When a member of a social-democratic party switches sides and becomes a member of a communist party – a delicate question

When a member of a social-democratic party switches sides and becomes a member of a communist party – a delicate question

Trotsky was one of those very few people that is famous for going from opportunist to revolutionary and one one of the even fewer to become an important revolutionary leader in spite of that opportunist past. It should not be so much of a surprise that Trotsky became an opportunist again in the last years of Lenin’s life and increasingly in the struggle with Stalin after Lenin’s death. Lenin said that Trotsky’s past should not be held against him as an accusation. But the membership in a opportunist organization is a big burden to carry as a legacy (as heavy as the many years in that organization and as heavy as hard and intense was the class struggle). Trotsky’s menshevik legacy didn’t went to the dustbin because he changed sides in 1917 almost at the last minute before the october revolution. I should say that the fact that Trotsky went from a small opportunist group to an important bolshevik leader (and red army leader) played a role in the continuity of his opportunist legacy. It is fair to say Trotsky did not earn his bolshevik top ranking position, it is fair to say Trotsky did not have the time to prove himself but on the other hand fast decisions had to be taken by the bolsheviks in the eve of the revolution and taking power was a life and death matter for the sake of the working class and for the sake of revolutionary socialism. Trotsky’s rebirth as a top ranking revolutionary bolshevik in 1917 was one of those fast and tactical decisions. The experience and the history of Trotsky as a bolshevik with his serious deviations to the leninist line such as opposing the building of socialism under the guise of waiting for the revolution in the top ranking capitalist countires, endorsing facionalism, among other issues showed and proved even to Lenin before he died that the opportunist legacy of Trotsky like any such legacy in anyone is a heavy burden to carry and it is not easy for one to get rid of.

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PT: A TRAGEDY LONG ANNOUNCED (part 2, final part)

José Renato André Rodrigues* (13/10/2016 article)
*Filosofy professor in Rio de Janeiro State Public Network
Political Secretary of _PCB in the city of Nova Iguaçu-RJ

PART 1 here:
https://peloantimperialismo.wordpress.com/2018/04/12/pt-a-tragedy-long-announced-full-article-under-translation/

“The the 7th congress of the PCB (brazilian communist party), made in november 1982, in the Publishing house Novos Rumos in the Praça (Square) Dom José Gaspar, was invaded by the federal police, the Party and its members and cadres were charged under the fascist National Security Law. Meanwhile, in 1982, the PT members walked freely, using their solidarnosc shirts and speaking nonsense against socialism and the communists.

The so-called «New Trade Unionism», that emerged on the strikes of São Paulo’s ABC (major industrial area), denied all the past that the Communist Party built. Its enemies were not only the Vargas era scabs but mainly the communists. Lula himself declared that the major obstacle for the creation of the Workers Party (PT) was the existance of the PCB, given that at the time PCB was the major political force in the trade unions. With rights and wrongs, since the decade of the 1920s, the communists were the ones presenting a clear program of rupture with the capitalist system. PT, since its birth, always presented a diffuse (abstract) program, it never assumed itself as social-democrat.”

O PT, desde quando se tornou a principal força política no meio sindical e popular, só tem conduzido as massas trabalhadoras ao desarme político e ideológico; ideias como “cidadania” e “colaboração de classe” invadiram o meio sindical hegemonizado pelo PT; surgiram criticando o PCB como velho e terminaram como o que há de pior na traição de classe. Ao chegar ao governo em 2003, os sindicalistas petistas se abrigaram na máquina do Estado burguês, envolvendo-se na corrupção, aceitando fazer o jogo do grande capital, “terminando mais pelego do que os pelegos que diziam combater”, o que acabou respingando em toda a esquerda no Brasil, deixando um deficit organizativo no conjunto da classe trabalhadora brasileira após treze anos de seu governo.

PT, ever since it bebame the major political force in the trade union and pepoples movements, has only driven the working masses to the political and ideological disarmament. Ideas life “citizenship” and “class colaboration” invaded the trade union movement dominated by PT, they started by criticizing PCB as old and ended up as the worst in class betrayal.

Um partido que surgiu como o PT, com tamanha diversidade político-ideológica e regional, ao negar o marxismo como ideologia do proletariado e o leninismo como organização de um partido independente e de classe, só poderia dar nisso que deu. O Partido dos Trabalhadores abriu caminho ao pragmatismo político e possível adaptação à ordem burguesa.

 

O processo de degeneração do Partido dos Trabalhadores não começou com a chegada de Lula à Presidência da República, em 2003. Foi um processo contínuo de acordo com a conjuntura. Essa pluralidade no PT se reflete com a constituição da Associação Brasileira de Empresários pela Cidadania, que apoiou a candidatura de Lula em 1994 e 1998, pela articulação de empresários através do grupo ETHOS, liderado por Lawrence Pih, um importante empresário formado em Filosofia na University of Massachussetts, nos Estados Unidos. Além da contribuição e aliança com grandes empresários, o PT foi cada vez mais um partido da ordem burguesa, quando começou a ganhar prefeituras pelo país afora com um slogan despolitizado para não afrontar o sistema capitalista, o famoso “o PT faz bem, o PT na prefeitura só é nota cem”!! O Partido dos Trabalhadores nas prefeituras ampliou sua relação com diversos empresários locais e nacionais, viciando dirigentes na convivência promíscua tão comum na sociedade capitalista.

O PT se apresentava como um gerenciador do capitalismo brasileiro. No governo, o PT e seus aliados ditos de esquerda, como o PCdoB, procuravam domesticar as massas trabalhadoras através da cooptação dos movimentos sociais, confirmando uma previsão de Antonio Gramsci, que afirmou que, após 1917, a burguesia criou formas de cooptação das classes subalternas sem precisar dar um tiro sequer, isto é, através da corrupção na máquina partidária e sindical, em que funcionários e militantes vão se adaptando à ordem burguesa. Gramsci apenas aprofunda uma previsão de Lenin, quando o dirigente bolchevique denunciava o perigo da formação da aristocracia sindical e operária criada pelo sistema para amortecer a luta de classes. O Partido dos Trabalhadores aceitou fazer esse jogo quando construiu a governabilidade burguesa.

Nos fóruns internacionais, para agradar a burguesia do Brasil e o imperialismo, o PT aumentou suas críticas às organizações do campo revolucionário, assim como negou a participação das Farc no Fórum de São Paulo, nos anos de 1990. O PT passou a fazer alianças até mesmo com o PSDB e o DEM (antigo PFL), partidos que deram sustentação ao neoliberalismo no tempo de Fernando Henrique. Mesmo após o impeachment de Dilma Rousseff, o PT segue fazendo aliança Brasil afora com os mesmos partidos que votaram pelo afastamento da presidente Dilma, como o PMDB do atual presidente Michel Temer.

Com a Carta aos Brasileiros, em 2002, o PT apenas consolida um longo processo iniciado no fim da década de 1970. O PT se beneficia do processo de abertura promovido pela ditadura empresarial-militar, mantendo o pacto conservador com a burguesia do Brasil e o imperialismo. Assim foi feito nas negociações de bastidores entre Fernando Henrique e Lula, quando negociaram a viagem de Lula aos Estados Unidos após Lula ser eleito presidente do Brasil, em 2002. Nessa negociação, Lula e Fernando Henrique e os organismos internacionais decidiram nomear Henrique Meirelles, “homem de confiança dos grandes bancos nacionais e internacionais”. No plano interno, para garantir a governabilidade burguesa, o PT tratou de ampliar a base parlamentar com os velhos grupos políticos que sempre comandaram o capitalismo brasileiro. Com isso, o governo petista garantiu grandes lucros às grandes empresas através dos financiamentos do BNDES, com as PPP’s, privatizações como as rodadas dos leilões do petróleo, ampliou o agronegócio, enquanto os índios e os quilombolas não tiveram suas terras reconhecidas e nem foi realizada a reforma agrária. Tudo isso foi feito como o aval dos movimentos sociais hegemonizados pelo PT e seus aliados, como o PCdoB, que fizeram o serviço sujo de ser a expressão da ideologia burguesa junto à classe trabalhadora.

Acordos e investimentos foram feitos em Cuba, China, Venezuela e em alguns países da África, pelo interesse exclusivo da burguesia brasileira, interessada em diversificar seus investimentos no exterior. Se o governo do PT tivesse interesse em construir uma alternativa anti-imperialista, teria se incorporado à ALBA, a Alternativa Bolivariana construída pelo presidente Chávez, da Venezuela e aberto o sinal no Brasil para a rede de televisão Telesur. Não teria assinado acordos militares com os Estados Unidos, Israel e Colômbia, não teria aceitado a política imperialista de mandar tropas do Brasil para o Haiti. Foi o próprio Lula quem, em visita à Colômbia, afirmou que a América Latina não precisava mais da espada de Bolívar, e, sim, de mais capital, defendendo, na verdade, a integração entre as burguesias da América Latina.

Podemos dizer que a burguesia brasileira é uma das mais pragmáticas do mundo. Ela é capaz de dizer que o governo do Brasil é contra o bloqueio a Cuba e, ao mesmo tempo, ter acordos com os Estados Unidos; é capaz de dizer que é solidária à causa Palestina, enquanto tem acordos com Israel na área militar e comercial.

A política social promovida pelo governo do PT foi muito rebaixada, não se trabalhou a politização das massas trabalhadoras que passaram a ter até acesso ao consumo. Apenas se criou uma falsa ideia de que se estava constituindo uma nova classe média no Brasil. Foi uma caricatura de uma social-democracia tentando aplicar uma política de bem-estar social em uma época em que os partidos social-democratas estavam totalmente rendidos à política do grande capital, não podendo mais fazer a mediação do conflito capital-trabalho.

No governo, o PT escolheu não afrontar a burguesia de plantão, não tocou nos temas da luta de classes e não fez o enfrentamento à política neoliberal dos governos anteriores, nem procurou engavetar as reformas contra os trabalhadores. E foi no governo Lula/Dilma que se deu prosseguimento às reformas trabalhista, sindical e previdenciária da era Fernando Henrique, do PSDB.

Se, por um lado, o governo petista dava alguns benefícios à população de baixa de renda, do outro lado, dava bilhões às grandes empresas através do apoio do Estado brasileiro.

Para chegar ao poder e garantir a governabilidade do grande capital, o PT não precisou romper com o marxismo, porque o PT não foi nem nunca quis ser um partido socialista ou comunista. Para buscar alianças com a direita, o campo majoritário soube usar sua influência no interior do PT, enquanto alguns grupos ditos da esquerda do PT não romperam e nem saíram desse partido. Esses grupos também estavam viciados nas benesses dos mandatos parlamentares.

Hoje, uma das grandes tarefas das forças políticas anticapitalistas no Brasil é desmascarar as forças políticas reformistas que ainda exercem influência no seio da classe trabalhadora. O Partido dos Trabalhadores cumpriu um desserviço na consciência e na história das lutas dos trabalhadores no Brasil. É hora de se resgatar a identidade de classe, romper com a conciliação e traição de classe promovida pelo petismo e seus aliados nesses treze anos em que estiveram nos governos de ampla coalizão de Lula/Dilma.

O petismo, em seus treze anos de governo, transformou antigos militantes em políticos envolvidos na sujeira comum da tradicional política burguesa, totalmente humilhados e rendidos nas mãos das classes dominantes, implorando participar do clube para o qual não foram convidados. Foram usados e chutados pela burguesia, porque foram os petistas quem de fato escolheram governar para o grande capital. Não dá para passar uma borracha como se nada tivesse acontecido nesses últimos treze anos, como estão querendo fazer os militantes e dirigentes do PT e seus aliados, com o objetivo de neutralizar e hegemonizar os movimentos sociais para tentar barrar a esquerda classista que não conciliou com os treze anos de governo de traição de classe.

Lembrando Caio Prado Junior, não podemos trabalhar com práticas políticas de alianças que levem ao desarme político e ideológico das classes trabalhadoras. Devemos romper com velhas práticas para construir um programa anticapitalista que leve os trabalhadores a se colocar em movimento para manter e ampliar direitos.

Hoje, mais do que nunca, é necessário manter viva a consciência de classe para criar as condições da unidade de todos os trabalhadores para defender seus interesses legítimos. Romper com o reformismo e a conciliação, deixando bem claro que, de um lado, estão as forças do passado, que se aliam com a burguesia, e, de outro lado, as forças políticas com um projeto claro de futuro de transformações radicais da realidade brasileira.

Na composição desse bloco de forças anticapitalistas e anti-imperialistas, não há espaço nem para a conciliação nem para o reformismo. A partir daí poderemos lutar para superar o capitalismo em direção ao socialismo em nosso país.

*Professor de Filosofia da Rede Pública Estadual do Estado do Rio de Janeiro,

Secretário Político do PCB na cidade de Nova Iguaçu-RJ

Brazil, a backward history of girondinism

Brazil, a backward history of girondinism

Lenin in the book “One Step Forward, Two Steps Back” (“chapter Q. The New Iskra.”, “Opportunism In Questions Of Organisation”) about the true revolutionary spirit (jacobinism) and the poisonous spirit of treacherous reformist compromise (Girondinism):

“A Jacobin who wholly identifies himself with the organisation of the proletariat—a proletariat conscious of its class interests—is a revolutionary Social-Democrat. A Girondist who sighs after professors and high-school students, who is afraid of the dictatorship of the proletariat, and who yearns for the absolute value of democratic demands is an opportunist. It is only opportunists who can still detect a danger in conspiratorial organisations today, when the idea of confining the political struggle to conspiracy has been refuted thousands of times in the press and has long been refuted and swept aside by the realities of life, and when the cardinal importance of mass political agitation has been elucidated and reiterated to the point of nausea. The real basis of this fear of conspiracy, of Blanquism, is not any feature to be found in the practical movement (as Bernstein and Co. have long, and vainly, been trying to make out), but the Girondist timidity of the bourgeois intellectual, whose mentality so often shows itself among the Social-Democrats of today.”

Brazil never had a true revolution and true revolutionary changes in every turning point it passed through in its political history.

Brazilian independence (1822) came through the most reactionary elements of the portuguese monarchy, that is the absolutists that lost the civil war in Portugal with the liberal royalists.

The first head of state of Brazil was proclained as an “emperor”, a title never claimed by any portuguese royalist in spite of all their portuguese colonies spread throughout the world.

The first brazilian republic came through a military coup that deposed the emperor on 15 November 1889. The new republic was driven by anger of the landlords against the abolition of slavery of 1888. This republic was more feudal than bourgeois and it meant to stop the process of ending of slavery through revolutionary means. This was a slow and reactionary form of evolution of Brazil at a time when most Latin American countries had already been through bourgeois revolutions since the 1820s.

In 1930 there was a so-called revolution, that meant to be a bourgeois revolution, but in spite of its many promises it end up turning into fascist dictatorship through a coup d’etat and a source of futur fascist coups.

The fascist regime of Getulio Vargas evolved in a populist double-faced way promoting swings in its policies in order to adapt to the needs cementing capitalist rule: first it had deals with the nazis and then sided with western capitalist “allies” in world war two, it managed a sort of “peronist” populism developing social-democracy with fierce anti-communism. At the later stages of the Vargas regime, specially after he dies, the Vargas’s forces got weaker and divided and a part of them evolved in a sort of mexican style cardenism with rapprochement wht the Brazilian Communist Party and Cuba. The pro-Vargas faction of João Goulart was able to be elected government with support of the Brazilian Communist Party in the 1960s, it carried a cardenist plan (Education reform against iliteracy, tax reform for income redistribution and Land Reform for the benefit of the poor peasents).

The Vargas era fascist generals with help of their younger friends and the assistance of the United States were the ones behind the military fascist coup of 1964. Even before the government of João Goulart the weakening and compromising with the left pro-Vargas polititians had developed diplomtic relations with Cuba and there was throughout Latin America a growing movement of peasent guerrilla organizations helped and inspired by Cuba. In Brazil the “peasent leagues” had such potential and the brazilian bourgeoisie strenghtned by Vargas saw the fascist coup as their preemptive reactionary action. At this time the whole Latin America was pushed by the United States to experience fascist coups in a coordinated way, it was all part of the plan to isolate and defeat Cuba.

But João Goulart was no revolutionary, his government was not the way to socialist revolution and even the Brazilian Communist Party’s policies at this time were deeply mistaken and laying all hopes in social-democracy through populism of the cardenist type. The coup of 1964 and the disastrous multiple splits in the Brazilian Communist Party from at the end of the 1960s and in the 1970s were the result of wrong tactical and strategic policies of the brazilian communists that made their resistance terribly inefficient.

The China-Soviet split, the revisionist turn in the Soviet Union with the XX Congress of the CPSU, some important defeats of guerrilas in Latin America in the 1960s and 1970s period, the opportunist deviation in most of the latin american communist parties were among many international factors that crippled the resistance the Brazilian Communist Party and the wider radical young-people based anti-fascist movement. In this period the poorly planed and disperse guerrilla actions prevailed and working class mass action was crippled.

When, by the end of the 1970s, the brazlian fascist military dictatorship started do die on its on weight because of its disastrous economic policies (the external debt was raised so they could pay their U.S. masters all their help in terrorizing the brazilian working masses) the Brazlian Communist Party met a new enemy in the form of modern social-democracy – the so-called “Workers Party” led by Lula da Silva. This was a movement inspired by trotskism (multi-tendency party), social-democracy and Lech Walesa’s Solidarnosc.

The Workers Party of Lula da Silva was the key in taming a working class that a dying fascist regime – crushed by economic metdown – had not the strength to repress. So the fascists and the brazilian capitalists created their agent among the working class: Lula da Silva. The Workers Party of Lula da Silva promised “socialism”, “land reform”, “workers power” and generally to end poverty just by be elected as a bourgeois government through a bourgeois parliament. All of its promises wer found to be complete lies when the Workers Party of Lula da Silva finally formed its beloved bougeois government (2002). But these opportunist traitors were smart enough to make deceiving the working people a kind of art so they distributed some crumbs to the poor in the form of poorman’s minimum income. While it deceived the masses with crumbs the Workers Party’s socialism was privatizations, the Workers Party’s land reform was its alliance with feudal and slave pushing landlords, the Workers Party’s “workers power” was the violent repression of several workers struggles and the Workers Party’s “end of poverty” was keeping the poor in the same slums and basicly in the same poverty in all important human needs.

PT: A TRAGEDY LONG ANNOUNCED (full article under translation)

Boa parte da militância de esquerda no Brasil hoje ataca o PT, sejam ex-petistas organizados em outros partidos de esquerda, militantes de movimentos sociais e ex-militantes do PT soltos e desiludidos com os rumos e o caminho traçado por esse partido para chegar ao governo e administrá-lo para o grande capital.

A significant part of the leftwing people in Brazil today attacks PT (the  so-called “workers party”, social-democratic, opportunist party), wether these people are ex-members of PT that went on to other leftwing parties or ex-members of PT disperse and disappointed with the path taken by this party to be elected goverment and manage it in favour of big capital (capitalists).

Para entender o fenômeno PT, é preciso entender a história recente do Brasil, a luta de classes e como as classes dominantes traçaram os rumos da ditadura empresarial-militar até a abertura e a consolidação da hegemonia burguesa no fim da ditadura, em 1985.

To understand the PT phenomenon one needs to understand the recent history of Brazil, the class struggle and how the ruling classes projected the paths of the the military-capitalist dictatorship until the consolidation of the bourgeois hegemony at the end of the dictatorship in 1985.

Entre o final de 1970 e o início de 1980, parte da sociedade brasileira lutava contra a ditadura empresarial-militar instalada em 1964. A burguesia brasileira tinha como objetivo o processo de abertura com uma lenta transição democrático-burguesa, que tentou tirar de cena os setores mais combativos ao regime, em especial o Partido Comunista Brasileiro-PCB.

Between the end of the 1970s and the beginning of the 1980s part the brazilian society fought against the military-capitalist dictatorship installed in 1964. The brazilian bourgeoisie had the aim of creating a opening process, with a slow bourgeois-democractic transition, that tried to take out of the picture the most militant sectors against the regime, specially the Brazilian Communist Party-PCB.

O PCB, através de suas organizações, conseguiu agregar os diversos setores descontentes com a ditadura; assim, começava o desgaste do regime e o aumento do prestígio das forças de oposição à ditadura. O PCB se torna o principal alvo dos órgãos de repressão, quando diversas organizações do Partido são atingidas, militantes e dirigentes do Partido são presos, torturados e assassinados e ainda hoje muitos constam entre os desaparecidos.

PCB, through its organizations, was able to gather the diverse sectors unhappy with the dictatorship, this is how the wearing out of the regime and the increase of the prestige of the opposition forces begun. PCB became the main target of the repression apparatus when several Party organizations were hit, cadres and members were arrested, tortured and murdered, many of them are still listed as disappeared. 

As ações do PCB na articulação das forças políticas contra a ditadura empresarial-militar foram fundamentais para o crescimento das manifestações de massa contra o regime. Foi nesse cenário, tão desfavorável para os comunistas, que começava a movimentação para formar o Partido dos Trabalhadores (PT). E o Partido dos Trabalhadores se beneficia diretamente do cerco e extermínio promovido pela ditadura contra o PCB.

The actions of PCB in the articulation of the political forces against the military-capitalist dictatorship were crucial for the growth of the demonstrations against the regime. It was in this context, very unfavourable to the communists, that the manouvres for the foundation of the Workers Party (PT) started to take shape. And the Workers Party benefits directly of the siege and extermination promoted by the dictatorship against PCB.

A Igreja Católica, através da Teologia de Libertação, e diversos grupos trotskistas encontraram no PT uma possibilidade de rivalizar com o PCB no movimento sindical. Não foi à toa que um colégio tradicional como o Sion forneceu espaço para a criação do PT, em 1980. Nesse primeiro encontro, o Partido dos Trabalhadores sequer falou em socialismo.

The Catholic Church through the “Liberation Theology” and the many trotskist groups found in PT a possibility to rival with PCB in the trade union movement. It was not by chance that a traditional institution like “Sion Highschool” (“Colégio Sion”) provided its space for the creation of PT in 1980. In that first meeting the Workers Party did not even mention socialism.

Os partidos de esquerda, principalmente os comunistas, sempre tiveram dificuldades para dialogar com as instituições religiosas por causa do comportamento conservador de alguns líderes. No entanto, o PT, desde sua fundação, sempre contou com o apoio de diversas instituições religiosas, não só dos católicos progressistas, mas também dos católicos carismáticos, assim como de protestantes, de onde veio, por exemplo, Benedita da Silva.

The leftwing parties, mainly the communists, always had dificulty to have dialogue with religious institutions because of the conservative bhaviour of some of their leaders. Nevertheless, PT, since its foundation, was always granted support from many religious institutions, not only from progressive catholics but also from charismatic catholics as well as protestants – from where Benedita da Silva came, for example.

O Partido dos Trabalhadores, em seu nascedouro, abrigou diversos grupos de diversas matrizes, militantes que vieram do PCB, PCBR, ALN, MR8, MDB, PCdoB e outros. Grupos da Igreja Católica e do chamado Novo Sindicalismo. Ao longo do crescimento do Partido dos Trabalhadores, as tendências foram se adaptando à máquina partidária; grupos trotskistas, como a Libelu e a Convergência Socialista, que mais tarde virou o PSTU, eram pequenos partidos dentro do PT. O PT já surge legalizado e permitido pela ditadura empresarial-militar em 1980, atrelado ao fundo partidário, contribuindo dessa maneira para criar uma militância ligada à legalidade burguesa.

The Workers Party, since its birth, took in several groups from diverse leanings, members came from PCB, PCBR, ALN, MR8, MDB, PCdoB and others [translator note: all of which except PCB and MDB were small guerrila groups during the dictatorship in the 1970s]. Also groups of the Catholic Church and of the so-called “New Trade Unionism”. Along the growth path of the Workers Party, trotskist groups like “Libelu” (“Liberdade e Luta”, “Freedom and Struggle”) and the Socialist Convergence (“Convergência Socialista” that later became PSTU, another trotskist party) were like small parties inside PT. PT emerges already legalized and tolerated by the military-capitalist dictatorship in 1980, trailed to the “parties’ fund” (translator’s note: meaning the bourgeois state’s fund given to legal parties), contributing in that way to create a party’s membership linked to bourgeois legality.

O apoio ao socialismo era muito vago e esporádico, tanto que, até hoje, o Partido dos Trabalhadores e suas diversas correntes não assumem o apoio que deram ao Sindicato Solidariedade, grupo político apoiado pelo Vaticano, pela “CIA e por toda a direita mundial”. Como ficou claro mais tarde, o Solidariedade era anticomunista, inimigo dos trabalhadores, um grupo que lutava para restaurar o capitalismo na Polônia. Durante o governo Lech Walesa, Lula e Lech, ambos católicos, foram recebidos pelo Papa João Paulo II, de linha conservadora, inimigo declarado do socialismo e da Teologia da Libertação.

The support given to socialism was very vague and sporadic, whereby until today the Workers Party and its several tendencies do not acknowledge the support they gave to the trade union Solidarnosc, a political group supported by the Vatican, the “CIA and all the world rightwing”. As it became clear later, Solidarnosc was anti-communist, enemy of the workers and a group struggling to reinstate capitalism in Poland. During the government of  Lech Walesa Lula and Lech, both catholics,  went to meet Pope John Paul II, who was from a conservative leaning and a outspoken enemy of socialism and the Liberation Theology.

No movimento sindical, o PT, quando surgiu, se apresentava como o novo, a grande novidade do movimento operário e sindical no Brasil. Começava procurando falsificar a história das lutas dos trabalhadores como se elas tivessem começado nos anos 1970 e que o PT era o primeiro partido operário no Brasil. Em nome do novo, o Partido dos Trabalhadores procurava não só combater a era Vargas e a estrutura sindical atrelada ao Estado, com os sindicatos hegemonizados pelos chamados pelegos, mas procurava também combater os comunistas, que eram, naquela conjuntura, seus principais inimigos a serem combatidos, não só por setores católicos conservadores anticomunistas de onde veio o Lula, como também por elementos ex-PCB e por grupos trotskistas, que precisavam, naquele momento, combater a velha capacidade de influência e articulação do PCB no meio sindical.

In the trade union movement PT, when it emerged, presented itself as new, as the great n novelty in the labor and trade union movement of Brazil. PT was launched trying to forge the history of workers’ struggles as if they started in the 1970s and as if PT as the first working class party of Brazil. In the name of the novelty, the Workers Party tried not only to fight (overcome) the trade union structure of the Vargas era [translator note: Vargas was a sort of brazilian Perón between the 1930s and 1950s, he was a populist caudillo, fascist dictator and social-democrat opportunist, all in one] which were trailed to the state (these were the trade unions called “pelegos”, meaning scabs, sell outs, capitalist agents) but also tried to fight the communists. In that context the brazilian communists were fought – as the main enemies – not only by the conservative catholic layers (from where Lula came from) but also by the ex-members of PCB and by the trotskist groups that needed in that moment to weaken or defeat the old great influence and articulation of PCB in the trade union movement.

O cerco promovido pela ditadura empresarial-militar contra o PCB provocou perda de sua influência no movimento sindical, ajudando o Partido dos Trabalhadores, que se valeu também dos erros táticos do PCB entre o fim da década de 1970 e o início de 1980. O Partido dos Trabalhadores foi legalizado a tempo de concorrer às eleições de 1982, ainda durante a ditadura, enquanto o PCB só se tornou legal após o fim da ditadura.

The siege against PCB promoted by the military-capitalist dictatorship provoked its loss of influence in the trade union movement. That helped the Workers Party, that also took advantage of the tactical mistakes of PCB between the end of the 1970s and the beginnings of the 1980s. The Workers Party was legalized in time to run in the 1982 elections yet during the dictatorship while PCB only became legal after the end of the dictatorship.

“The the 7th congress of the PCB (brazilian communist party), made in november 1982, in the Publishing house Novos Rumos in the Praça (Square) Dom José Gaspar, was invaded by the federal police, the Party and its members and cadres were charged under the fascist National Security Law. Meanwhile, in 1982, the PT members walked freely, using their solidarnosc shirts and speaking nonsense against socialism and the communists.

The so-called «New Trade Unionism», that emerged on the strikes of São Paulo’s ABC (major industrial area), denied all the past that the Communist Party built. Its enemies were not only the Vargas era scabs but mainly the communists. Lula himself declared that the major obstacle for the creation of the Workers Party (PT) was the existance of the PCB, given that at the time PCB was the major political force in the trade unions. With rights and wrongs, since the decade of the 1920s, the communists were the ones presenting a clear program of rupture with the capitalist system. PT, since its birth, always presented a diffuse (abstract) program, it never assumed itself as social-democrat.”

(to be continued…)

Citações de Lula, um social-democrata oportunista

“Eu não vou fazer a reforma agrária que o MST pretende, trocando miseráveis urbanos por miseráveis rurais, apenas para apresentar número de assentados que nada produzem.”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, no jantar após a sessão de cinema com convidados no Palácio da Alvorada

(Fonte: Veja, 29 de outubro de 2003 – ANO 36 – N° 43 – Edição 1826 – Veja Essa/ Por Julio Cesar de Barros – Pág: 40/41)
http://www.oexplorador.com.br/eu-nao-vou-fazer-a-reforma-agraria-que-o-mst-pretende-trocando-miseraveis-urbanos-por-miseraveis-rurais-apenas-para-apresentar-numero-de-assentados-que-nada-produzem-luiz-inacio-l/

NOVAS RELAÇÕES “As elites empresariais do Brasil evoluíram muito. Um Mário Amato é coisa do passado. Hoje, os empresários que dão as cartas têm 50 anos, são abertos e modernos.”
Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT à Presidência da República, ontem na Folha. (09 de dezembro de 2001)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0912200107.htm

“No exercício do poder sou um cidadão (…) multinacional, multi-ideológico”
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1591255-5602,00-LULA+DEFENDE+VERSATILIDADE+COMO+CARACTERISTICA+IMPORTANTE+DE+UM+GOVERNANTE.html

Outras informações importantes:

PCB rompe com o governo Lula. (2005)
“Aliado histórico PCB rompe com o governo Lula.
Um dos partidos historicamente mais leais a Luiz Inácio Lula da Silva, o PCB (Partido Comunita Brasileiro) rompeu com o governo em seu 13o Congresso Nacional, no mês passado, por não acreditar que haverá mudanças prometidas na última companha.
O PCB esteve entre os poucos que formalmente compuseram com o PT a coligação que elegeu Lula em 2002 – os outros foram PL, PC do B e PMN.
A legenda tem só 3000 filiados, entre eles Oscar Niemeyer, e sua representação parlamentar se resume a 14 vereadores.”
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1604200503.htm
https://midiaindependente.org/pt/red/2005/05/315988.shtml

O Lula Secreto (2011)
«Dora Kramer fragmento de artigo publicado no Jornal do Brasil, 18 de agosto de 2004:

“O sindicalista Lula – ao contrário do que parece – não se absteve de estudar. Há relatos – nunca desmentidos – de sua preparação em cursos de AFL CIO, as centrais sindicais norte-americanas, quintessência do peleguismo e do anti-esquerdismo em geral e na John Hopkins University, em Baltimore, Estados Unidos (em 1972 ou 73), onde teria feito um curso de liderança sindical, desenhado sob medida para parecer de esquerda, apenas parecer, mas servir ao sistema dominante. Merece um doutorado honoris causa, ou seria horroris causa? E, além disso, já como diretor do sindicato dos Metalúrgicos, cursou o Instituto Interamericano para o Sindicalismo Livre, (Iadesil), sustentado pela CIA e passou a adotar sua própria “agenda”, livrando-se do próprio irmão, o Frei Chico, quadro do Partido Comunista.”»
https://pcb.org.br/portal2/1895/o-lula-secreto

Franck Gaudichaud, doutor em Ciência Política e mestre em Civilização Hispanoamericana na Universidade Grenoble 3 (ILCEA), membro do Comitê de Redação da revista Dissidences e da Associação França-América Latina. (2010)
“Em resumo, poderia dizer que a política de Lula conjuga uma política macroeconômica neoliberal e uma política social assistencialista centrada na luta contra a extrema pobreza, dando finalmente estabilidade ao sistema, razão pela qual o ex-sindicalista é considerado por Wall Street e por grande parte das elites como um dos melhores presidentes da história democrática do país. Poderia qualificar sua gestão de “social liberalismo à brasileira” ou talvez como fazem alguns autores de “liberal-desenvolvimentismo”, posto que o Estado brasileiro continua querendo regular uma parte da atividade econômica do país.”
https://pcb.org.br/portal2/925/o-brasil-de-lula

PT: A TRAGEDY LONG ANNOUNCED

José Renato André Rodrigues* (13/10/2016 article)
*Filosofy professor in Rio de Janeiro State Public Network
Political Secretary of _PCB in the city of Nova Iguaçu-RJ

English

“The the 7th congress of the PCB (brazilian communist party), made in november 1982, in the Publishing house Novos Rumos in the Praça (Square) Dom José Gaspar, was invaded by the federal police, the Party and its members and cadres were charged under the fascist National Security Law. Meanwhile, in 1982, the PT members walked freely, using their solidarnosc shirts and speaking nonsense against socialism and the communists.

The so-called «New Trade Unionism», that emerged on the strikes of São Paulo’s ABC (major industrial area), denied all the past that the Communist Party built. Its enemies were not only the Vargas era scabs but mainly the communists. Lula himself declared that the major obstacle for the creation of the Workers Party (PT) was the existance of the PCB, given that at the time PCB was the major political force in the trade unions. With rights and wrongs, since the decade of the 1920s, the communists were the ones presenting a clear program of rupture with the capitalist system. PT, since its birth, always presented a diffuse (abstract) program, it never assumed itself as social-democrat.”

Português

“O 7º Congresso do PCB, realizado em novembro de 1982, na sede da Editora Novos Rumos, na Praça Dom José Gaspar, centro de São Paulo, foi invadido pela Polícia Federal, que enquadrou o Partido e seus militantes e dirigentes na famigerada Lei de Segurança Nacional. Enquanto isso, em 1982, os militantes do PT podiam andar livremente, usando suas camisetas do Solidariedade e falar bobagens contra o socialismo e os comunistas.

O chamado “Novo Sindicalismo”, que despontava nas greves do ABC paulista, negava todo o passado de luta que o Partido Comunista construiu. Os seus inimigos não eram apenas os pelegos da era Vargas, mas principalmente os comunistas. O próprio Lula já declarava o grande empecilho que era a existência do PCB para a criação do Partido dos Trabalhadores, já que, até aquele período, o PCB era a principal força política no meio sindical. Com acertos e erros, desde a década de 1920, foram os comunistas que apresentaram um programa claro de ruptura com o sistema capitalista. O PT, desde o seu nascimento, sempre apresentou um programa difuso, nunca se assumiu como socialdemocrata.”

Pelo Anti-Imperialismo

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José Renato André Rodrigues*

Boa parte da militância de esquerda no Brasil hoje ataca o PT, sejam ex-petistas organizados em outros partidos de esquerda, militantes de movimentos sociais e ex-militantes do PT soltos e desiludidos com os rumos e o caminho traçado por esse partido para chegar ao governo e administrá-lo para o grande capital.

Para entender o fenômeno PT, é preciso entender a história recente do Brasil, a luta de classes e como as classes dominantes traçaram os rumos da ditadura empresarial-militar até a abertura e a consolidação da hegemonia burguesa no fim da ditadura, em 1985.

Entre o final de 1970 e o início de 1980, parte da sociedade brasileira lutava contra a ditadura empresarial-militar instalada em 1964. A burguesia brasileira tinha como objetivo o processo de abertura com uma lenta transição democrático-burguesa, que tentou tirar de cena os setores mais combativos ao regime, em especial o Partido…

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