minimamente importantes no movimento operário (organizações partidárias, redações, sindicatos, bancadas parlamentares, cooperativas, municipalidades etc.) e substituí-los por comunistas fiéis, sem abalar-se com o fato de às vezes ser necessário, de início, trocar militantes “experientes” por operários comuns.

3.

Em quase todos os países da Europa e da América, a luta de classes está entrando na fase da guerra civil. Em tais condições, os comunistas não podem confiar na legalidade burguesa e devem formar em toda parte um aparelho clandestino paralelo que possa, no momento decisivo, ajudar o Partido a cumprir seu dever perante a revolução. Nos países onde os comunistas, por conta do estado de sítio ou das leis de exceção, não podem atuar em total legalidade, é absolutamente indispensável combinar o trabalho legal e o clandestino.

4.

O dever de propagar as ideias comunistas inclui a necessidade especial da propaganda persistente e sistemática nos exércitos. Nos lugares onde as leis de exceção proíbem essa agitação, ela deve ser realizada clandestinamente. Renunciar a essa tarefa equivale a trair o dever revolucionário e desmerecer a filiação à III Internacional.

5.

É indispensável a agitação sistemática e planejada no campo. A classe operária não pode garantir sua vitória sem atrair ao menos uma parcela dos assalariados agrícolas e dos camponeses mais pobres e neutralizar com sua política uma parte dos setores rurais restantes. O trabalho comunista no campo está adquirindo atualmente a mais suma importância. Para realizá-lo, é especialmente indispensável o auxílio dos trabalhadores comunistas revolucionários da cidade e do campo ligados ao campesinato. Renunciar a essa tarefa ou delegá-la a semirreformistas duvidosos equivale a renunciar à própria revolução proletária.

6.

Os Partidos que desejam filiar-se à III Internacional devem denunciar não somente o social-patriotismo aberto como também a falsidade e a hipocrisia do social-pacifismo, demonstrando sistematicamente aos trabalhadores que, sem a derrubada revolucionária do capitalismo, nenhuma corte internacional de arbitragem, nenhum tratado de redução de armamentos e nenhuma reorganização “democrática” da Liga das Nações livrará a humanidade de novas guerras imperialistas.

7.

Os Partidos que desejam filiar-se à Internacional Comunista devem reconhecer a necessidade da ruptura completa e definitiva com o reformismo e o “centrismo” e preconizá-la entre o grosso da militância. Sem isso, torna-se impossível realizar uma política comunista consequente.

A Internacional Comunista exige de modo incondicional e categórico que se realize essa ruptura o mais rápido possível. Não se pode admitir que oportunistas notórios como, por exemplo, Turati, Kautsky, Hilferding, Hillquit, Longuet, MacDonald, Modigliani e outros tenham o direito de considerar-se membros da III Internacional, o que a levaria a equiparar-se fortemente à falida II Internacional.

8.

Na questão colonial e das nações oprimidas, é indispensável que tenham uma linha particularmente clara e precisa os Partidos dos países cuja burguesia possui colônias e oprime outros povos. Os Partidos que desejam filiar-se à III Internacional devem denunciar implacavelmente as artimanhas de “seus” imperialistas nas colônias; apoiar os movimentos de libertação nas colônias não somente em palavras, mas também em atos; exigir a expulsão de seus compatriotas imperialistas das colônias; cultivar no coração dos operários de seus países um sentimento fraternal sincero para com a população trabalhadora das colônias e das nações oprimidas; e realizar entre as tropas da metrópole uma agitação sistemática contra todo tipo de opressão dos povos coloniais.

9.

Os Partidos que desejam filiar-se à Internacional Comunista devem realizar uma atividade sistemática e persistente nos sindicatos, nos conselhos operários e industriais, nas cooperativas e em outras organizações de massas, onde é indispensável criar células que, após longo e persistente trabalho, ganhem-nas para a causa comunista. Inteiramente subordinadas ao conjunto do Partido, essas células devem, a cada passo de seu trabalho cotidiano, denunciar as traições dos sociais-patriotas e as hesitações dos “centristas”.

10.

Os Partidos filiados à Internacional Comunista devem insistentemente lutar contra a “Internacional” Sindical Amarela de Amsterdã e preconizar entre os operários sindicalizados a necessidade de romper com ela. Esses Partidos devem apoiar, por todos os meios, a nascente unificação internacional dos sindicatos vermelhos que apoiam a Internacional Comunista.

11.

Os Partidos que desejam filiar-se à III Internacional devem rever a composição de suas bancadas parlamentares, removendo os elementos desconfiáveis, submetendo-as ao Comitê Central do Partido não somente em palavras, mas também na prática, e exigindo que cada parlamentar comunista sujeite sua atuação aos interesses da propaganda e da agitação realmente revolucionárias.

12.

Os partidos filiados à Internacional Comunista devem ser organizados segundo o princípio do “centralismo” democrático. No atual período de guerra civil encarniçada, um Partido Comunista só poderá cumprir seu dever se for organizado da maneira mais centralizada possível, se nele predominar uma disciplina férrea que beire a militar e se seu órgão central gozar de forte autoridade, de amplos poderes e da confiança unânime da militância.

13.

Os Partidos Comunistas que atuam legalmente devem realizar depurações periódicas (recadastramentos) entre os efetivos de suas organizações para remover sistematicamente os inevitáveis elementos pequeno-burgueses.

14.

Os Partidos que desejam filiar-se à Internacional Comunista devem apoiar incondicionalmente cada República Soviética em seu combate às forças contrarrevolucionárias. Os Partidos Comunistas devem buscar continuamente convencer os trabalhadores a não transportar material bélico aos inimigos dessas Repúblicas, a realizar uma propaganda legal ou clandestina entre as tropas enviadas para sufocar as repúblicas operárias etc.

15.

Os Partidos que ainda mantêm seus velhos programas social-democratas devem revisá-los o mais rápido possível e elaborar um novo, afinado com as resoluções da Internacional Comunista e adaptado às particularidades nacionais. Como regra, os programas dos Partidos filiados devem ser aprovados pelo Congresso Mundial seguinte ou pelo Comitê Executivo da Internacional Comunista. Caso este não aprove determinado programa, o Partido tem o direito de recorrer ao Congresso Mundial.

16.

Todas as resoluções dos congressos da Internacional Comunista, bem como as de seu Comitê Executivo, são obrigatórias para os Partidos a ela filiados. Atuando em meio à mais encarniçada guerra civil, a Internacional Comunista deve ser organizada de forma muito mais centralizada do que a II Internacional. Além disso, o trabalho da Internacional Comunista e de seu Comitê Executivo deve evidentemente levar em conta as mais diversas condições de luta e de atuação dos diferentes Partidos e só tomar decisões de obrigação geral nas questões em que isso seja realmente possível.

17.

Conforme tudo o que foi exposto acima, os Partidos que desejam filiar-se à Internacional Comunista devem mudar seu nome para Partido Comunista de… (Seção da III Internacional Comunista). A questão do nome não é meramente formal, mas possui grande importância. A Internacional Comunista declarou uma guerra decidida contra o mundo burguês e os partidos social-democratas amarelos. É indispensável deixar completamente clara a todo trabalhador comum a diferença entre os Partidos Comunistas e os velhos partidos “social-democratas” ou “socialistas” oficiais que traíram a bandeira da classe operária.

18.

Os órgãos dirigentes da imprensa partidária de todos os países devem publicar os documentos oficiais importantes do Comitê Executivo da Internacional Comunista.

19.

Os Partidos filiados à Internacional Comunista ou que solicitaram sua filiação devem convocar o mais rápido possível, mas até quatro meses após o II Congresso Mundial, um congresso extraordinário para discutir internamente estas condições. Além disso, os Comitês Centrais devem cuidar para que as organizações de base conheçam as resoluções do II Congresso da Internacional Comunista.

20.

Os Partidos que gostariam de filiar-se agora à III Internacional, mas ainda não mudaram radicalmente sua antiga tática, devem cuidar para que, até sua filiação, não menos de 2/3 de seu Comitê Central e de seus principais órgãos centrais sejam compostos por camaradas que, antes do II Congresso da Internacional Comunista, já tenham se manifestado de forma aberta e inequívoca a favor do ingresso de seu Partido. O Comitê Executivo da III Internacional tem o direito de admitir exceções, inclusive no caso dos representantes “centristas” mencionados no § 7.

21.

Devem ser expulsos do Partido os membros que rejeitarem por princípio as condições e teses apresentadas pela Internacional Comunista.

O mesmo vale para os delegados do congresso extraordinário de cada Partido.

Fontes: A Chispa, Cimlformacaomarxistacombateclassista.

Excerto sobre as Frentes Populares do livro do KKE “Assuntos teóricos sobre o programa do Partido Comunista da Grécia (KKE)”

“A ascenção do fascismo numa série de países teve múltiplos impactos no movimento comunista e na IC (Internacional Comunista, Comintern).

Sucederam grandes preocupações acerca da interpretação deste fenómeno e da confrontação com ele por parte do movimento comunista em condições de crise económica capitalista e durante a intensificação dos preparativos para uma nova guerra imperialista em simultâneo ao agudizar das contradições imperialistas. Porém, os imperialistas tinham como seu objectivo comum o esmagar da União Soviética. As forças fascistas deram à sua orientação política um carácter intensamente anti-comunista, quando apelidaram o tratado entre a Alemanha e o Japão como o «Tratado Anti-IC».

Preocupações e discussões desenvolveram-se dentro dos quadros da IC que também foram registados por alguns historiadores da IC (aqueles que participaram dentro da sua estrutura). O ponto de vista dominante foi aquele que diz respeito a formar uma Frente Popular (FP) ampla e anti-fascista que poderia alcançar o governo através do parlamento de forma a evitar a ascenção de governos fascistas e ao mesmo tempo isto poderia evitar a concentração das forças mais agressivas contra a URSS.

Reflectindo o debate dentro da estrutura da IC, as resoluções do seu 7º Congresso (1935) trouxeram certas «salvaguardas» nomeadamente (id est) que a formação de um governo de Frente Popular seria o resultado da agudização da luta de classes, etc.
Contudo, na prática, estas resoluções abriram o caminho para acordos incondicionais com partidos sociais-democratas e burgueses, para um apoio acrítico a governos burgueses no contexto da guerra imperialista e, apesar da oposição do Comité Executivo da IC, para começarem a acontecer discussões a respeito da unificação dos Partidos Comunistas com os Partidos Sociais-Democratas, etc.

A experiência prática demonstrou que política das Frentes Populares não podia nem confrontar a ascenção do fascismo nem impedir a guerra.”
Fontes: Blog In Defence of Communism e site internacional do KKE

Solidariedade com a Greve Geral Grega da PAME de 8 de Dezembro desde Portugal

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Solidariedade proletária desde Portugal, desde a cidade do Porto, com os camaradas da Grécia da PAME para a Greve Geral de amanhã 8 de Dezembro. Viva a PAME! Viva a Grevel Geral grega! Viva a Grécia proletária!

αλληλεγγύη προλετάριος από Πορτογαλία

“Ζητω η Ελλαδα! γενική απεργία! 8/12”

PAME Paid Tribute To Fidel Castro

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Delegation of the Executive Secretariat of PAME visited the Embassy of Cuba in Athens on Tuesday, November 29, to pay tribute to Comandante Fidel.

PAME, also, met and discussed with the Ambassador of Cuba, and reaffirmed the position of PAME to continue the struggle, to continue Fidel’s legacy till the abolition of capitalist exploitation of man by man.

Fonte: PAME

Declaración del Secretario General de la FSM, G. Mavrikos sobre la muerte de Fidel Castro

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Declaración del Secretario General de la FSM, G. Mavrikos sobre la muerte de Fidel Castro.

Inmortal para siempre

Por parte de los 92 millones de la FEDERACIÓN SINDICAL MUNDIAL, expreso hacia el pueblo cubano,el CTC, el liderazgo del Estado y del Partido de Cuba Socialista, las verdaderas condolencias desde lo más profundo de nuestros corazones por la muerte del inmortal Comandante Fidel. Fue el líder que junto con el Che, junto con todos sus camaradas, lucharon y derrotaron a los imperialistas así como a sus instrumentos.

Para la FSM el honor más grande fue la presencia del Comandante Fidel en sus Congresos y su discurso significativo ante los delegados durante el 10o Congreso de la FSM.

Para la Clase Obrera Mundial quedará siempre INMORTAL.

Fonte: Solidnet

La desigualdad de las mujeres en la Unión Europea y en el resto del mundo capitalista. La lucha de los comunistas

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Los días 10 y 11 de noviembre de 2016, en Atenas, tendrá lugar un seminario sobre el tema: “La desigualdad de las mujeres en la Unión Europea y en el resto del mundo capitalista. La lucha de los comunistas”, que será acogida por el grupo europarlamentario del KKE.
Este seminario pretende abrir una discusión entre los partidos comunistas sobre la necesidad y el contenido del trabajo especializado en las mujeres, ya que a pesar de la participación significativa de las mujeres en el trabajo asalariado esta no corresponde con su participación en el movimiento obrero sindical, y más aún en el movimiento comunista.
La discusión abarcará la intervención ideológica y política de los partidos comunistas sobre la cuestión de la mujer en las condiciones actuales de agudización de la ofensiva de los gobiernos burgueses, de la Unión Europea y de otras uniones imperialistas interestatales, de la clase burguesa en cada país. Además, cómo contribuye la especialización del trabajo entre las mujeres a la construcción de organizaciones partidistas en la clase obrera, en el fortalecimiento de los lazos militantes con esta, con las capas populares y con los jóvenes, y cómo se expresa en el reclutamiento. Habrá un intercambio de puntos de vista para la intervención en el movimiento radical de mujeres, es decir en el movimiento de mujeres con orientación antimonopolista-anticapitalista, así como en el movimiento obrero sindical.

El seminario será inaugurado por el diputado europarlamentario del KKE, Sotiris Zarianopoulos.

El discurso introductorio será pronunciado por Eleni Mpellou, miembro del Buró Político del CC del KKE.

En el seminario han declarado su participación 20 partidos comunistas y obreros:

1. Partido Comunista de Venezuela
2. Unión de los Comunistas en Bulgaria
3. Partido de los Comunistas Búlgaros
4. Partido Comunista Brasileño
5 ΚΚΕ
6. Partido Comunista de la India
7. Partido Comunista de la India (M)
8. Partido de los Trabajadores de Irlanda
9. Partido Comunista de los Pueblos de España
10. Partido Comunista, Italia
11. Movimiento Socialista Kazajstán
12. Partido Obrero Socialista de Croacia
13. Partido Socialista de Letonia
14. Partido Comunista de México
15. Partido Comunista Sudafricano
16. Partido de los Trabajadores Húngaros
17. Partido Comunista Obrero de Rusia
18. Nuevo Partido Comunista de Yugoslavia
19. Partido Comunista de Suecia
20. Partido Comunista, Turquía

A continuación las Tesis del KKE sobre el tema: “El papel del Partido Comunista en la lucha por la igualdad y las necesidades contemporáneas de las mujeres”.

El papel del KKE en la lucha por la igualdad de las mujeres y por sus necesidades actuales
En la lucha por la igualdad de las mujeres y por sus necesidades actuales, en la lucha irreconciliable de clases, se destacaron mujeres comunistas, dirigentes del movimiento obrero revolucionario internacional. Su fuerza derivaba de la comprensión y convicción profunda en la causa de su lucha, por la abolición de la explotación del hombre por el hombre.
Su ejemplo destaca la necesidad de preparar una vanguardia de mujeres comunistas utilizando el ejemplo práctico de mujeres comunistas en la actividad social, política, en los centros de trabajo, en las universidades, en la familia. Refleja la necesidad de que el Partido Comunista y la Juventud Comunista actúen como vanguardia diariamente en la lucha por las necesidades actuales de las mujeres –tanto de las jóvenes como de la tercera edad- para su igualdad y liberación social, para la mejor participación de las mujeres en la lucha de clases y su elección en los órganos del movimiento obrero y popular, en las organizaciones de masas.
Esto significa que cada partido comunista tiene tareas correspondientes en cuanto a la integración consistente de la cuestión de la mujer en la actividad ideológica, política, de masas y organizativa del Partido. Esta intervención ideológica y política especializada del partido entre las secciones de las mujeres con criterios de clase debe basarse en el trabajo interno en los órganos del Partido y de la Juventud Comunista, en las organizaciones del Partido para la comprensión de las posiciones políticas del Partido en combinación con su percepción sobre la cuestión de la mujer. Más en concreto, les debe preocupar el esfuerzo de formar mujeres dirigentes de la clase obrera, el trabajo para la formación de las mujeres jóvenes del Partido. Así estarán mejor preparadas para que cuando formen sus familias, se enfrentarán a los nuevos problemas y participarán en el movimiento y en el Partido desde un punto de vista de clase.
Para que nuestro trabajo tenga resultados más visibles los órganos del partido deben asumir la responsabilidad colectiva con un plan a largo plazo, con control creativo y persistente, y al mismo tiempo encargar a mujeres y hombres camaradas para contribuir con entusiasmo a este trabajo.
Un aspecto de la formación ideológica y política de los miembros del Partido y de la KNE, del círculo de influencia del Partido, son los artículos de la Revista Comunista y de Rizospastis, de Odigitís y la actividad editorial. Esta incluye obras teóricas como El origen de la familia, la propiedad privada y el Estado de Fr. Engels, colección de textos sobre la cuestión de la mujer escritos por Marx-Engels-Lenin y recientemente el libro de Al.Kollontai La mujer en el desarrollo social (1925). Estas obras teóricas son vigentes y necesarias porque arrojan luz a la esencia de clase y a la base histórica de la posición social de la mujer que tiene que ver básicamente con su posición en el trabajo social y, consecuentemente, con su posición en la familia –en base a las necesidades particulares que emanan de su papel en el proceso reproductivo-, y las relaciones entre los dos sexos.
Mantienen su importancia hoy tanto para las mujeres menos informadas que se han integrado o proceden de la clase obrera o de capas populares y para las mujeres jóvenes, como para las mujeres con conciencia de clase, activas, para las trabajadoras y empleadas sindicalizadas, para las estudiantes, para las mujeres científicas asalariadas o por cuenta propia, y sobre todo para las dirigentes y miembros del KKE y de la KNE.
Por supuesto, la doble opresión de la mujer, en base de clase y de género, hoy no se identifica con la de los principios del siglo pasado, como ha sido descrito en las obras de los teóricos y de otros representantes del movimiento obrero revolucionario. Esto tiene que ver tanto con los derechos burgueses más generales (p.ej. en la educación), como con los derechos particulares de las mujeres (p.ej. el derecho familiar, la extensión de los derechos electorales burgueses). Algunas posiciones o consignas que se utilizaban, se deben adaptar a las condiciones actuales. Por ejemplo, aunque el derecho al voto se ha concedido, para la mayoría de las mujeres –para las que pertenecen en la clase obrera y las demás capas populares- sigue siendo en gran medida un derecho formal o, mejor dicho, está sometido a la manipulación del poder capitalista. En otras palabras, una trabajadora, una empleada, una trabajadora autónoma, una campesina pueden utilizar el derecho de “presentarse a las elecciones” sólo bajo la protección de los partidos burgueses, mientras que la emancipación social completa de la mujer se alcanzará solamente con su incorporación –directamente o como aliada- en el movimiento obrero revolucionario, en el Partido Comunista.
La misma adaptación se requiere con respecto a la consigna que se utilizó en relación con la “liberación de las mujeres de las ollas”. Hoy día, debido al desarrollo de las fuerzas productivas, la “esclavitud del hogar privado” implica condiciones técnicas diferentes de que hace un siglo. En bastante gran parte del capitalismo mundial, la mujer ni se lava la ropa a mano, ni usa cocina de leña. Sin embargo estos fenómenos todavía existen, incluso en el capitalismo contemporáneo, particularmente en amplias zonas de Asia, África y América Latina. Al mismo tiempo, las mujeres refugiadas y sus hijos, incluso en países de Europa como Grecia, viven en condiciones miserables. Hay también un gran número de mujeres, y hombres, sin hogar, debido al desempleo y a la miseria. Sin embargo, lo que es un fenómeno general en el mundo capitalista es la inseguridad de la mujer trabajadora asalariada –así como de la trabajadora autónoma-, la falta de un horario de trabajo estable en una base diaria o semanal, la intensificación del trabajo, sin que la mujer haya sido esencialmente liberada del cuidado y de la responsabilidad privada no sólo para la reproducción de su propia fuerza sino además para la de sus hijos, y, a menudo, para la de su marido desempleado o para la supervivencia de sus padres que no tienen cobertura de la seguridad social etc.
Es posible que en las condiciones actuales de la lucha de clases, incluso en el marco de los órganos del movimiento obrero y popular organizado, se considere innecesario llevar a cabo un trabajo especializado entre las mujeres de posición socioeconómica o procedencia obrera-popular con el fin de aumentar su participación en la lucha anticapitalista-antimonopolista. El hecho de que hoy día se ha levantado en sentido formal-legal una serie de obstáculos anacrónicos respecto el derecho de las mujeres a la educación, el derecho familiar y hereditario, el influjo de la mujer como trabajadora asalariada en una serie de sectores y ramas de la economía, no anula su posición de desigualdad en el marco de la sociedad capitalista que se expresa a través de nuevas formas en las condiciones contemporáneas.
El desarrollo de las fuerzas productivas, principalmente su expresión capitalista, ha llevado a una independencia económica relativa de las mujeres (según los datos de la Unión Europea hoy día las mujeres representan en promedio el 63,5% de las mujeres capaces de trabajar en la UE). Sin embargo, esta independencia no podía ser de carácter de liberación económica y social esencial en condiciones de relaciones sociales de explotación. El capitalismo saca provecho de la perpetuación de la desigualdad, puesto que es una fuente de ganancia adicional, de aumento del nivel de explotación y de manipulación política. En el marco de la sociedad explotadora, la relación de las mujeres con la maternidad se utiliza de manera reaccionaria. El cuidado de los niños, de los ancianos, de las personas discapacitadas y del hogar sigue siendo un asunto familiar privado con una carga especial para las mujeres de las familias obreras y populares. La mujer no ha sido liberada de la coerción económica y social, y el hombre tampoco. Dicha liberación requiere la revolución social y política del proletariado para establecer el poder obrero revolucionario, para la construcción socialista.
Todo ello prepara el camino que objetivamente impide, retrasa el desarrollo de la conciencia política y de clase de las mujeres, y su participación organizada estable en la lucha. El tema crucial hoy es que se reducen las demandas, se crea una brecha entre las demandas reducidas y las necesidades cada vez mayores. La reducción de las demandas tiene que ver con la falta de experiencia política, con la falta de organización y la manipulación, la intimidación de las mujeres particularmente.
La comprensión de estas dificultades plantea la necesidad de elaborar un plan a largo plazo para la construcción de organizaciones de los partidos comunistas en la clase obrera, reclutando a mujeres de posición socioeconómica o procedencia obrera-popular. La contribución de la Sección del Comité Central del KKE con sus posiciones elaboradas respecto las trabajadoras asalariadas, las trabajadoras autónomas, las campesinas, las mujeres jóvenes, sobre cualquier asunto que preocupa a las mujeres populares, puede ser decisiva en cuanto al esfuerzo del partido de reclutar a mujeres, de desarrollar vínculos con la clase obrera y con el pueblo. Hay que tomar en cuenta a qué sección de mujeres nos dirigimos en términos de edad y de posición de clase social.
Por ejemplo, en Grecia, una serie de grupos monopólicos contratan personal con contratos temporales y a tiempo parcial. La mayoría de los trabajadores de este tipo de contratos son mujeres. El curso de la construcción de organizaciones del Partido, del reagrupamiento del movimiento sindical en ramas específicas (telecomunicaciones, restaurantes-turismo, alimentos-bebidas, sector financiero, de asistencia sanitaria privada etc.) y en general, depende en gran medida de la especialización de nuestra política en cuanto a las trabajadoras y las empleadas.

La lucha del KKE contra las teorías burguesas y pequeñoburguesas sobre la cuestión de la mujer

Un aspecto de la intervención política, ideológica y de masas del partido comunista es el seguimiento, el estudio y la organización de la lucha ideológica ante la especialización de la estrategia burguesa respecto las mujeres, lo que se refleja en las resoluciones de la UE, de la OTAN, de la OCDE, de gobiernos burgueses y otros mecanismos del estado burgués (administración local, educación, medios de comunicación etc.).
Este esfuerzo hoy es más exigente que antes, ya que el sistema de explotación llevó a cabo una modernización burguesa respecto la posición de la mujer, a través de las leyes que aprobó su personal político, los gobiernos burgueses, que camufla los problemas contemporáneos de las mujeres jóvenes y de la mayoría de las mujeres de los sectores populares.
Toda esta modernización burguesa trajo ciertos cambios para la trabajadora, la empleada, la trabajadora autónoma. Sin embargo, estos cambios se llevaron a cabo bajo la influencia de las conquistas de las mujeres en los países donde se construyó el socialismo, bajo la presión que ejercían las luchas del movimiento obrero y de mujeres. Al mismo tiempo, cubren además las necesidades de la sociedad capitalista.
A medida que se desarrollaba el capitalismo, necesitaba mujeres con estudios para incorporarlos en la producción capitalista.
Pero al mismo tiempo, al utilizar las dificultades actuales de las mujeres de combinar el trabajo y el cuidado de su hogar, la UE, los gobiernos, los empresarios capitalistas implementaron de manera masiva y sin la reacción popular requerida, las relaciones de trabajo flexibles, el trabajo a tiempo parcial. En base a sus datos, el 76% de los trabajadores con trabajo a tiempo parcial en los países de la zona euro son mujeres. Consecuentemente, las mujeres tienen salarios más bajos que los hombres, y pensiones más bajas.
¿Por qué? Por que en mayor medida, trabajan como trabajadoras no especializadas, porque trabajan a tiempo parcial, lo que significa que reciben un sueldo parcial, cobertura para la seguridad social parcial, en esencia una vida parcial. Además, se ven obligadas a dejar su trabajo para períodos más largos durante su vida laboral, teniendo la responsabilidad exclusiva para el cuidado de los niños y de los ancianos.
Hoy hablan de la necesidad de que los hombres participen más en el cuidado de los niños y el hogar con el fin de promover la flexibilidad laboral en los hombres también. En el Parlamento Europeo, en los comités respectivos se lleva a cabo una discusión sobre la “licencia por paternidad”.
Existe un interés particular por parte de organismos y alianzas imperialistas, como es la OTAN, el FMI y la UE, así como de los grupos monopólicos sobre la participación de las mujeres en los llamados “Centros de Toma de Decisiones”. Es decir que se aumente el porcentaje de las mujeres en los consejos de administración de empresas, en órganos del poder burgués, en los parlamentos nacionales. De esta manera, no sólo absuelven el sistema capitalista, sino que fomentan la oposición entre los dos sexos, esconden la contradicción básica entre el capital y el trabajo detrás de la polarización entre hombres y mujeres.
El criterio para la política y las posiciones no es el sexo, sino los intereses de clase que sirven.
De manera correspondiente, les preocupa la participación de las mujeres en la dirección de empresas. Presentan como un ejemplo que las empresas dirigidas por mujeres tienen un aumento de 6% en las ganancias anuales. Las ganancias significan la intensificación de la explotación de los trabajadores de la empresa, tanto de los hombres como de las mujeres.
Toda esta discusión es el cebo para la incorporación y manipulación sobre todo de las mujeres jóvenes con educación superior, de las que los burgueses tienen la tendencia de utilizar un pequeño porcentaje. La burguesía en cada país entiende que debe formar un grupo dirigente de mujeres de la gran burguesía que promoverá sus valores e ideas, la ideología burguesa entre las mujeres, ocultando los diferentes intereses de clase que tienen las mujeres (de la clase obrera y de las capas populares) de las esposas de sus explotadores.
Al mismo tiempo tratan de implementar un compromiso con la selva laboral actual. Por ejemplo, en un artículo de MANPOWER invoca la capacidad de las mujeres burguesas de tener un horario de trabajo más flexible que no requiere su presencia física y puede ser una función de administración.
Esto no es un problema para las mujeres de negocios sino para las mujeres jóvenes investigadoras, las mujeres científicas asalariadas, las trabajadoras especializadas, que están siendo privadas incluso de derechos fundamentales relacionados con la protección de la maternidad, los permisos y los beneficios.
Además, una investigadora que es madre dónde dejará a su niño para hacer una investigación sociológica, no sólo bibliográfica, para pasar tiempo en el laboratorio, cuando la infraestructura social como las guarderías proporciona servicios mínimos o carísimos. En este sentido, el fenómeno del “techo de cristal” todavía existe.
Pero existen muchas maneras para “ocultar” la raíz, la raíz clasista de todas las formas contemporáneas de desigualdad de la mujer que son extremamente peligrosas para la lucha de hombres y mujeres en el movimiento obrero y popular en base a sus intereses de clase comunes.
Por ejemplo, la opinión que la desigualdad de la mujer es producto y creación de la mentalidad de los hombres llega a la conclusión que las mujeres deben considerar como oponentes a sus maridos, a sus hermanos, a sus padres, a sus compañeros de trabajo y no el sistema que crea la desigualdad, la pobreza, el desempleo, la inseguridad para ellas y para sus familias.
Estas teorías y las prácticas políticas respectivas presentan como fuente de la posición desigual de la mujer, el carácter específico de sus funciones biológicas y las diferencias entre los dos sexos. La presentan como una cuestión de mentalidad, de comportamiento, consecuencia del poder patriarcal. Consideran que las opiniones e ideas dan lugar a los problemas sociales y que entre ellos está también la cuestión de la mujer. En realidad, las ideas se crean sobre la base de las relaciones materiales de la gente y las reflejan.
En fin, llegan a la opinión de que las discriminaciones de género serán confrontadas mediante iniciativas legislativas.
El KKE no subestima en absoluto el Estado, la educación, la Iglesia, los medios de comunicación, la política social que legitiman la desigualdad en el marco de la sociedad. El hecho de que las opiniones erróneas respecto la posición de las mujeres en el mundo capitalista contemporáneo se reproducen no sólo a través de la postura de los empleadores en los centros de trabajo sino además a través de la postura, el comportamiento de los hombres en los órganos del Estado burgués, a través de los medios de comunicación, la educación, a través de dogmas religiosos, no refuta el hecho de que la fuente de la desigualdad de las mujeres es la división de la sociedad en explotadores y explotados.
Por un lado, están siendo reproducidos puntos de vista anacrónicos y reaccionarios que sobreviven hasta hoy día, sobre todo en sociedades más atrasadas o en condiciones de crisis económica capitalista prolongada y de desempleo masivo. Según ellos la mujer debe estar atada al hogar privado, tener como papel principal la maternidad, lejos de la producción y la actividad social.
Al mismo tiempo, la propaganda burguesa en nuestros días, en el nombre de la supuesta “libertad”, reproduce teorías que incluso abarcan puntos de vista irracionales respecto la procreación y el parto.
Las teorías sobre el género social lo presentan como una construcción social, una construcción lingüística, como un papel que la sociedad asigna a sus miembros. Se trata de puntos de vista que en algunos casos hasta no reconocen las diferencias de género entre hombres y mujeres como un hecho objetivo, poniendo la realidad cabeza abajo. No aceptan que existe una base biológica para la atracción entre hombre y mujer, y para la realización del acto sexual; al contrario, defienden que la atracción es exclusivamente de carácter social.
Lo principal es que absolutizan la experiencia individual como fuente de conocimiento a expensas de la experiencia y el conocimiento social, la realidad social.
No piensan que la lengua refleja la realidad, sino que la lengua construye la realidad; dicen que las identidades se construyen a través del habla. Niegan la existencia de la realidad objetiva, que existe independientemente del conocimiento humano y se refleja por ejemplo en la experiencia y en el lenguaje.
Por ejemplo, la palabra es más que un mero símbolo. No es sólo un contrato para que nos entendamos. Tiene una base material y está ligada con relaciones objetivas y refleja su base histórica. Cuando nombramos algo lo hacemos porque algo ya existe y no para crearlo. Respectivamente, el significado expresa la relación objetiva del individuo con el mundo, a pesar de que se crea subjetivamente.
De este modo distorsionan la represión de clase y de género, y como consecuencia aplastan las necesidades sociales particulares de las mujeres que emanan de su papel en la reproducción. De esta manera ocultan el hecho que los problemas en la relación entre los dos sexos –problemas de comunicación y comportamiento- tienen sus raíces miles de años atrás, en la primera sociedad clasista.
Mientras predomina la propiedad capitalista privada, seguirán reproduciéndose el individualismo y el antagonismo, el modo de vida egoísta que además afectan a la clase obrera, a los sectores populares y arruinan las relaciones sociales, las relaciones entre los dos sexos, las relaciones personales. El ánimo de lucro capitalista opera como incentivo económico a través de la misma institución de la familia, reproduciendo las coerciones económicas, sociales y culturales. En la sociedad capitalista lo que se regula, incluso a través de la ley, son las relaciones económicas de los padres con los hijos.
La organización de la lucha contra estas teorías –y con la práctica política basada en estas- junto con las elaboraciones programáticas del partido comunista, utilizando la experiencia positiva y negativa de la lucha de clases, la construcción del socialismo en el siglo 20, pueden elevar nuestro esfuerzo a un nivel superior en la lucha ideológica, política y de masas, en la organización de mujeres en el movimiento obrero, de mujeres, en el movimiento popular en general. Como partido comunista debemos tomar medidas más decisivas para el crecimiento de su militancia con la incorporación de obreras, mujeres de las capas populares, sobre todo mujeres jóvenes, así como para su elección en los órganos del Partido.

La importancia de la actividad especializada del movimiento obrero y popular entre las mujeres, la experiencia del movimiento de mujeres independiente

El KKE, junto con la KNE, con unas actividades multiformes hasta el 2018, en el marco de las celebraciones de su 100 aniversario, intenta utilizar la experiencia histórica respecto cómo abrió el camino para la participación de las mujeres en la lucha sociopolítica de clases, en el movimiento sindical, en el movimiento radical de mujeres. Hay que destacar la gran experiencia de los esfuerzos de nuestro Partido en el trabajo con mujeres de la clase obrera en la elaboración de objetivos de demanda y lucha políticos y de masas para las obreras, las trabajadoras autónomas, las trabajadoras en sectores de la economía informal, como las llamadas criadas en el pasado, y luego las empleadas que trabajan en casa y las señoras de la limpieza.
Las comunistas y las aliadas con el KKE participan en organizaciones de mujeres cuya orientación y actividad se definen en base al carácter clasista de la cuestión de la mujer. Se trata de asociaciones y grupos de la Federación de Mujeres Griegas (OGE). En las asociaciones de mujeres participan mujeres de la clase obrera, de las capas populares, independientemente de sus preferencias políticas.
En la OGE participan trabajadoras, empleadas, desempleadas, trabajadoras autónomas, campesinas, madres jóvenes, estudiantes, pensionistas, inmigrantes. Además, algunas mujeres todavía se dedican solamente a las tareas del hogar. Algunas participaban ya en el movimiento, pero otras primero entraron en contacto con la actividad colectiva radical a través de las asociaciones y los grupos de mujeres de la OGE que están en su barrio.
Las mujeres comunistas que participan en el movimiento radical de mujeres están tratando de elaborar el contenido y las formas de actividad, las demandas de la lucha que pueden contribuir a atraer a más mujeres de posición socioeconómica o procedencia obrera-popular, a despertar su conciencia de clase. Estas elaboraciones ayudan a motivar los órganos del movimiento obrero-popular a desarrollar actividades especializadas similares para aumentar el nivel de organización de las mujeres.
Incluso, existe el peligro, para las mujeres con conciencia de clase, a abordar la cuestión de la mujer como plenamente integrado en el movimiento obrero sindical, ya que las mujeres y los hombres trabajan juntos en todas las ramas de la industria, en todas las ramas del trabajo social, en los sectores de la administración del Estado y participan conjuntamente o pueden participar en las organizaciones sindicales correspondientes. Existe el peligro que las estudiantes comunistas piensen de esta manera unilateral ya que ya no experimentan la segregación de género en la educación secundaria, como ocurría en el pasado, o las barreras de género en la educación superior.
Hoy día, por lo menos los sindicatos clasistas tienen en sus declaraciones la demanda “salario igual para trabajo igual”, es decir igualdad de hombres y mujeres en el régimen de la explotación clasista. Pero en la práctica, les resulta difícil examinar específicamente cómo “se viola” por los capitalistas y sus estados la “igualdad” en el nivel de explotación de hombres y mujeres o porqué en la práctica la fuerza de trabajo de la mujer como mercancía tiene un valor inferior que la fuerza de trabajo del hombre. Por ejemplo, mayor número de mujeres en los trabajos con salarios más bajos, restricciones debido al embarazo, mayor participación en trabajos con relaciones laborales flexibles etc.
Al mismo tiempo, gran parte de las juntas directivas de las federaciones sindicales que ejercen un sindicalismo patronal y gubernamental, en el nombre de la “igualdad” apoyó las medidas reaccionarias del gobierno y de los patronales a expensas de las mujeres asalariadas como por ejemplo la equiparación de la edad de jubilación de las mujeres y de los hombres, abolición de la prohibición de los turnos de noche para las mujeres o limitación en las exenciones respectivas etc.
Un problema general que importa también a los sindicatos, las federaciones, las Centrales Regionales de Trabajo con orientación de clase, que en Grecia se agrupan en el Frente Militante de Todos los Trabajadores (PAME), es la participación muy baja de las mujeres en las juntas directivas, incluso en sectores con gran presencia de mujeres trabajadoras. Incluso, el hecho de que no se ha llevado a cabo algún estudio serio respecto la participación de las mujeres en los órganos del movimiento sindical expresa la falta de conocimiento de las formas contemporáneas y de las dimensiones de la cuestión de la mujer.
Los esfuerzos realizados en los últimos años para la actividad conjunta de las asociaciones de mujeres con organizaciones obreras y populares con una línea de lucha antimonopolista, han ayudado al fortalecimiento de la orientación en cuanto al contenido y las formas de este trabajo especializado. Se trata de la organización conjunta de iniciativas militantes relativas a casos de despidos de mujeres embarazadas, de las condiciones de trabajo de las trabajadoras asalariadas, así como de asuntos que tienen que ver con el conjunto de la familia obrera popular: la maternidad, la atención sanitaria y las mayores necesidades de prevención para el organismo de las mujeres, educación, bienestar, deportes, cultura, la cuestión de los inmigrantes y refugiados, la violencia contra la mujer etc.
La cuestión más compleja es el trabajo paciente para fortalecer la iniciativa de las mujeres en el movimiento, para profundizar el acuerdo en la línea de acumulación de fuerzas en dirección antimonopolista-anticapitalista.

La Sección del Comité Central del KKE
para la igualdad y la emancipación de las mujeres

Fonte: KKE